A administração pública anunciou para os sindicatos a sua proposta de novas vagas de emprego público nas especialidades de línguas estrangeiras: 80 vagas de inglês no secundário e 15 em escolas EOI e 10 vagas de francês no secundário e 11 em escolas EOI. Zero vagas de português, quando se farão dez anos da lei Paz-Andrade.
A resposta não se fez esperar e a DPG decidiu enviar uma carta pública aos responsáveis da área de ensino explicando ao pormenor a falta de compromisso do governo com o seu coletivo que, segundo afirmam, está assim a ser ignorado.
A Docentes de Português é uma associação profissional que faz parte da Comissão Temática da Língua Portuguesa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, uma das três entidades galegas que estão nesse foro. Além disso, tem sido convidada oficialmente para integrar o Observatório da Lusofonia, uma entidade criada pelo governo galego.
Desde que em 2019 começou a especialidade no secundário a convocatória de vagas de português foi constante, apesar dos habituais protestos para elevar o seu número.
Contudo este ano o número proposto é 0. Para a DPG isso seria retornar a 2018. Além disso, alertam, está a desconsiderar as reformas e o crescimento exponencial da matéria. Exigem que o governo reconsidere a sua oferta, o que ainda pode ser feito, na última da hora, em 16 de janeiro quando tratarem do número concreto de vagas com os sindicatos na mesa setorial.
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