PGL – Ontem de manhã foi apresentada publicamente em Santiago de Compostela a associaçom Diverslíngua, cujo objectivo será o de «defender a diversidade linguística» no Reino de Espanha e «monitorizar o cumprimento» da legislaçom na matéria de direitos linguísticos.
No acto de apresentaçom, estivérom presentes Carlos Calhom, presidente d’A Mesa; Mikel Etxebarria, secretário da Fundaçom Aurten Bai e membro da Agência Europeia das Línguas Menos Extendidas; María Arenys, representante do Centre Internacional Escarré per a les minories Ètniques i les Nacions (CIEMEN); e Iulen Urbiola, director do Euskara Kultur Elkargoa de Navarra.
O primeiro presidente da ‘Diverslíngua’, o galego Carlos Calhom, explicou que pretendem «unir esforços» para «garantir e defender» a diversidade lingüística dos povos com línguas próprias no Reino de Espanha.
A nova entidade realizará «actividades de colaboraçom» para promover essa diversidade quer entre os falantes dessas línguas, quer entre os castelhano-falantes tentando que «sejam conscientes da pluralidade lingüística do Estado espanhol».
Entre as primeiras actividades que da recém criada entidade proponhem ao Executivo espanhol está a criaçom de um portal web «de todas as línguas cooficiais» com a perspectiva de «aumentar a sensibilizaçom» da populaçom em geral.
Os representantes das associaçons promotoras de Diverslinguae batérom o ponto no último relatório do Conselho da Europa assegurando que mais umha vez, a administraçom do Estado tinha sido reprovada, nomeadamente no tocante ao atendimento à cidadania e à administraçom da Justiça.
O galego e o éuscaro continuam em situaçom preocupante; e o catalám também tem umha situaçom preocupante, com umha melhor situaçom na Catalunha do que na Faixa de Aragom, no País Valenciano e mesmo nas Baleares, onde o modelo trilingue no ensino fijo descer a percentagem de aulas em catalám para os 30%.
O presidente de Diverslingua, explicou igualmente que o Conselho da Europa também lamentou no documento que o Estado nom tivesse apresentado «dado nengum sobre o galego em Castela e Leom, o português em Olivença, o bereber em Ceuta, o árabe em Melilha ou o romani e e o caló».

Da esquerda à dereita: Iulen Urbiola, Maria Arenys, Carlos Calhom e Mikel Etxebarria
