Nationalia – O mapudungun, a língua falada polo povo mapuche, tem desde sexta-feira, 28 de Novembro de 2008, umha nova ferramenta para a sua protecçom e promoçom. A Academia Nacional da Língua Mapuche foi impulsionada pelo Governo de Michelle Bachelet, presidenta do Chile, no ámbito do pacto social pola multiculturalidada «Re-conhecer», impulsionado durante a última legislatura.
Com sede em Temuco, na regiom da Araucánia, a nova instituiçom tem como objectivo normalizar a língua e propor ao Estado políticas linguísticas em campos como a educaçom, mas também pretende animar e orientar as comunidades mapuches ao mesmo tempo de impulsionar iniciativas que garantam o uso da própria língua.
Segundo informa RPP Notícias, a Academia estará formada por «representantes escolhidos entre as comissons linguísticas territoriais, falantes procedentes das comunidades, eruditos e profissionais mapuches, além de líderes de organizaçons indígenas, que participárom desde o ano 2006 nos processos de formaçom e capacitaçom em linguística básica.
Este programa será gerido pola Corporaçom Nacional do Desenvolvimento Indígena (Conadi), um organismo estatal que vela pela promoçom e o cumprimento de planos de desenvolvimento para os povos originários do Chile (aimará, atacamenho, colla, diaguita, quíchua, rapanui, mapuche, kawéskar e iagan, segundo especificam os seus responsáveis). Neste ano o Governo de Bachelet pujs especial ênfase nas três línguas indígenas que, apesar de estarem minorizadas, desfrutam de mais vitalidade: o aimará, o rapanui e o mapuche, cada umha das quais no final de ano terá a sua própria academia da língua.
Críticas contra a ‘privatizaçom dos direitos colectivos’
A medida, apesar de tudo, nom está isenta de polémica. O diário alternativo mapuche Mapuexpres publica umha dura crítica à nova instituiçom e o organismo que o impulsiona. Segundo este artigo, a criaçom da Academia é “umha privatizaçom dos direitos colectivos”, porque nom contou com a participaçom dos povos aos quais pretende representar. Mapuexpres cita o dirigente mapuche Francisco Vera Millaquen, que afirma que o comportamento da Conadi é “umha violaçom” do convênio 169 da Organizaçom Internacional do Trabalho, o qual estabelece a organizaçom dos Governos a consultar com as populaçons indígenas aquelas medidas legislativas ou administrativas que as afectem directamente.
Vero Millaquen afirma que um grande número de organizaçons representativas do território e o povo mapuche fôrom excluídas deste processo, e nega a versom oficial segundo a qual os responsáveis pola Conadi levam dous anos de reunions com representantes mapuches.

- Ler o artigo em catalám. Nationalia.org, 27 de Novembro de 2008.
- Ler o artigo em inglês. Nationalia.org, 27 de Novembro de 2008.
