PGL País Basco – O novo governo unionista PP-PSOE da Comunidade Autónoma Basca, deu começo à sua ofensiva negacionista propondo uma redefinição do termo Euskal Herria no curriculum educativo basco.
No alvo dos seus desvelos pretendem que o termo deixe de ser «um elemento de confusão e instrumento de doutrinamento nacionalista». «Trata-se de o ajustar à realidade política e institucional», afirmam. Ou, como diria o célebre filósofo Fernado Savater, conhecido pola sua afinidade com as posturas mais espanholistas, o termo em questão é «una de las chorradas promovidas por los nacionalistas». Note-se que o conceito é anterior ao nacionalismo mas, tanto lhes tem, estão de reconquista.
Ligado com isto, é de sobra conhecido o caso do mapa do tempo onde, frente à anterior silhueta de Euskal Herria, apresenta-se-nos uma maranha de linhas com o objectivo de fazer desaparecer o conceito negado e odiado. Porém, resulta paradoxal que o que agora aparece revelado na imagem do tempo é o antigo reino da Navarra.
No tocante ao ensino
Agora, a Conselharia da Educação vem de revogar a parte do decreto do Ensino Infantil aprovado pelo anterior executivo que fixava o éuscaro como língua veicular principal em dita etapa educativa. Tal decisão tem a sua origem em dous decretos aprovados pelo anterior Departamento de Educação semanas antes das trapaceiras passadas eleições autonómicas.
Daquela, tanto o ‘PPSOE’ como a denominada Plataforma por la Libertad de Elección Linguística interpuseram cada um o seu recurso ao entenderem que pretendiam modificar o sistema de modelos linguísticos regulado por lei. Argumentavam que a reforma do vigente sistema devia realizar-se mediante uma nova lei aprovada pelo Parlamento e não através de decretos.
Seja como for, o Tribunal Superior de Justiça do Pais Basco resolveu suspender as disposições que definem o éuscaro como principal língua veicular no ensino infantil e no bacharelato. É, por consequência, que a conselheira vai agir rapidamente contra o decreto. No entanto, ainda haverá mais novidades proximamente.
Mais um passo em contra do éuscaro e, em definitivo, em contra de tudo aquilo que lembrar a identidade nacional basca. Um intento desesperado por legitimar a ideia de Espanha nas ‘províncias rebeldes’.
