Nationalia.cat – Poucos dias de diferença separam as noticias aparecidas ultimamente que confirmam os avanços da língua galesa, a mais forte de toda a família céltica e a única, no Reino Unido, que ainda está em condiçons de desafiar a hegemonia do inglês, tanto por número de falantes como polo reconhecimento oficial.
Os galeses podem dirigir-se à Comissom Europeia na sua língua materna, como já podem fazer cataláns, bascos e galegos.
Em primeiro lugar, um informe elaborado pola Comissom de Asuntos Galeses do Parlamento británico recomendou recentemente que a cámara devolva à Assembleia galesa as competências sobre a língua própria de Gales. Segundo afirma Eurolang, o informe conta com o apoio de todos os grupos parlamentários, e é um passo mais para dotar de poder real à câmara galesa, constituída em 1999, e que no processo de devoluçom-transferência de competências de Londres a Cardiff- vai por detrás da Irlanda do Norte e, sobre todo, da Escócia.
O informe também recomenda que o âmbito da legislaçom seja “mais definido”. Cymdeithas, umha das principais organizaçons em defessa do galês, celebrou o anuncio, e pediu que a transferência seja feita sem mais condicionantes que “retardem” o processo de normalizaçom do idioma. Por outro lado, a língua céltica também protagonizou um grande adianto a escala europeia, já que desde o passado 9 de julho os cidadáns galeses podem dirigir-se por escrito à Comissom Europeia e receber umha resposta na sua língua. Esta medida, que nom dá à língua o status de oficial, é fruto dum pacto entre o Governo do Reino Unido e a Comissom, e as despesas correrá à conta de Londres. Desde o passado novembro, o galês já podia utilizar-se no Conselho de Europa. Com a incorporaçom à Comissom Europeia, a situaçom do galês equipara-se à do catalám, o basco ou o galego.
A eurodeputada galesa do Plaid Cymru e presidenta da Aliança Livre Europeia, Jill Evans, felicita-se no seu blogue pola notícia, e atesta que se reunirá com o novo presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, para pedir que a cámara avance na adopçom de “melhores normas que permitam mais uso da língua”.
