PGL – De uns meses para cá a traduçom das declarações originais de portugueses na TVG parece evidenciar uma nova política da nossa televisom: o galego nom serve além Minho. Da CiberIrmandade da Fala acham que isso é falso e animam a apoiar a sua nova campanha para exigir uma rectificaçom imediata desta política de afastamento lingüístico.
O objectivo final é conseguir a volta da prática habitual que tinha o canal público de televisom até há uns meses: ouvir as vozes dos entrevistados legendando só as declarações de difícil percepçom, pois o certo é que a traduçom das declarações apenas consiste numa mudança de sotaque com a introduçom de castelhanismos desnecessários.
Para apoiar a campanha está disponível um formulário (em normativa ILG-RAG e em normativa AGAL), para ser enviado aos informativos da TVG. A seguir reproduzimos na íntegra o texto proposto pola CiberIrmandade da Fala para ser enviado as pessoas responsáveis polos informativos da televisom pública galega:
Prezados directivos e responsáveis dos informativos da TVG: A política da nossa televisom pública respeito das declarações feitas nos seus programas no português de Portugal, do Brasil e doutros
lugares onde ele é falado vinha sendo a de permitir escuitar ao público galego as distintas falas do nosso idioma ou sistema linguístico. Só nalgumas ocasiões nas que o sotaque puder ser bem diferente ou a qualidade do som baixa estas eram legendadas.
Inexplicavelmente desde há uns meses em todas as notícias fornecidas pola actual correspondente em Portugal os entrevistados e as entrevistadas som “traduzidos” por cima das suas vozes pola própria jornalista de maneira que nos é impossível escuita-los. As traduções nom som mais que uma mudança de sotaque salvo quando a jornalista introduze castelanismos como por exemplo a preposiçom “a” diante do objecto directo.
Considerando que:
1.Durante anos pudemos escuitar com a sua própria voz e sem problema nenhum as cidadãs e cidadãos lusófonos de fora do estado espanhol.
2.A informaçom deve chegar da forma mais directa possível aos ouvintes, sem interpretações, orientações em castelanismos.
3.Os informativos da TVG emitem para todo o mundo a través da internet e do canal internacional e que som muitas mais as pessoas prejudicadas que as supostamente favorecidas com esta atitude.
4.No pior dos casos, se alguém se queixar existe a possibilidade da legendagem.
5.A qualidade do galego dos habitantes do Norte de Portugal -que som o principal alvo das perguntas- é muito superior a da jornalista.
6.Se está a incumprir o artigo 1.1 da Lei 9/1984 que outorga á Compañía de Radio-Televisión de Galicia a misión de servizo público consistente na promoción, difusión e impulso da lingua galega,
toda vez que se está a enviar a falsa mensagem de que para nos comunicar com os mais de dous centos milhões de lusófonos no mundo precisamos de interpretes e, por tanto, o nosso idioma nom serve ao cruzarmos o Minho embora todos o utilizemos e percebamos perfeitamente.
7.Se continuarem com esta teima quando menos deveriam ser coerentes e traduzir por cima as declarações feitas em castelão por cidadãos e cidadãs de fora da Comunidade Autónoma da Galiza e muito especialmente as realizadas polos habitantes da Andaluzia, Canárias, México, Argentina, Bolívia, Guatemala, etc.
Quero deixar constância da minha queixa por este grande despropósito e aguardo uma correcçom imediata.
Cumprimentos.
