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‘Bandeiras da Galiza’ em Vigo e ‘Adelaida’ em Compostela

PGL – Jornada de lançamentos para títulos editados com o carimbo da ATRAVÉS|EDITORA. Hoje, às 19h30 será apresentado na Galeria Sargadelos de Vigo a segunda ediçom de Bandeiras da Galiza, de José Manuel Barbosa. Às 20h, na livraria Pedreira, em Compostela, Adelaida, de Artur Alonso Novelhe.

Acompanhando Barbosa na cidade olívica estará o presidente da Comissom Lingüística da AGAL, o professor Carlos Garrido. Por sua parte, na capital do País estará junto a Artur Alonso a escritora e académica Concha Rousia.

Depois de ter navegado pelos mares da poesia, com três livros individuais no seu haver (Entre os teus olhos; Uma Meixela depois a outra e Filhos da Brêtema), assim como um livro coletivo (Dez x Dez) Artur Alonso apresenta agora o seu primeiro romance. Trata-se de umha visom intimista do desconforto que esta sociedade de consumo e ânsias de obter bens materiais, impinge sobre as pessoas, as suas vidas e relações humanas.

Adelaida amostra um mundo de perturbações, desejos, anseios e sonhos de liberdade e amor… que nascem do gene entre a dificuldade de convivência e a excessiva individualidade, fomentada por um culto idealizado ao indivíduo e a criaçom artificial de falsas necessidades, que, em teoria, este deve cobrir para o seu bem-estar físico e psicológico. Com Adelaida Artur Alonso de novo resgata a profunda alma poética, que dá continuidade e razom de ser à sua obra.

Bandeiras

Polas páginas de Bandeiras da Galiza desfilam o tríscele, o lábaro, a bandeira dos Reis Suevos, o pendom do “Christianorum Regnum”, os pendões da Coroa Galego-Leonesa e ainda outros símbolos até chegar à atual bandeira da Galiza. Para além de fotografar este percurso, o autor oferece propostas para o futuro.

Segundo explica Barbosa em entrevista para o PGL, «quando estava a sair a primeira ediçom, já tínhamos nova informaçom que já nom podíamos incluir por ser tarde demais». Está o caso de na primeira ediçom se falar do facto de a bandeira sueva ter o dragom rampante, mas na imagem figurava passante. «Essa já é umha das novidades: a de incluirmos o dragom realmente rampante como anunciámos já nalgum dos lançamentos feitos em 2006».

Para Barbosa, o seu interesse na divulgaçom desta parte da nossa história está no fator simbólico, «fundamental para o ser humano». Na sua opiniom, «só há que ler algo de psicologia, algo sobre arte ou mesmo sobre sociologia». Destarte, «o facto de nos identificarmos com o nosso passado nacional ajuda a identificaçom de umha pessoa com o seu povo, com a sua naçom. Isso sabe-o muito bem o poder que quereria que a Galiza nom tivesse hino, nem bandeira, nem seleçom nacional, nem nada que pudesse identificar os galegos como tais».

 

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