Partilhar

Demite-se o comissionado para a língua irlandesa: “Por cada passo adiante, dam-se dous atrás”

Nationalia – Há tempos que andam a erguer-se muitas vozes na Irlanda que criticam a posiçom marginal a que, cada vez mais, se vê condenada a língua própria do país, o gaélico irlandês. O último a aderir a tais críticas foi o próprio comissionado para a língua irlandesa, Seán Ó Cuirreáin, que acaba de apresentar a demissom num discurso onde o pessimismo quanto ao presente do idioma é a nota dominante: no sector público, “por cada passo em frente, parece que haja dous a arrecuar”, resumiu.

Ó Cuirreáin ocupava o cargo desde 2003 e restavam-lhe dous anos de mandato. O seu gabinete, designado polo governo da Irlanda, está incumbido de conceber planos que implementem a legislaçom lingüística do irlandês no sector público. O comissionado di que, em 30 anos de experiência, nunca vira “a moral e a confiança tam baixas”. A língua, segundo Ó Cuirreáin, está cada vez mais marginada, o que inclui “a maior parte do sector público”.

O comissionado queixa-se de dous problemas que, no seu entender, haveria que resolver para se começar a reverter a situaçom. Um, que nom é exigido o conhecimento de irlandês aos candidatos a funcionário — conta apenas como mérito. E dous, que nom é garantido que todos os funcionários estatais que dam serviço nas Gaeltacht sejam falantes de irlandês. “Forçar os falantes nativos de irlandês a falar inglês” com a administraçom “nom pode continuar”, di Ó Cuirreáin.

Um santuário ameaçado

As Gaeltacht som regions do oeste da Irlanda onde o irlandês é a língua habitual — ou o era até há pouco — dumha parte substancial da gente. Estám designadas oficialmente, e o governo tem de implementar políticas específicas de modo a manter o carácter irlandófono dessas regions.

Segundo o recenseamento de 2011, 69,5% dos habitantes das Gaeltacht sabem falar irlandês. A percentagem vai minguando com o passar do tempo, e na Irlanda receia-se que a situaçom de menorizaçom que sofre o idioma em toda a ilha se reproduza também nessas regions, que deveriam funcionar como santuário da língua.

No conjunto da Irlanda, 1.774.000 pessoas (40,6% do total) declarárom saber falar o idioma no recenseamento de 2011. Mas o uso do irlandês está muito concentrado na escola, onde é língua de aprendizagem obrigada. Só 77.000 pessoas dim falar irlandês no dia a dia fora do sistema educativo. Em contrapartida, até 438.000 falantes declaram que nunca usam o idioma fora das escolas.

Apesar destes dados, Ó Curreáin quijo deixar umha nota positiva no seu último relatório sobre a língua. O comissionado dixo que os dados de recenseamento mostram que os falantes de irlandês aumentárom em 7% a respeito do recenseamento anterior (2006), e que esta mesma percentagem de incremento também se encontra no grupo que di usar o idioma fora do sistema educativo no dia a dia. Efetivamente, no recenseamento de 2006 esse grupo era formado por 72.000 pessoas, 5.000 menos que agora. “Estas estatísticas acenam umha tendência positiva e som boas notícias”, dizia o relatório.

 

(*) Imagem: Séan Ó Curreáin / Fotografia de Fiontar DCU.

Lançamento de Begonha Caamanho, uma das nossas, em Lugo

Ângelo Brea apresenta Ensinamentos de Rahotep em Bertamiráns

Através Editora publica Ensinamentos de Rahotep, de Ângelo Brea, obra ganhadora do I Prémio de Criação Literária da Cátedra Carvalho Calero da USC

Lançamento de Tourists, go home? Em Ponte Vedra

Os artigos dos topónimos no novo Nomenclátor

Juan Luis Fernández apresenta o livro Futebol Gaélico em Celanova

Lançamento de Begonha Caamanho, uma das nossas, em Lugo

Ângelo Brea apresenta Ensinamentos de Rahotep em Bertamiráns

Através Editora publica Ensinamentos de Rahotep, de Ângelo Brea, obra ganhadora do I Prémio de Criação Literária da Cátedra Carvalho Calero da USC

Lançamento de Tourists, go home? Em Ponte Vedra