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Cumprem-se 60 anos da morte de Castelao

PGL – Hoje, dia 7 de janeiro, cumprem-se 60 anos da morte de Alfonso Daniel Manuel Rodrigues Castelao, um dos principais vultos galeguistas do século XX. Com motivo da efeméride, hoje realizará-se-lhe umha homenagem floral na sua vila natal, Rianjo.

Os actos começarám polas 12 horas na Casa da Cultura riangeira, situada na Praça Maior. Mais tarde, polas 12h30, terá lugar umha oferenda floral perante o busto na sua memória, instalado no passeio da Ribeira.

Nascido em Rianjo a 30 de janeiro de 1886, faleceu no exilado em Buenos Aires (Argentina) a 7 de janeiro de 1950, seis anos depois de ter publicado Sempre en Galiza, considerado por muitas pessoas como a «Bíblia» do nacionalismo galego.

Segundo as suas próprias palavras, Castelao estudou medicina «por amor ao meu pai», mas nunca chegou a exercer a profissom «por amor à humanidade». Em lugar disso, consagrou a sua vida e obra à Galiza, quer no ámbito político, quer no cultural. Tal foi o seu compromisso que à sua morte escreveria o poeta Cabanillas que Castelao «morreu do mal dos bons e generosos!! morreu de amor à Terra!!».

Filosofia reintegracionista

Durante a sua vida, nom fôrom poucas as ocasions em que Castelao deixou ver a sua firme convicçom de o galego e o português serem a mesma língua. Na secçom Falam os Mestres do velho PGL há umha ampla compilaçom que exibimos aqui resumidamente.

«O galego é um idioma extenso e útil, porque -com pequenas variantes- fala-se no Brasil, em Portugal e nas colónias portuguesas.»
(Sempre em Galiza, Akal Editor, cap. IV, livro 1º, pág. 41-42)

«…a nossa língua está viva e floresce em Portugal, falam-na e cultivam-na mais de sessenta milhões de seres que, hoje por hoje, ainda vivem fora do imperialismo espanhol.»
(Sempre em Galiza, Akal Editor, cap. XXIV, livro 2º, pág. 241)

«Nengum galego culto deve consentir que a fala do seu povo -umha fala de príncipes, que ainda é senhora em Portugal e Brasil- seja escrava no pátrio lar, sem direito a ir à escola nem a apresentar-se como igual do castelhano.»
(Sempre em Galiza, Akal Editor, cap. VIII, livro 3º, pág. 285)

«O mesmo Padre Feijó demonstrou que a língua galega nom é distinta da portuguesa, por serem pouquíssimas as vozes em que discrepam…»
(Sempre em Galiza, Akal Editor, cap. VIII, livro 3º, pág. 288)

«O problema básico de Espanha só se pode resolver de dous modos: ou com a federaçom ou com a secessom.»
(Carta a José Aguirre, 1943)

«É perigoso que os espanhóis nos neguem o seu respeito e nos empurrem a extremos que a ninguém convém, pois Galiza, empurrada pola desesperaçom, pode, mesmo, criar um “perigo português” para Espanha.»
(Carta a José Aguirre, junho de 1944)

«Desejo, ademais, que o galego se acerque e confunda co português»
(Carta a C. Sánchez Albornoz, Grial, núm. 47, 1975)

«As palavras, como os páxaros, voam sobre as fronteiras políticas»
(Da Fala e da Escrita, Galiza Editora, 1983, pág. 79)

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