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Entrevista ao professor Samuel Rego, do Instituto Camões

PGL / AGLP – Dentro da sequência de entrevistas realizadas pelo Portal Galego da Língua e a Academia Galega da Língua Portuguesa durante o II Seminário de Lexicologia realizado em Compostela o 25 de setembro passado, foi entrevistado o representante do Instituto Camões na Galiza, prof. Samuel Rego.

Depois de apresentar o Instituto Camões e de explicar o seu papel dentro das atividades culturais na Galiza, o professor Rego expôs as duas vertentes das principais atividades do Instituto: «promover a língua, por um lado, e a cultura, por outro. Aqui, na Galiza, conseguimos ter essas duas frentes muito ativas, por um lado, colaborar com as Universidades, Escolas de Idiomas, ensino secundário a partir do ano passado, e ao mesmo tempo trazer projetos culturais portugueses e integrá-los na agenda cultural galega.»

«Na Galiza, dada a intensidade das relações, e a profundidade com que se pode trabalhar no ambiente cultural, temos essa facilidade: os projetos culturais portugueses são integrados de forma natural numa agenda geral galega».

No âmbito da atualidade do instituto, o professor Rego informa de que «colaboramos com as instituições sociais galegas, quer sejam públicas, de carácter associativo ou mesmo empresarial. […] Neste momento uma das grandes prioridades tem sido a aplicação do Acordo Ortográfico. No primeiro semestre de 2010 fizemos uma ofensiva no que tem sido a formação em torno ao Acordo Ortográfico junto do corpo de Docentes de Português da Galiza. E devo dizer que foi um éxito, portanto, a Galiza a nível de aplicação do Acordo Ortográfico vigente nos países da CPLP, tem sido um modelo a seguir».

Para uma promoção conjunta e eficaz da língua portuguesa, o prof. Rego afirma que «É necessário que as embaixadas de todos os países lusófonos do mundo tenham uma agenda mais convergente». «O crescimento económico do Brasil é ainda uma novidade que temos que aproveitar».

A respeito da Galiza e a CPLP «compete ao governo autónomo da Galiza posicionar-se face ao que é o conjunto dos países da CPLP. Jamais Portugal ou as instituições portuguesas devem pronunciar-se sobre algo que é uma matéria doméstica, ou seja, apesar de sabermos que tem a ver com a política externa da Galiza é um assunto que entendemos como interno das instituições públicas galegas».

Samuel Rego acaba manifestando-se a favor da elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum, que considera «extremamente positivo», e pela existência da AGLP sobre a qual «o Instituto Camões só tem a congratular-se pelo facto de existir instituições na Galiza que se dediquem ao estudo e promoção da língua portuguesa».

 

Ver vídeo-entrevista

 

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