PGL – A 24 de Fevereiro de 2009 reuniram na cidade de Lugo um colectivo de pessoas de diversos campos, numha iniciativa criada a partir da Mesa Pola Normalización Lingüística, para participar na cavalgata de entrudo da cidade amuralhada cumha comparsa baptizada como «Lapidamente».
A ideia foi tirada do passeio literário da praça Maior, umha corredoira de lápides brancas em memória de escritores e poetas galegos como Curros, Pondal, Rosalia, Novoneira, mas também de autores célebres da literatura castelhana como Valle Inclán.
Com perrucas azuis, brancas e amarelas, o grupo de pessoas mascaradas pegou em disfarces nos quais se podiam ler mensagens como «Servicio de Españolización de Rústicos Gallegos Ati-sistema» ou «Chegou o momento Feij009 de derrogar o decreto do galego».

Um guia turístico encabeçava a comparsa explicando aos turistas que como o galego nom se fala nem no concelho, nem no serviço de saúde, nem no multi-usos, nem no conservatório… o senhor alcaide, Orozcus Máximmus, agiu colocar o galego em monumentos lapidários para que os turistas poderem olhá-lo.
Ao seu passo, abrolharam da multitude berros que fendiam o ar com um «viva el castellano» e «viva España» mas também algum/a camarada do público respondeu com um sincero «na Galiza em galego».
O acto findou coa entrega dum dos disfarces na consigna da paragem de autocarros de Lugo por se a megafonia reflexionar e decide falar galego, e com o depósito do resto sobre as lápides originárias da praça Maior.

Noutras cidades galegas houvo iniciativas parecidas com a de Lugo. Um exemplo que atingiu grande participaçom foi o caso de Ourense, onde sexta-feira à noite (dia 20) um foliom ridiculista percorreu as ruas cêntricas da cidade e a Zona Velha ‘vanglorando’ todos os tópicos espanholistas além de ‘pedir’ a implementaçom de políticas pró-castelhano. O seu animado percurso provocou a curiosidade em inúmeras pessoas.
