Partilhar

Euskal Herria versus Euskadi

Andoni Herrera – A passada semana a Federação de Euskadi de futebol anunciou para 23 de Dezembro o jogo internacional entre as selecções de Euskadi e Irão. Como consequência disto, uma listagem de 165 futebolistas e ex-futebolistas bascos, com nomes e apelidos, acaba de fazer público um manifesto contrário à mudança de denominação da selecção basca.

Os jogadores, entre os que se encontra a prática totalidade do plantel do Athletic, manifestam um profundo mal-estar pela mudança: «A Federação de Euskadi de Futebol não tem em consideração as equipas de futebol da Alta Nafarroa, Nafarroa Baixa, Lapurdi e Zuberoa. Porém, animados pela vontade de darmos passos em frente, hoje em dia, à hora de conformar a selecção masculina que compete internacionalmente tomam-se em conta futebolistas dos sete territórios bascos. Neste sentido deve entender-se o avanço do ano passado, daí vem o nome e o ser da selecção de Euskal Herria.»

«Para além de hoje em dia não dispormos duma federação nacional que reúna os desportistas bascos, -continua o manifesto- das federações da Comunidade Autónoma Basca não se aprecia qualquer vontade ou intenção de dar passos nessa direcção. Ainda mais, querem retroceder no caminho avançado.»

«Os desportistas de Euskal Herria não estamos dispostos a darmos marcha atrás. Nós, queremos representar uma nação formada por sete territórios e com 21.000 Km² de extensão e isso, hoje e agora tem um nome: Euskal Herria.»

No resto do manifesto os jogadores bascos insistem em serem fieis à sua palavra e compromisso perante Euskal Herria e os adeptos. Não permitirão que se desvaneça o sono feito realidade o ano passado. «Eles decidiram dar marcha atrás e não cumprir a palavra dada e, a eles corresponde-lhes rectificar. Se tal coisa não acontecer não iremos jogar a partida e deles será a responsabilidade.»

Não é assunto sem importância a questão do nome que deva levar a selecção basca. Não chega com jogar, é preciso saber em nome de quem jogamos e para qué. Euskadi, o neologismo incorrecto inventado por Sabino Arana e ao que tanto se aferra o PNB, faz referência a uma comunidade autónoma composta por três territórios bascos: Araba, Bizkaia e Gipuzkoa. O emprego deste termo equivale a formar uma vulgar selecção autonómica bascongada sem mais horizonte que cumprir o expediente folclórico anual.

Porém, Euskal Herria faz referência à nação basca (Araba, Bizkaia, Gipuzkoa, Lapurdi, Nafarroa alta, Nafarrroa baixa, zuberoa) e, só sob esta denominação podemos conformar uma autêntica selecção nacional, que é do que se trata. Os partidos da selecção basca devem implicar um esforço reivindicativo na procura da oficialidade e do lugar que lhe corresponde no âmbito internacional. Autonomia e folclorismo face soberania e reivindicação. A pressão do partido maioritário do governo bascongado e dos patrocinadores do evento e inadmissível. Neste sentido cumpre parabenizar esta postura dos jogadores bascos que concorda perfeitamente com o sentir dos adeptos da selecção nacional basca.

 

 

 

Lançamento de Begonha Caamanho, uma das nossas, em Lugo

Ângelo Brea apresenta Ensinamentos de Rahotep em Bertamiráns

Através Editora publica Ensinamentos de Rahotep, de Ângelo Brea, obra ganhadora do I Prémio de Criação Literária da Cátedra Carvalho Calero da USC

Lançamento de Tourists, go home? Em Ponte Vedra

Os artigos dos topónimos no novo Nomenclátor

Juan Luis Fernández apresenta o livro Futebol Gaélico em Celanova

Lançamento de Begonha Caamanho, uma das nossas, em Lugo

Ângelo Brea apresenta Ensinamentos de Rahotep em Bertamiráns

Através Editora publica Ensinamentos de Rahotep, de Ângelo Brea, obra ganhadora do I Prémio de Criação Literária da Cátedra Carvalho Calero da USC

Lançamento de Tourists, go home? Em Ponte Vedra