Xosé Antón Serén – Cinco galegos desembarcamos no último domingo de junho na cidade do Porto para fazermos umha imersom em português. As aulas eram de 9 a 12:15, com umha pausa de quinze minutos. A pausa podíamo-la fazer na Academia, pois contava com um espaço ajeitado.
A primeira professora que encontrámos foi umha excelente profissional, que a base de jogos e participaçom do alumnado conseguiu que aginha conectáramos com a matéria. A professora pouco sabia do galego, mas demonstrou curiosidade. Duas profesoras alternárom-se durante semana. A segunda professora foi, em troca, mais clássica.
Fomos comer a vários sítios interessantes: ao Maus Hábitos na segunda-feira, ao Caçula (muito interessante), no São Gonçalo (em Gaia, depois de Sandeman) e depois demos passeios.
Após a primeira das refeições dixemos ao grupo que comentassem os interesses da visita ao Porto, para os incluirmos na agenda. O primeiro passeio foi na segunda-feira por Poveiros, biblioteca municipal (com a exposiçom sobre Carolina Michaëlis de Vasconcellos) e Belas Artes, da qual gostárom especialmente, já que conta com um jardim interior muito interessante. Depois fomos até Gaia a descansar na erva. Mais tarde apanhamos o elevador e jantamos no Piolho, ao carom de Letras.
Na terça-feira, depois de jantarmos com o director da Academia, descansamos ao pé da Casa da Música e fomos de visita guiada ao prédio. O guia foi um músico que, quando soubo que éramos galegos, dixo varias vezes que a Galiza e o norte de Portugal somos a mesma cultura e lembrou como o nosso país tratou mui bem o Zeca Afonso nos seus últimos anos.
Na quarta-feira fomos jantar com Fernanda, umha amiga portuguesa que nos levou comer ao Caçula, e depois levou-nos de passeio a umha «ilha», um tipo de habitaçom própio do Porto, já que dous membros do grupo eram arquitetos e trataram essa tipologia na carreira. Fomos à «ilha» de Entrequintas, ao pé dos caminhos românticos. Ali falamos devagarinho com vários paisanos.
Depois fomos tomar algo ao solar do vinho do Porto, com umhas vistas fantásticas sobre o rio. A amiga portuguesa também nos levou à Unicepe, umha livraria cooperativa que é umha referência nos âmbitos culturais do Porto desde a sua oposiçom à ditadura de Salazar. Pola noite fomos ver no Clube Literario do Porto a estreia de um documentário sobre o legado de José Afonso, no qual intervinham muitos galegos.

Cartaz da apresentaçom do documentário
Na quinta-feira fomos em metro até Gaia e descemos a pé à ribeira. Com a professora fomos visitar umha cave (a de Sandeman), algo típico que oferta a Academia. Depois da cave combinámos com a amiga portuguesa para nos apresentar umha colega, Sónia Duarte, que conhecia o projeto de AGAL e a Galiza e que está a colaborar ativamente na Universidade Popular do Porto. Falámos devagar dos vínculos e diferenças da Galiza e o norte de Portugal. Depois disto, já combinámos em fazer umha visita à Universidade Popular do Porto nos seguintes cursos dos CPP.
Saímos depois por vários sítios giros, como o Candelabro, o Contagiarte e sobretudo o Gato Vadio ou a Livraria Café, que conhece o projeto de AGAL e sabe de primeira mão das iniciativas políticas e sociais da Galiza.
Já na sexta-feira, demos o dia como livre, e o pessoal deu demorados passeios polo centro do Porto. Na minha opiniom, creio que o grupo de galegos que figemos os CPP ficámos ainda mais convencidos da utilidade do nosso achegamento ao mundo lusófono.
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