
O comité intercentros da Corporaçom de Rádio/Televisom da Galiza (CRTVG) informa do mal-estar do pessoal pola ausência do galego nos cursos de formaçom para a renovaçom digital. Situam esta anomalia numa «linha de deterioraçom geral» no labor da empresa pública no que diz respeito da promoçom da língua galega nos meios de comunicaçom públicos.
A representaçom legal das trabalhadoras e trabalhadores da CRTVG lembra que os meios de comunicaçom públicos têm a «obriga de promoçom» do galego «em todos os seus âmbitos», o qual inclui também «as relações laborais», no qual se inserem os devanditos cursos de formaçom.
Do comité fazem partícipe a sociedade galega do «mal-estar maioritário» que provocou no plantel da CRTVG a «total ausência» do galego nestas ações formativas, que visam estabelecer um novo modelo de produçom audiovisual digital na Corporaçom.
Materiais e web só em castelhano
Para o comité é «indefendível» que a língua do pessoal docente seja apenas o castelhano, o qual só veriam «justificado» com professorado forâneo. Também lamenta que a documentaçom e materiais formativos estejam só em castelhano, mais ainda quando muitos dos manuais técnicos se «traduzírom especificamente a partir do inglês», processo que se poderia ter aproveitado para fazer a versom galega. Neste ponto, informam de que a traduçom a realizou a empresa que dirige a tranformaçom digital da CRTVG e a formaçom do pessoal: Telefónica Servicios Audiovisuales.

Destarte, o comité vê «inadmisível» que o portal web criado para alojar o material formativo tenha um domínio em castelhano (proyectocrtvg.com), bem como os menus de navegaçom. Isto «evidencia uma enorma falta de compromisso com o nosso idioma e uma clara vulneraçom do artigo 6.º da lei 9/2011, de 9 de novembro, dos medios públicos de comunicación audiovisual da Galiza»:
Artigo 6. Uso da lingua galega.
A lingua da Corporación RTVG é o galego; xa que logo, a prestación do servizo de comunicación audiovisual por parte da devandita sociedade e as comunicacións que efectúe ao persoal dependente dela no exercicio das súas tarefas serán en lingua galega.
Do comité intercentros som taxativos: «a redaçom desse artigo determina claramente a obriga de empregar o galego en todos os âmbitos das relações laborais, incluída a formaçom».
Desmantelamento lingüístico
A representaçom legal das trabalhadoras e trabalhadores da Corporaçom alerta de um «progressivo desmantelamento» da promoçom do glaego por parte da CRTVG, o qual se manifesta na falta de prograçom divulgativa específica e num departamento lingüístico tam «esganado»que «dificilmente pode assumir a supervisom da produçom exerna que chega ao centro emissor ao tempo que oferece suporte ao pessoal próprio».
