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Educação inclusiva dum menino autista no filme “Minha esperança é você”

José Paz Rodrigues (*) – A escolarização fora do sistema regular de ensino para todos os que se encontravam em situação de deficiência começa a ser posta em causa a partir de 1959 na Dinamarca. Neste país aparece uma legislação com o conceito de “normalização”, entendido como a possibilidade de o deficiente mental desenvolver um tipo de vida tão normal quanto possível, estendendo-se a seguir esta ideia de 1969 por toda a Europa e os EUA.

A sua generalização no meio educativo vai desencadear a substituição das práticas segregadoras por outras integradoras, iniciando-se assim o movimento de integração escolar e a desinstitucionalização dos então chamados “deficientes”.

A integração escolar é o oposto à segregação, consistindo o processo integrador nas práticas e nas medidas que potencializam a participação das pessoas em atividades comuns da sua cultura. A maioria dos psicopedagogos entendem que a integração escolar é a oferta de serviços educativos que se põem em prática mediante a disponibilidade de uma variedade de alternativas de ensino e de aulas que são adequadas ao plano educativo, para cada aluno, permitindo a máxima integração institucional, temporal e social entre alunos deficientes e não-deficientes durante a jornada escolar normal. Kaufman em 1985 já entendia que a integração escolar era temporal, instrutiva e social de crianças diferentes com os seus companheiros normais, baseada numa planificação educativa e num processo programador evolutivo e individualmente determinado. Em 1981 Soder falava de quatro graus de integração: física, compartilhando espaços; funcional, utilizando os mesmos espaços e recursos; social, integrando-se na aula regular, e comunitária, continuando a integração na juventude e na vida adulta.

Como já tenho comentado, a nível europeu foram os países nórdicos que mais se distinguiram nas modalidades de atendimento às crianças e jovens com necessidades educativas especiais (NEE), ao lado da Itália que nos anos 70 extinguiu as escolas de ensino especial e encaminhou todas as suas crianças e jovens para a escola regular. Feito que logo se estendeu a outros países da zona, embora nalgum caso mantendo centros especiais para alunos com necessidades extremas. A integração escolar retirou as crianças e os jovens em situação de deficiência das instituições de ensino especial, em defesa da sua normalização, o que lhes permitiu o usufruto de um novo espaço e novos parceiros de convívio, de socialização e de aprendizagem, dentro de aulas regulares. As práticas pedagógicas foram também transportadas das instituições de ensino especial para a escola regular, numa vertente mais educativa, configuradas num programa educativo individual, de acordo com as características do aluno, desenhado e desenvolvido, essencialmente, pelo professor de educação especial ou de pedagogia terapêutica.

Nos últimos tempos e décadas, depois de se pôr a andar a ideia de integração escolar, denominada comummente hoje como educação inclusiva, um dos problemas, mas não o único, com que se encontram os docentes, é saber como integrar na aula comum crianças com autismo ou autistas. Por isso desta vez, para a série de “As Aulas no Cinema”, escolhi um filme intitulado “Anjos sem paraíso”, que no mundo lusófono, nomeadamente no Brasil, foi editado em DVD sob o título de “Minha esperança é você”. Este filme fora realizado em 1963 por John Cassavetes. No mesmo aparece um rapaz que padece autismo e como é educado e integrado com outros alunos, muitos dos que também padecem alguma deficiência, sendo realmente deficientes, que, ao trabalhar como atores no filme, lhe dão ao mesmo uma forte autenticidade.

Segundo a Associação Americana de Autismo, o autismo é uma inadequacidade no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave por toda a vida. É incapacitante e aparece tipicamente nos três primeiros anos de vida. Acomete cerca de 20 entre cada 10 mil nascidos e é quatro vezes mais comum no sexo masculino do que no feminino. É encontrado em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social. Não se conseguiu até agora provar qualquer causa psicológica no meio ambiente dessas crianças que possa causar a doença. Os sintomas são causados por disfunções físicas do cérebro, verificados pela anamnese ou presentes no exame ou entrevista com o indivíduo. Entre os seus aspetos ou sintomas básicos podem destacar-se os seguintes: a) Distúrbios no ritmo de aparecimentos de habilidades físicas, sociais e linguísticas. b) Reações anormais às sensações. As funções ou áreas mais afetadas são: visão, audição, tato, dor, equilíbrio, olfato, gustação e maneira de manter o corpo. c) Fala e linguagem ausentes ou atrasadas. Certas áreas específicas do pensar, presentes ou não. Ritmo imaturo da fala, restrita compreensão de ideias. Uso de palavras sem associação com o significado. d) Relacionamento anormal com os objetivos, eventos e pessoas. Respostas não apropriadas a adultos e crianças. Objetos e brinquedos não usados de maneira devida.

Perante estas circunstâncias sinaladas, não é doado levar a educação de crianças com esta síndrome e requer uma grande paciência e compreensão por parte dos docentes que têm nas suas aulas regulares alunos autistas. Tanto que, a administração educativa deveria ter a oportuna sensibilidade para dotar com professores de apoio as aulas em que se encontrem integradas crianças autistas.

 

Ficha técnica do filme:

Título original: A Child Is Waiting (Minha esperança é você / Anjos sem paraíso)

Diretor: John Cassavetes (EUA, 1963, 102 min., preto e branco).

Roteiro: Abby Mann, baseado em história da sua autoria.

Fotografia: Joseph La Shelle. Música: Ernest Gold. Montagem: Gene Fowler, Jr.

Produção: Stanley Kubrick Productions, United Artists.

Atores: Burt Lancaster (Dr. Matthew Clark), Judy Garland (Jean Hansen), Gena Rowlands (Sophie Widdicombe), Steven Hill (Ted Widdicombe), Bruce Ritchey (Reuben Widdicombe), Gloria McGehee (Mattie), Paul Stewart (Goodman), Lawrence Tierney (Douglas Benham), Elizabeth Wilson (Miss Fogarty), Barbara Pepper (Miss Brown), June Walker (Mrs. McDonald), John Marley (Holland).

Argumento: Numa escola para crianças excecionais, uma professora novata e inexperiente, interpretada por Judy Garland, entra em conflito com o diretor da instituição, papel desempenhado por Burt Lancaster, por causa do seu modo de educar um menino autista recém-abandonado pela família. Comovente denúncia do preconceito de grande parte da sociedade para com os portadores de deficiência mental, a obra é um drama que continua bastante atual.

 

 

Autismo e educação inclusiva:

Aproveito para falar de educação inclusiva seguindo as opiniões muito acertadas da educadora brasileira Patrícia Rocha Cassimiro. Segundo ela, o direito à educação é direito de toda criança, adolescente ou adulta, seja ela qual dificuldade tiver. Na constituição do Brasil e nas de outros países, afirma-se isso, que todos somos iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. E a educação inclusiva parte dessa intenção, que cada um possa procurar a plenitude do seu existir, para participar ativamente na construção da sua vida pessoal, tendo uma existência feliz e de qualidade. Este tema hoje é cada vez mais atual e cada vez mais discutido nas escolas. E a discussão gira em torno de como ocorre essa inclusão nas escolas?

Primeiramente, a escola deve estar adequada àquela criança, jovem ou adulta. Tendo profissionais adequados bem formados e espaços direcionados às determinadas deficiências. Essa escola deve também respeitar os limites do educando e desenvolver uma real integração social na comunidade em que vivem. A inclusão implica também uma mudança de paradigmas, de conceitos e costumes, que fogem as regras tradicionais, ainda fortemente calcados na linearidade do pensamento, no primado do racional e do ensino, na transferência dos conteúdos curriculares. Ainda existe uma resistência por parte das escolas, em concretizar essa inclusão, as suas desculpas variam entre não ter profissionais especializados, salas adequadas ou acessos dentro das escolas, entre outras. Do que muito é responsabilidade da administração educativa. A inclusão é, portanto um conceito intrigante, que busca retirar as barreiras impostas pela exclusão no seu sentido mais global. E a educação é, portanto um direito de todos, e assegurá-lo é necessariamente, dar boas vindas a esse aluno, sem questionar as suas possibilidades ou dificuldades. Respeitando-os, integrando-os ao quotidiano escolar, visando capacitar e melhorar a vida desse educando.

O Autismo é um termo geral usado para descrever um grupo de transtornos de desenvolvimento do cérebro, conhecido como “Transtornos do Espectro Autista” (TEA). O TEA são um conjunto de manifestações que afetam o funcionamento social, a capacidade de comunicação, implicam num padrão restrito de comportamento e geralmente vem acompanhado de deficiência intelectual. O TEA é constituído pelo Autismo, a síndrome de Asperger e pelo transtorno global do desenvolvimento sem outra especificação. Nos manuais de classificação esses quadros estão localizados dentro do capítulo dos transtornos globais do desenvolvimento (TGD), que inclui além dos TEA, a síndrome de Rett e o transtorno desintegrativo. Em comum, as pessoas que fazem parte do TEA apresentam dificuldades em entender as regras de convívio social, a comunicação não-verbal, a intencionalidade do outro e o que os outros esperam dela. Com essas dificuldades funcionais, o impacto na eficiência da comunicação é muito grande, fazendo com que o desenvolvimento do cérebro social se mantenha cada vez mais insuficiente para exercer as funções necessárias para a interação social. Os sintomas do autismo normalmente permanecem com a pessoa durante toda a sua vida. Uma pessoa pouco afetada pode parecer apenas um tanto diferente e ter uma vida normal. Uma pessoa gravemente afetada pode ser incapaz de falar ou cuidar de si mesma. A intervenção precoce pode fazer uma grande diferença no desenvolvimento da criança. A maneira como o seu filho age e se comporta atualmente pode ser muito diferente de como ele agirá e se comportará no futuro.

Atualmente não existe um teste médico específico para o diagnóstico de autismo. O diagnóstico baseia-se na história de vida do paciente, no comportamento observado em diversas situações e em testes educacionais e psicológicos. Como os sintomas do autismo variam, as vias para a obtenção do diagnóstico também variam. Em algumas crianças são identificados atrasos no desenvolvimento antes delas serem diagnosticadas com autismo e assim podem receber intervenção precoce ou serviços de educação especial.

Evidências recentes sugerem que os primeiros sinais do autismo podem ser vistos em crianças bem novas, com 8 a 10 meses de idade: podem ser mais passivas, mais difíceis de acalmar ou não reagem quando alguém chama o seu nome. Algumas crianças com autismo apresentam, por volta de um ano de idade, prejuízos de orientação ao estímulo social (ex: orientação social, de atenção compartilhada, de interação social e de antecipação, de balbuciar, de gestos, de pronúncias de palavras e de imitação). Alguns desses primeiros sinais podem ser notados pelos pais, outros podem apenas ser observados com a ajuda de um clínico especialista.

É interessante conhecer a diferença entre Síndrome de Asperger e autismo, ou autismo com “alto grau de funcionamento”: O autismo, necessariamente apresenta um prejuízo marcado e permanente na interação social, alterações de comunicação e padrões limitados ou estereotipados de comportamentos e interesses, que devem estar presentes antes dos três anos de idade. Pela sua parte, a síndrome de Asperger, caracteriza-se por prejuízos na interação social, interesses e comportamentos limitados, porém não apresenta atraso no desenvolvimento da linguagem falada ou na perceção da linguagem. É caraterístico o desajeitamento motor, determinados interesses que lhe ocupam toda a atenção, tendência a falar sobre o que querem, sem se dar conta do interesse do outro.

A maior parte das vezes, provavelmente, o autismo resulta de uma combinação de fatores de risco genéticos que interagem com os fatores de risco ambientais. Foram identificados diversos genes de suscetibilidade ao autismo, o que significa que há maior probabilidade do indivíduo desenvolver autismo se ele possui uma variante deste gene, ou, em alguns casos, uma mutação rara. Provavelmente, diversos genes contribuem para o autismo. Acreditamos que esses genes específicos interagem com determinados fatores ambientais. A maior parte da pesquisa atual busca identificar a contribuição dos fatores genéticos e ambientais para o autismo. Muito embora alguns fatores genéticos tenham sido identificados, sabemos pouco sobre a contribuição dos fatores ambientais, ainda. A exposição a agentes ambientais, tais como os agentes infeciosos (rubéola da mãe, ou o citomegalovírus), ou a agentes químicos (talidomida ou valproato) durante a gravidez podem causar o autismo.

O tratamento para o autismo normalmente é um programa intenso e abrangente que envolve a família da criança e um grupo de profissionais. Alguns programas podem ser feitos em casa e incluir profissionais especialistas e terapeutas treinados. Alguns programas são colocados em prática dentro de uma instituição especializada, na sala de aula ou na escola de educação infantil. Não é incomum uma família optar por combinar mais de um método de tratamento.

Os programas de intervenção intensivos para os sintomas principais do autismo abordam as questões sociais, de comunicação e questões cognitivas centrais do autismo. O programa de tratamento depende das dificuldades (inabilidades) e dos pontos fortes (habilidades) da criança. Cada fase do desenvolvimento apresenta necessidades peculiares. Na fase pré-escolar, o desenvolvimento da coordenação motora e a capacidade de adaptação ao grupo são fundamentais. Na fase de alfabetização, dificuldades podem requerer intervenção de fonoaudiólogo e psicopedagogo. Já a entrada na adolescência, pode trazer novas dificuldades e requerer outras prioridades de intervenção. A intervenção comportamental, a terapia ocupacional e a terapia fonoaudiológica normalmente estão integradas ao programa.

É muito importante para um docente de aula regular saber como integrar uma criança autista. De entrada necessitamos docentes com muita paciência e sensibilidade. Mais importante é ainda ter algum professor de apoio especialista para que integração e educação inclusiva sejam o mais acertadas e adequadas, em bem de todas as crianças, nomeadamente aquelas que tenham necessidades educativas especiais (NEE).

 

 

Um filme modelo para educação especial:

Mais de meio século depois, este filme permanece corajoso, forte, fascinante, impressionante. As interpretações são magníficas, e há uma série de sequências antológicas, assustadoras e belas. Até hoje, não é muito comum falar no cinema sobre pessoas com deficiência mental, ou com necessidades especiais, a nomenclatura mais politicamente correta nos tempos do politicamente correto. Em 1963, então, era sem dúvida um ato de grande coragem fazer um filme sobre esse tema. O nome do produtor explica a coragem: Stanley Kramer era um sujeito que não tinha medo de polémicas, de abordar temas difíceis.

Neste Minha Esperança é Você, a coragem do produtor une-se ao imenso talento do diretor John Cassavetes, tido hoje como o pai do cinema independente americano. Todas as interpretações são excelentes, e Cassavetes não tinha vergonha alguma em abusar dos “close-ups”, algo de que o cinema americano não gostava muito na época, para se distanciar da sua grande rival, a TV. Burt Lancaster está perfeito. Alto, forte, atlético, figura imponente, para fazer de Dr. Clark, o diretor clínico de uma grande instituição para deficientes no interior de Nova Jersey. Clark é competente, abnegado, dedicado, decidido, firme como uma rocha. Exatamente o oposto da outra protagonista, Jean Hansen, que no início da ação se apresenta para trabalhar na instituição, embora não tenha experiência nem como enfermeira, nem como professora, nem tenha nunca lidado com deficientes na vida. Uma mulher insegura, temerosa, com um passado inquieto, é o papel que cabia como uma luva para Judy Garland, essa artista fenomenal e fenomenalmente problemática, atriz de cinema a partir dos 14 anos de idade. Jean Hansen, a mulher insegura como a própria atriz, de feições sempre turvadas por dúvidas, questionamentos, medos, foi o penúltimo personagem da carreira de Judy Garland. Um grande papel, uma grande interpretação. Uma das grandes qualidades da história de Minha Esperança é Você é que jovens deficientes trabalham no filme e dão autenticidade forte.

O filme quer discutir a questão de como lidar com os deficientes. E nisso reside o seu valor, e ao mesmo tempo residem as suas pequenas falhas. Parte do valor, do grande valor do filme: jovens deficientes mentais fazem parte do elenco, estão lá representando a si próprios, o que dá um tom fortíssimo de documento, daquilo que os franceses chamaram de cinéma-vérité. E Cassavetes usa e abusa dos “close-ups” dos meninos, é chocante, é apavorante, é belo, no preto-e-branco muito bem fotografado pelo mestre Joseph La Shelle. Nos créditos iniciais, explicita-se que os produtores contaram com o apoio e a orientação de uma instituição da Califórnia de educação de deficientes mentais. O filme defende a tese de que os jovens deficientes mentais, como se falava na época, ou os com necessidades especiais, como se diz hoje, devem ser cuidados em instituições especializadas, voltadas para eles, onde há apenas outras pessoas como eles. Devem sentir que estão entre pares, entre iguais; conviver com crianças diferentes deles só os fará ter mais e mais problemas. Mais ainda: eles devem ser ensinados a ter disciplina e nunca vergonha do que são; devem ser preparados para ter algum tipo de habilidade que permita de alguma forma a sua inserção na sociedade. Devem ter dignidade.

Além de defender essa tese, o filme dedica-se a demonstrar que os pais devem vencer o medo, o preconceito, e admitir o quanto antes que os seus filhos com deficiência têm deficiência. Para demonstrar isso, a trama criada por Abby Mann usa a história de um casal de classe média em ascensão social, cujo primogênito, Reuben (Bruce Ritchey), é deficiente. Tanto a mãe de Reuben, Sophie, mulher de boa formação universitária, quanto o pai, Ted (Steven Hill), arquiteto ambicioso, dinheirista, carreirista, demoram muito a aceitar o facto de que, sim, Reuben é deficiente, e fica explícito que essa demora piorou as coisas para o menino. Pai e mãe são tão incapazes de aceitar o facto que o casamento acaba um ano após o primeiro diagnóstico, que eles insistem em reverter procurando uma segunda, uma terceira, uma quarta opinião.

O filme foi realizado em 1962, tendo a sua estreia em 1963, pelo que, como é natural, se apresenta o clássico modelo de educação especial das crianças em centros especiais para deficientes. Ainda tardaria em aparecer e estender-se a ideia da integração escolar de alunos com N.E.E.. E mais ainda a ideia da educação inclusiva, vigente na atualidade.

 

 

Temas para comentar, refletir e elaborar:

Depois de ver o filme, utilizando a técnica de dinâmica de grupos do “cinema-fórum”, debater sobre os aspetos fílmicos do mesmo, o roteiro e a linguagem cinematográfica utilizada pelo realizador americano. Fazer o mesmo sobre as condutas do diretor da instituição, da mestra e os alunos protagonistas, as causas psicológicas e sociológicas das mesmas, as atitudes dos pais do menino autista e o sistema ou modelo educativo empregado em este centro especial. Refletir também sobre os resultados pedagógicos do labor didático-pedagógico da mestra, reparando nos aspetos positivos e nalguns se calhar negativos.

Procurando informação em livros especializados e também na Internet, elaborar uma monografia sobre o autismo. Compará-lo com síndromes similares e incluir contributos de diversos investigadores sobre estratégias básicas de tipo educativo, para saber integrar crianças autistas nas aulas regulares dos nossos estabelecimentos de ensino.

Organizar nos estabelecimentos de ensino uma mostra ao redor do tema da educação de crianças autistas, e da sua problemática social. Na mesma teriam que incluir-se fotos, textos e desenhos dos alunos, poemas, canções, livros, revistas, retalhos de imprensa, murais coletivos, autocolantes, cartazes, selos de correios, etc. Tudo para sensibilizar sobre o importante que é integrar de forma inclusiva nas aulas “normais” crianças com necessidades educativas relacionadas com o autismo (e também a síndrome de Asperger), como é o caso do menino do filme. Poderiam colaborar na mesma entidades cívicas que trabalhem pela integração escolar e social de crianças com N.E.E.

 

(*) Académico da AGLP, Didata e Pedagogo Tagoreano.

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