PGL – Recentemente, o diário Galicia Hoxe entrevistou Carlos Velasco Souto, doutor em Geografia e História pola Universidade de Santiago de Compostela e professor titular de História Contemporânea na Universidade da Corunha.
Na entrevista, o autor de Labregos insubmisos, fala sobretudo da recuperaçom da memória histórica e da repressom franquista, questões sobre as quais tem trabalhado em várias publicações.
Mas Velasco também é perguntado acerca de vários temas ligados com a atualidade da língua, como o decretaço promovido polo PP. Ao seu ver, devido à situaçom lingüística, «o único assisado em tais circunstâncias é a discriminaçom positiva [do galego]», e as propostas de trilingüismo da Junta cheiram-lhe «a disparate total».
A respeito do reintegracionismo, afirma concordar «inteiramente», mesmo apesar das dificuldades. Seja como for, cuida que «nom existe qualquer futuro para o galego fora da convergência com o âmbito lingüístico que lhe é próprio: o da lusofonia». A única alternativa a isso é«dialectizaçom e desapariçom no prazo de duas ou três gerações».
Quanto à situaçom atual da literatura na Galiza, considera que «às vezes se botam foguetes e estalos prematuramente, anunciando futuras promessas e génios literários a eito, e convinha ser mais prudentes» porque, sentencia, «os génios sempre fôrom escassos».
Tampouco escapam da sua crítica os prémios literários. Ao seu ver, «está bem para promover a nossa literatura». Porém, «tanta profusom já abouja, mais ainda quando concedidos reiteradamente às mesmas pessoas».
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