A Gentalha do Pichel – Foi emitida a sentença que declara a nossa associaçom cultural culpável de obstaculizaçom da via pública por colocar umha faixa com a legenda «Na Galiza só em galego» na cacharela de há dous anos durante o governo do bipartido.
A multa da Cámara Municipal, num primeiro momento de 1.500 euros (quantia máxima estipulada pola ordenança), foi rebaixada pola juiz a 300 euros (a quantia mínima permitida). A Gentalha quer manifestar o seu pesar polo que consideramos um precedente judicial gravemente lesivo para o conjunto dos movimentos sociais da cidade e, em geral, de todo o país. Reiteramos, assim mesmo, a nossa consideraçom de que por trás desta sançom houvo motivaçons políticas, e denunciamos a política institucional de elaboraçom de ordenanças cada vez mais restritivas e impossíveis de cumprir, que longe de serem aplicadas com equanimidade, som utilizadas para castigar aqueles coletivos mais ativos e contestatários com as administraçons.
Ou é que houvo algumha sançom polo despregamento massivo de faixas de boas vindas ao líder da seita religiosa católica o passado ano, assinadas pola Cámara Municipal? Haverá algum tipo de sançom para as faixas de apoio à seleçom espanhola masculina de futebol que se despregarám numha Praça Vermelha diligentemente cedida polo Concelho a umha empresa com motivo da Eurocopa? Evidentemente nom, porque esses artigos das ordenanças municipais só tenhem umha funçom: reprimir e afogar economicamente aqueles coletivos que apostam num modelo de cidade diferente da lobotomizaçom turística e espanholizante que promovem as instituiçons.
Neste contexto de crise económica que estamos a sofrer, a paranoia dos nossos governantes, de um ou outro signo, por silenciar os movimento sociais começa a ser mui preocupante. Nesse sentido, enquadramos nessa ofensiva a recente aprovaçom da Ordenança de ocupaçom e usos da via pública do Concelho, que exige o pagamento de grandes quantidades, inacessíveis para qualquer coletivo nom subvencionado, pola utilizaçom de praças públicas.
Queremos amossar a nossa solidariedade com os coletivos afetados por dita ordenança, mas também com outros coletivos que estám a sofrer a perseguiçom institucional noutras vilas e cidades da Galiza: a nossa solidariedade com o centro Social Aturuxo de Boiro, ameaçado de feche polo Concelho; com a Fundaçom Artábria de Ferrol, multada por homenagear Carvalho Calero diante da sua casa como vem fazendo desde há anos; com a Associaçom Galega da Língua, recentemente boicotada nas suas actividades pola Cámara Municipal de Vigo.
Na Gentalha interpretamos que este conjunto de acontecimentos admitem um diagnóstico global: a deterioraçom das mais básicas liberdades individuais e coletivas; um ensaio clínico da atmosfera repressiva imprescindível para que o sistema sobreviva aos tempos convulsos que se apresentam.
Perante os seus golpes, continuamos a proclamar a necessidade de umha cultura popular, galega e autogerida, e hoje mais do que nunca continuamos a berrar que a rua é nossa.
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