PGL – Já formam parte do catálogo do Imperdível os livros O Regresso a Arder e Il Castello nello Stagno di Antela – O Castelo da Lagoa de Antela, do escritor galego Carlos Quiroga, mais o Dianho e Tom Walker, do estado-unidense Washington Irving.
Carlos Quiroga nasceu em 1961 em Escairom (Savinhão, Terra de Lemos), actualmente é escritor e professor de literaturas lusófonas na Universidade de Santiago de Compostela. Publicou g.o.n.g. – mais de 20 poemas globais e um prefácio esperançado (1999), Periferias (narrativa premiada em 1999), A espera crepuscular (2002), Il castello nello Stagno di Antela (2004), O regresso a Arder (2005), Inxalá (narrativa premiada em 2006) e Venezianas (2007). Fundou e dirigiu a revista galega O mono da tinta e durante vários anos dirigiu a revista Agália.
Algumhas das obras de Quiroga têm edições próprias em Portugal e no Brasil, mantendo relaçom fluida com esses espaços literários graças ao seu compromisso reintegracionista e à sua inequívoca concepçom da nossa cultura como parte do âmbito lusófono.
O Regresso a Arder
O Regresso a Arder confirma umha vontade de estilo e de estética, de livro como obra de arte em todas as suas dimensões, da palavra escrita à voz sugerida, do texto à fotografia, da disposiçom do verso à ordenaçom do índice tudo é surpreendente para o leitor/observador da obra.
É certo que para quem que já sabem d’A Espera Crepuscular, a surpresa inicial ante a presença física do livro é se calhar menor… mas é aí que está o verdadeiramente novo para eles, a novidade, as novas velhas vozes que voltam da viagem… que olham para a terra e a esfarelam entre os dedos. É este um livro de retorno e de verdade, ou de maneira de entender a verdade, ou de negaçom da verdade, ou de inexistência da verdade ou de olhar para o retorno que se fai presente nom estático do final da viagem.
E é algumha sensaçom assim que produzem os versos e as vozes narrativas que caminham por cima das fotografias para acabar em monólogo final, “Surrealistas nós! – Exercícios de Olhar do Lusismo Galego”, para o qual a palavra valorativa quase está a mais e só restam as leituras e o pensar.
O Castelo da Lagoa de Antela
Il Castello nello Stagno di Antela – O Castelo da Lagoa de Antela é um texto teatral que resultou premiado na sua primeira versom (cujo título era entom “O Castelo da Lagoa”) na Mostra de Teatro infantil de Ferrol Terra de 1988, embora nunca fosse publicado. O texto foi agora revisto, mesmo no título, mas conserva, conforme o próprio autor, “toda a atmosfera oriental primitiva que pretendia dar à geografia perdida que evoca a evanescência longínqua e mágica que tanto fascina a infância. Foi publicado na Itália em galego e italiano.
O Dianho e Tom Walker
O Dianho e Tom Walker foi o livro de estreia da Edizer Livros, um projecto editorial alternativo dedicado à publicaçom de obras de ficçom que emprega como veículo a opçom reintegracionista dos parâmetros normativos da Associaçom Galega da Língua, mas para além da reintegraçom lingüística, o projecto aposta polo uso exclusivo de software livre em todo o processo editorial e a publicaçom das obras baixo licenças copyleft.
Trata-se de umha narraçom de terror do escritor norte-americano Washington Irving, publicado em 1824 dentro da antología fantástica Tales of a Traveller. Neste conto, Irving explora algumhas possibilidades inquietantes. Podemos traçar, parcialmente, umha semelhança com a lenda germânica de Fausto, enfatizada por novas considerações sobre o horror e as suas aparências, as quais nem sempre se encarnam num veículo previsível.
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