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Catalunha mobiliza-se em defesa da imersão linguística

PGL Países Catalães – A sociedade civil catalã, bem como as principais instituições, começaram a mobilizar-se contra o prazo de dous meses outorgado polo Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC) para o sistema de ensino se «adaptar» à consideração do castelhano como língua veicular, à par do catalão.

A decisão do TSJC veio motivada pola sentença 31/2010 do Tribunal Constitucional espanhol, que instava o Governo da Catalunha a lhe dar ao castelhano também o carácter de língua veicular do ensino, que até o de agora só tem a língua catalã. Para o TSJC, a Generalitat dever-se-á adaptar «à nova situação criada» pola sentença do Constitucional e adoptar «quantas medidas estimar necessárias» para a cumprir.

Perante a polémica criada, o presidente do TSJC afirmou que a intenção do Tribunal não é modificar a atual legislação linguística, pois nesse caso o prazo dado não seria de apenas dous meses. Ainda, instou a «despolitizar» a situação criada polo pronunciamento do órgão que preside. Por sua parte, o ministro espanhol da Justiça, o galego Francisco Caamaño, assegurou que o catalão «pode ser língua veicular do ensino» e que as sentenças «são para casos concretos».

Precisamente, a conselheira catalã da Justiça, Pilar Fernández Bozal, declarou que a Generalitat cumprirá a sentença naqueles casos concretos a que se refere, e criticou a redação do auto judicial por dar pé a equívocos e fazer com que a cidadania acredite que se exige a mudança do modelo de imersão linguística.

Por sua parte, o presidente da Catalunha, Artur Mas, quis tranquilizar a cidadania ao afirmar que a Generalitat se manterá «firme» em defesa da língua «por mais intentos que se fizerem de marginalizar o catalão», e que não consentirá que ninguém a pretenda reduzir a «manifestação folclórica e provinciana».

Fervem as redes sociais

As redes sociais são um clamor contra o auto do TSJC. No Twitter são já milhares as mensagens enviadas com os termos-chave #somescola (‘somos escola’) ou #jonoacato (‘eu não acato [o auto]’). No Facebook, a campanha criada a tal efeito tinha ultrapassado os 30.000 apoios já nas primeiras 24 horas.


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