PGL – Cinco euros diários durante seis meses e uma indemnização de 600 euros. Esta é a condenação que recaiu sobre a tradutora marroquina Saïda Saadouki a que um capitão da Guarda Civil de Palma (Ilhas Baleares) insultou por falar em catalão, além de lhe negar o trabalho.
A sentença judicial entende que as acusações realizadas por Saddouki são falsas e foi condenada por ter podido “prejudicar a fama e a dignidade” do agente na sequência da repercussão mediática que tem tido o caso.
Os factos remontam-se a agosto de 2007 quando Saadouki se dirigiu em catalão ao guarda de segurança da entrada do edifício onde em teoria tinha que entrar a trabalhar e este espetou-lhe um “háblame em cristiano” (“fala-me de jeito que se entenda”).
Como reacção, a tradutora decidiu falar com o capitão da Guarda Civil, Bartolomé del Amor, para lhe explicar os factos e este respondeu-lhe: “Não me entra na cabeça que em cima que és de um outro país defendas um idioma que nem sequer existe, porque outros o tenham inventado”. “O que faltava, uma moura catalanista, queres o catalão, pois fica com ele. Sabes que aqui, nesta casa, não há outra coisa que odiemos tanto como esse maldito idioma e posturas como a tua”.
Como consequência destes reiterados ataques à sua pessoa e à língua, Saadouki, dias depois, ofereceu uma conferência de imprensa a partir da sede da Obra Cultural Balear (OCB) para explicar os factos e denunciar publicamente o acontecido. Paralelamente, Del Amor denunciou-a por um suposto delito de injúrias.
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