PGL – Diferentes meios digitais recolhem a informaçom sobre o acontecido durante o julgamento a 16 independentistas cataláns acusados da queima de fotografias do rei de Espanha, dentro da campanha antimonárquica em curso naquele país. Mais umha vez aconteceu umha actuaçom contrária aos direitos lingüísticos das pessoas julgadas.
Com efeito, fora da conhecida questom de fundo desses processos em Madrid, existe umha componente lingüística que pode apreciar-se num fragmento gravado das palavras trocadas polo juiz do caso, José María Vázquez Honrubia, e um dos argüidos, sobre o uso do catalám no julgamento acontecido na passada semana.
Trata-se de um aúdio de um minuto em que, de maneira escassamente respeitosa, o magistrado fai consideraçons coloquiais sobre o uso do catalám e a condiçom bilíngüe das pessoas que estám a ser julgadas.
Na gravaçom, Vázquez Honrubia afirma, de maneira indolente: “ah, claro, ustedes necesitan intérprete”, acrescentando a seguir, ao comprovar que um dos argüidos sabe falar também espanhol: “claro, es que usted es bilingüe, esto es fenomenal” (…) “si quiere usted intérprete de marroquí, yo se lo pongo”…
Na verdade, nom é a primeira vez que acontece um incidente com o mesmo juiz por causa do idioma. Em Novembro de 2007, Vázquez Honrubia suspendeu um julgamento oral após negar um intérprete de catalám a outros dous acusados de queimar fotos do rei de Espanha.
Depois deste segundo incidente na Audiência Nacional, a conselheira da Justiça do governo catalám, Montserrat Tura, enviou umha carta ao referido juiz lembrando que o povo catalám “está um bocado cansado” de ter que lembrar que “nom fala catalám para incomodar ninguém”, sublinhando que o uso do catalám no mundo da justiça é um “direito irrenunciável” e como tal deve ser também “invulnerável”.
Há que lembrar como no passado mês de Janeiro, coincidindo com a declaraçom na Audiência Nacional de quatro independentistas galegos também em relaçom à queima de figuras de Juan Carlos de Bourbon, o magistrado Fernando Grande-Marlaska assinou um escrito em que se denominava o nosso idioma “dialecto gallego”. A denúncia pública do caso por parte de NÓS-Unidade Popular provocou umha rectificaçom do mesmo juiz, que pediu desculpa e reconheceu a condiçom de ‘idioma’ ao galego.

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