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Crónica do ato de João Tordo no Instituto Camões em Vigo

Alexandre Banhos – Tal e como foi anunciado no PGL, no dia de ontem o escritor João Tordo esteve no Instituto Camões em Vigo, onde ante um público entregado que enchia por inteiro a sala em que decorria o ato, deleitou os presentes com a sua comunicação. Muitos dos ouvintes eram alunos do professor Filipe Domingues na EOI de Vigo.

João Tordo falou-nos da sua obra de escritor, que acompanha a sua atividade de professor, da disciplina e constância que requer a criação e fez um repasso das suas obras, que estavam ali a dispor de todos os assistentes, com apontamentos de cada uma delas. Além disso atendeu todas as questões que lhe formulou o público.

Eis os seus romances:

  • O Livro dos Homens Sem Luz (Temas e Debates), Novembro de 2004
  • Hotel Memória (Quidnovi), Fevereiro de 2007
  • As Três Vidas (Quidnovi), Setembro de 2008, Prémio José Saramago 2009, finalista do Prémio Portugal Telecom 2011.
  • O Bom Inverno (Dom Quixote), Setembro 2010
  • Anatomia dos Mártires (Dom Quixote), Novembro 2011

Os prémios José Saramago e o Prémio Portugal Telecom são, neste momento, os mais prestigiados prémios das letras lusófonas, e todos os escritores ganhadores desses prémios foram quase automaticamente traduzidos a muitas outras línguas, como já está a se passar com a obra de João Tordo. Aguardemos que pronto apareça um galego entre os ganhadores. Eu acredito que o primeiro poderá vir a ser João Guisan.

A qualidade literária da obra que se está realizando na nossa língua portuguesa é dum verdadeiro momento de ouro das letras, com jovens escritores que são mestres na escrita e modelos para muita literatura por todo o mundo.

A obra de João Tordo As Três Vidas foi a que deu lugar a mais perguntas e interesse do público, pois era a que parecia ser mais conhecida, o prémio Saramago é o culpável. Informou como no seu papel de criação têm importância os lugares, de que o seu próximo romance vai ser de ambiente galego, desenvolvendo-se na Galiza e Portugal e que quer se empapar da Galiza para isso. Deu referências a um tio seu que era contrabandista na raia, pois ele ainda que nascido em Lisboa tem raízes no norte. Veio à tona também o tema da literatura galega, e ali ele deu informação de ser amigo de um escritor galego, que acha excelente, Carlos Quiroga.

O Instituto Camões, muito bem dirigido pelo seu novo Diretor João Ribeirete, continua as pegadas fundas e amigas deixadas pelo seu antecessor Samuel Rego, e está fazendo um esforço achegando a literatura portuguesa, das mão dos autores, à Galiza. Hoje e amanhã ainda teremos ocasião em outras cidades da Galiza de viver tão satisfatória experiência.

Os leitores já sabem, ato para não se perder.

  • 30 de novembro, 12h – sala 1.5, Universidade da Corunha.
  • 30 de novembro, 19h – Biblioteca Ánxel Casal, Santiago de Compostela.
  • 1 de dezembro, 16h30 – Culturgal, Pontevedra.

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