PGL – No passado fim-de-semana, o diário Galicia Hoxe publicou umha alargada entrevista com o monologuista Carlos Blanco. Na ampla conversa, o multifacetado artista debruça-se sobre a sua trajetória profissional, projetos… e o universo lusófono.
Quanto a esta última questom, Blanco, quem reconhece ter pensado em galeguizar o apelido para Branco, embora nom deu o passo «por preguiça», situa no Brasil «a pervivência da língua». Segundo as suas palavra, «aos que dizem que “o galego nom serve para nada”, eu diria-lhes “vai ao Brasil e depois contas-me”».
Segundo o afamado monologuista, «no Brasil dás-te de conta de que eles falam a tua língua e tu falas a língua deles». No que diz respeito de possibilidades de trabalho, lamenta que «perdemos muito tempo» porque «nom se quijo ver que o Brasil ia ser o que é hoje: umha potência mundial a nível económico e cultural».
Salienta também que nos últimos tempos está a haver muitos trabalhos em comum, e cita o exemplo do disco Acrobata, de Ugia Pedreira e Fred Martins, ou o mais recente Meu Canto, de Uxía. «Creio que temos de ver o Brasil como um continente e nom como um país. Há que pensar o Brasil estado por estado. A mim atrai-me muito São Paulo porque é o mais galego do Brasil»,
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