Partilhar

Comunidade húngara da Eslováquia manifesta-se contra a nova Lei de Línguas

Nationalia.cat – Milhares de pessoas mostram sua rejeiçom à Lei de Línguas, que determina que o eslovaco é a única língua permitida em espaços públicos estatais, como hospitais, escolas e escritórios administrativos.

A polémica da Lei de Línguas Estatal da Eslováquia entrou finalmente em vigor apesar dos protestos da comunidade húngara e a deterioraçom das relaçons entre Bratislava e Budapeste. Milhares de húngaros na Eslováquia reunírom-se ontem no estádio de futebol de Dunaszerdahely, umha cidade de maioria húngara, no sul, enquanto alguns deputados se pronunciárom diante da embaixada eslovaca em Bruxelas.

A lei regulamenta o uso e a presença da língua eslovaca em espaços públicos e instituiçons, e os aspectos mais controversos som as obrigaçons de utilizar apenas o eslovaco nos nomes de hospitais, escolas e escritórios do Estado sob ameaça de 5.000 euros de multa aos gestores que nom obedeçam à lei.

O Governo da Eslováquia manifestou que a lei está em conformidade com as normas europeias, e o ministro da Cultura assegurou que a lei nom criminaliza o uso de línguas minoritárias, mas que garante «o direito de obter informaçom [de cargos públicos], do território da Eslováquia, na língua do Estado».

Entre as instituiçons internacionais, apenas a Organizaçom para a Cooperaçom e o Desenvolvimento Económico (OCDE) se pronunciou sobre o assunto, dizendo que a lei «respeita os direitos das minorias», mas também mencionou «as preocupaçons e os riscos envolvidos na sua execuçom».

A comunidade húngara, que representa 10% da populaçom na Eslováquia, vê a legislaçom como umha tentativa de erradicar a sua cultura. A manifestaçom de ontem foi convocada pola principal força política na comunidade, o Partido da Coligaçom Húngara (SMK) e diversas organizaçons nom governamentais. BBC cita as palavras de Peter Pázmány, do SMK, que manifestou que a lei «nom fai sentido, cria tensom entre pessoas que convivêrom pacificamente».

Poucas semanas antes, o seu partido publicou um documento explicando a sua oposiçom à lei, com base em diversos tratados e documentos internacionais, como a Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias (CELRM) e o relatório da Comissom Européia Contra a ECRI (o Racismo e a Intolerância), sobre a Eslováquia.

Também se queixou o governo húngaro, que viu piorar as relaçons com a Eslováquia, depois de na semana passada se impedira a entrada do presidente da Hungria em território eslovaco, onde pretendia assistir a uma homenagem ao Rei Stephen I da Hungria. Bratislava e Budapeste, no entanto, já anunciárom a intençom de se reunir em breve para começar a restaurar as boas relaçons.

 

+ Ligaçons relacionadas:

 

Lançamento de Begonha Caamanho, uma das nossas, em Lugo

Ângelo Brea apresenta Ensinamentos de Rahotep em Bertamiráns

Através Editora publica Ensinamentos de Rahotep, de Ângelo Brea, obra ganhadora do I Prémio de Criação Literária da Cátedra Carvalho Calero da USC

Lançamento de Tourists, go home? Em Ponte Vedra

Os artigos dos topónimos no novo Nomenclátor

Juan Luis Fernández apresenta o livro Futebol Gaélico em Celanova

Lançamento de Begonha Caamanho, uma das nossas, em Lugo

Ângelo Brea apresenta Ensinamentos de Rahotep em Bertamiráns

Através Editora publica Ensinamentos de Rahotep, de Ângelo Brea, obra ganhadora do I Prémio de Criação Literária da Cátedra Carvalho Calero da USC

Lançamento de Tourists, go home? Em Ponte Vedra