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Cardiff reclama a Londres que lhe traspasse competências linguísticas para oficializar o galês

Nationalia.cat – Um dos objectivos do Governo autónomo de Gales, formado por uma coaligaçom dos Trabalhalistas com o independentista Plaid Cymru, é conseguir que ao final da presente legislatura (2011) as línguas galesa e inglesa se encontrem em estrita situaçom de igualdade legal. Isto é, que o galés seja plenamente oficial.

Para conseguir isso, o executivo quer aprovar uma nova lei linguística. Mas, para fazê-lo, precisa que Londres traspasse a competência. Isto é o que fijo o Governo galés no passado dia 1 de Fevereiro. O ministro galés de Património, Alun Ffred Jones, argumentou que tem chegado a hora que Cardiff consiga o controlo da protecçom da língua galesa, porque, segundo o seu parecer, Londres já nom se dedicará mais, agora que o país céltico dispom de uma Assembleia autónoma: «A Assembleia Nacional é o lugar adequado para legislar sobre o galês. Temos-nos que assegurar que a legislaçom [deste idioma] seja a adequada para o século XXI», acrescentou.

A bola está agora no telhado dos parlamentares británicos. É provável que o traspasso da competência para legislar sobre o galês comporte longos debates em Londres, cousa que alongará o procedimento ao menos em uns meses. Para além das consequências de declarar o galês idioma oficial, Westminster quererá estudar que pode comportar uma nova lei no ámbito das empresas privadas. E é que a actual Lei da língua galesa, de 1993, nom obriga o sector privado a praticamente nada. Este facto é criticado pelos defensores do galês como uma grave carência, que desprotege os falantes do idioma diante das empresas, muitas das quais continuam adoptando políticas monolingues (em inglês, é claro).

Os activistas pola língua galesa vêem a petiçom insuficiente

A principal entidade em defesa do galês, Cymdeithas, recebeu com cautela a petiçom do Governo para assumir as competências linguísticas. «Há muitas cousas da petiçom que som bem-vindas», afirmou a presidenta da entidade, Menna Machreth, «mas os direitos [previstos] nom serám de aplicaçom em grandes áreas do sector privado». Cymdeithas, que quer uma lei «sem interferências de Londres», desafiou o Governo galês a «conseguir um melhor acordo para o povo de Gales». A entidade também exigiu aos parlamentares de Westminster «que nom participem em nenhuma tentativa cínica de debilitar a [futura] lei».

 

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