PGL – O presidente da Mesa, Carlos Callón, negou-se ontem a declarar nos julgados de Santiago de Compostela, aonde compareceu por umha denúncia formulada contra ele polo juiz decano da Corunha, Fraga Mandián. Os factos remontam-se até 2008, quando o magistrado denunciou um corunhês que o acusara de usar toponímia deturpada.
Como informámos no PGL naquela altura, ano 200/8, Fraga Mandián denunciou por «injúrias» Eduardo Álvarez, responsável do sindicato CIG, quem o acusara de «cínico» por usar o topónimo ilegal La Coruña e justificar-se dizendo que era um simples «erro ortográfico». O próprio Pleno municipal criticou a atitude do juiz, que mesmo questionava a legalidade da forma oficial A Coruña.
Como reaçom, Callón criticou Fraga Mandián, acusando-o de «apologia da desobediência da legalidade, especialmente grave ao se tratar de um magistrado», factos polos quais tinha de declarar ontem nos julgados compostelanos das Fontinhas.
Porém, o presidente da Mesa negou-se a declarar por lhe negarem o «direito legal» de receber a documentaçom e as notificaçons em galego. À saída, em declaraçons à imprensa, Callón afirmou que «se é umha injúria ou umha calúnia dizer que os juízes tenhem de defender e cumprir a Lei, teriam que processar a imensa maioria da sociedade galega».
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