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AS CRIANÇAS ÓRFÃS E ABANDONADAS

 

No terceiro e último depoimento da pequena série dedicada às crianças, quero centrar-me naquelas que por serem órfãs ficaram abandonadas. E o faço aproveitando a importante e larga filmografia que existe, baseada na obra literária que melhor soube apresentar o problema dum rapaz órfão e abandonado na Inglaterra do século XIX. Que não foi outra que a intitulada Oliver Twist, escrita em 1837 por Charles Dickens, e que ao longo de muitas décadas, até a atualidade, teve sempre grande sucesso entre os leitores jovens e adultos. Por isto, foi levada ao cinema por muitos diretores em distintos anos, também com sucesso.

Numa cidadezinha da Inglaterra, uma jovem dá à luz um menino e morre em seguida. O pequeno órfão recebe o nome de Oliver Twist e vive seus primeiros nove anos em instituições de caridade. Não suportando tantos maus-tratos, Oliver foge para Londres, onde inadvertidamente se junta a um bando de marginais, comandado por um dos grandes vilões da história da literatura – Fagin. Passa por muito sofrimento antes de viver feliz com a herança que o pai lhe deixou e a inesperada família que encontrou. Publicado originalmente em folhetim, em 1837-8, Oliver Twist é um dos livros mais famosos de Charles Dickens (1812-70) e o primeiro romance em língua inglesa a ter uma criança como protagonista. Nenhum romancista teve jamais o êxito de Dickens. Se excetuarmos Walter Scott, cuja glória já passou, nenhum romancista teve as tiragens imensas de Dickens, nenhum romancista gravou tão inesquecivelmente as suas cenas e as suas personagens na memória dos povos de língua inglesa. Encheu a sua época, a época vitoriana, e encarna-a até hoje. Pode-se dizer: o mundo de Dickens é a própria Inglaterra da Rainha Vitória; e se, desde então, na velha ilha mudou alguma cousa, Dickens está também envolvido nisso. Com realismo tão impressionante, dizem, descreveu os cárceres para os devedores insolventes, as casas de trabalho forçado, o trabalho dos menores, o sadismo nas escolas, os abusos nos tribunais, nas repartições públicas, nas eleições, que contribuiu poderosamente para abolição daquelas injustiças, e ajudou a criação da Inglaterra moderna. Isto se lê nos livros escolares ingleses, e até historiadores para adultos citam romances de Dickens para ilustrar as condições sociais daquela época.

Oliver Twist narra a história de um menino de nove anos que vivia num orfanato onde a comida era escassa e as crianças viviam sendo maltratadas. Até que um dia, desesperado pela fome, ele decidiu pedir mais mingau de aveia. Tudo muda com esta sua impulsividade, pois os seus inspetores (criaturas horrendas e envoltas por uma crítica tremenda do autor) o expulsam. Por conta disso, ele acaba arranjando um emprego numa funerária, onde coisas ruins continuar a lhe acontecer. Depois de uma experiência traumática ali, ele foge para a capital de Londres (depois de muito andar e mendigar para chegar até lá.) E é em Londres que Oliver é apresentado a Fagin, um judeu mercenário que ensina crianças a roubar. Porém, Oliver é bondoso de mais para levar em consideração o que aquela quadrilha tenta lhe transmitir. Acabam envolvendo-o numa tremenda confusão quando duas das crianças ladras tentam roubar um senhor, e a culpa recai toda sobre ele, que nada havia feito senão acompanhá-las por ordens de Fagin. Preso, conhece o sr. Brownlow, um homem bondoso que cuida dele quando adoece na cadeia.

Só que a vida de Oliver Twist é deveras infortuna, e o leitor espera que algo ruim lhe aconteça para separá-lo desta carinhosa tutela. E, realmente, os mesmos delinquentes de Fagin o resgatam, deixando aí um quê de mistério: por que Fagin (sendo um ser tão mesquinho e ganancioso) se importa tanto com Oliver a ponto de se arriscar ao trazê-lo de volta para perto de si? Depois de tantas aventuras, ainda lhe resta uma: ser o artifício (ou melhor, a sua pequena estatura) para o roubo de uma mansão. Malogrado, o bandido chefe de Fagin foge deixando Oliver para trás, muito ferido e à beira da morte. É neste ponto que conhece a Sra. Maylie e Rose Maylie, as donas da mansão, duas mulheres muito bondosas.

 

FILMOGRAFIA BÁSICA DO LIVRO OLIVER TWIST:

    Ordenada por anos, do mais antigo ao mais recente, e sem incluir filmes de desenhos animados.

Nota: Com muito poucas e pequenas variantes (adaptações criativas só dos diretores e roteiristas) o argumento dos filmes que se resenham na listagem seguinte é basicamente o mesmo:

Oliver Twist nasceu em um orfanato, sendo que logo após o parto sua mãe morreu. Foi ali que Oliver passou os primeiros anos da sua vida, até que um dia pediu mais comida e por esta razão foi cedido para o Sr. Sowerberry, o dono de uma funerária, que também recebeu cinco libras para ficar com o rapaz. Na funerária Oliver fica trabalhando como seguidor de féretro em enterros de crianças. Repentinamente chega na funerária uma mulher agonizante, que estava presente quando a mãe de Oliver morreu. Esta mulher ficou de posse de um pertence da falecida e diz que Oliver teria sido melhor tratado se soubessem quem ele era. Logo depois a mulher morre e pouco tempo depois Oliver briga com Noah Claypole, que trabalhava na funerária e sempre o humilhava. Desta vez Noah falou mal da mãe de Oliver, que acabou levando uma surra injustamente. Oliver foge para Londres, onde acaba se unindo a um grupo de jovens delinquentes liderados por Fagin, um vigarista que usa as crianças para cometer pequenos roubos. Mas algo acontecerá que mudará sua vida.

  1. 1922: Oliver Twist. Produtora: Associated First National Pictures e Jackie Coogan Productions.

Diretor: Frank Lloyd (EUA, 94 min., mudo, preto e branco).

Roteiro: Frank Lloyd e Harry Weil, segundo o romance de Ch. Dickens.

Fotografia: Glen MacWillians e Robert Martin. Música de acompanhamento: John Muri.

Atores: Jackie Coogan, James A. Marcus, Aggie Herring, Nelson McDowell, Lewis Sargent,Joan Standing, Carl Stockdale, Edouard Trebaol, Lon Chaney, Taylor Graves,George Siegmann, Gladys Brockwell, Lionel Belmore, Florence Hale, Joseph Hazelton, Gertrude Claire, Esther Ralston e Eddie Boland.

  1. 1948: Oliver Twist. Produtora: Cineguild.

Diretor: David Lean (Reino Unido, 105 min., preto e branco).

Roteiro: David Lean e Stanley Haynes, segundo o romance de Ch. Dickens.

Fotografia: Guy Green. Música: Arnold Bax.

Atores: Alec Guinness, Robert Newton, Francis L. Sullivan, John Howard Davies, Kay Walsh, Anthony Newley e Henry Stephenson.

  1. 1968: Oliver. Produtora: Romulus Films e Warwick Film Productions.

Diretor: Carol Reed (Reino Unido, 153 min, cor).

Roteiro: Vernon Harris, segundo o romance de Ch. Dickens.

Fotografia: Oswald Morris. Música: Lionel Bart e Johnny Green.

Atores: Mark Lester, Ron Moody, Shani Wallis, Oliver Reed, Jack Wild, Harry Secombe,Hugh Griffith, Clive Moss, Peggy Mount, Leonard Rossiter, Megs Jenkins, Kenneth Cranham e Sheila White.

  1. 1985: Oliver Twist. Produtora: British Broadcasting Corporation (BBC). Minissérie para TV.

Diretor: Gareth Davies (Reino Unido, 360 min., cor, 12 episódios).

Roteiro: Alexander Baron, segundo o romance de Ch. Dickens.

Fotografia: Bob Chaplin e Keith Salmon. Música; Dudley Simpson.

Atores: Ben Rodska, Lysette Anthony, Eric Porter, Michael Attwell, Pip Donaghy, Amanda Harris, Nicholas Bond-Owen, David Garlick e Godfrey James.

  1. 1997: Oliver Twist. Produtora: Laurence Mark Productions e Walt Disney Tv.

Diretor: Tony Bill (EUA, 91 min., cor). Fotografia: Bing Sokolsky. Música: Van Dyke Parks.

Roteiro: Monte Merrick e Stephen Sommers, segundo o romance de Ch. Dickens.

Atores: Alex Trench, Richard Dreyfuss, Elijah Wood, David O’Hara, Antoine Byrne, Olivia Caffrey, Des Braiden, Maria Charles, Anthony Finigan, Eileen Colgan e Lisa Dwan.

  1. 1999: Oliver Twist. Produtora: Diplomat Films, HTV e United Productions. Minisérie para TV.

Diretor: Renny Rye (Reino Unido, 386 min., cor, 4 episódios).

Roteiro: Alan Bleasdale, segundo o romance de Ch. Dickens.

Fotografia: Walter McGill. Música: Paul Pritchard.

Atores: Sam Smith, David Ross, Julie Walters, Michael Kitchen, Annette Crosbie, Lindsay Duncan, Marc Warren, Keira Knightley, Robert Lindsay, Alex Crowley, Andy Serkis,Emily Woof, Isla Fisher, John Grillo, Charlotte Le Moignan, Roland Manookian e Roger Lloyd-Pack.

  1. 2005: Oliver Twist. Produtora: TriStar Pictures.

Diretor: Roman Polanski (Reino Unido, 130 min., cor).

Roteiro: Ronald Harwood, segundo o romance de Ch. Dickens.

Fotografia: Pawel Edelman. Música: Rachel Portman.

Atores: Barney Clark, Ben Kingsley, Harry Eden, Jamie Foreman, Mark Strong, Leanne Rowe, Edward Hardwicke, Lewis Chase e Alun Armstrong.

  1. 2007: Oliver Twist. Produtora: Coprodução RU..EUA (BBC e WGBH).

Diretor: Coky Giedroyc (Reino Unido, 176 min., cor).

Roteiro: Sarah Phelps, segundo o romance de Ch. Dickens.

Fotografia: Matt Gray. Música: Martin Phipps.

Atores: William Miller, Timothy Spall, Tom Hardy, Adam Arnold, Sophie Okonedo, Adam Gillen, Julian Rhind-Tutt, John Sessions, Anna Massey, Sarah Lancashire, Michelle Gomez, Gregor Fisher e Edward Fox.

 

OS ÓRFÃOS DO BRASIL:

Poderíamos pôr o exemplo do Bangladesh, onde tantas crianças são abandonadas, em especial na capital Daka, e ainda bem que muitas ONGs as recolhem e as internam em centros de acolhimento por elas geridos. Pela nossa língua e cultura, para nós é mais interessante colocar o exemplo do Brasil. As brasileiras Ana Beatriz Magno e Érica Montenegro, deram a conhecer em 2012 o problema das crianças abandonadas no imenso país que é o Brasil, e os problemas para seu acolhimento e adoção no seu caso. Eles são 200 mil brasileiros. A maioria tem mais de quatro anos de idade. Todos têm menos de 19. Nenhum mora em casa. Nenhum mora na rua. Estão escondidos em orfanatos espalhados por todo o país. Ninguém os conhece porque não incomodam. Não fazem rebeliões nem suplicam esmolas. São personagens invisíveis de uma história jamais contada. Os órfãos brasileiros são órfãos de pais vivos. Homens e mulheres que maltrataram os filhos porque também já foram maltratados. Pela miséria, pelo desemprego e pela doença. Deixam seus meninos com a promessa de voltar, mas nunca retornam. Cerca de 40% das famílias, jamais apareceu na instituição.
Comentando o seu depoimento, Ana e Érica sinalam que nas seguintes páginas, o leitor será apresentado a esses meninos e meninas. Sentirá asco, raiva e vergonha. Conhecerá a agonia de crianças e adolescentes solitários que choram escondidos de saudades de quem os largou. A mãe que espancou, o pai que estuprou, a família que abandonou. A equipe do Correio acompanhou a Caravana da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Federal por abrigos de oito estados, mais Distrito Federal. Duas repórteres e dous fotógrafos visitaram 36 instituições durante 25 dias. Gastaram cem filmes e gravaram 24 fitas cassetes com os depoimentos de 88 meninos e meninas de várias idades.
Quem conduz o roteiro da reportagem são eles: os órfãos do Brasil. Contam dores do corpo e da alma. Falam de surras do passado e de dúvidas do futuro. Os relatos estão reproduzidos da forma como foram contados. Têm erros de português, lapsos de memória e pedaços que parecem sem lógica. Não são falhas, são sintomas. A dificuldade de linguagem é a sequela mais perceptível entre as muitas que carregam. Orfanatos são piores que prisões. Quem está numa cela cometeu um crime. Cada dia que passa é um dia a menos de pena. Criança de abrigo é vítima. Cada milímetro que cresce, cada noite que atravessa, as chances de voltar a encontrar uma família de verdade diminuem.
A matemática da adoção também compromete um crescimento saudável. Menos de 10% dos brasileiros inscritos para adotar aceitam levar para casa um menino maior de cinco anos. No entanto, mais da metade das crianças já passou dos sete anos quando chega aos abrigos. São crianças especiais, donas de uma carência imensa. Em cada abrigo percorrido, os garotos se penduravam na máquina de retratos, as garotas não largavam o gravador, como se precisassem com urgência montar um álbum de família que jamais tiveram. A lei reza que o abrigo é um lugar provisório até que a família se recupere. Ou, que o pátrio poder seja retirado e a criança entregue para a adoção. É um processo moroso que termina com adolescentes filhos de ninguém.
O Estatuto da Criança determina que os abrigos tenham cara, tamanho e jeito de casa, mas o Brasil ainda não consegue cumprir a legislação promulgada há mais de uma década. Em menos de um mês de viagem, foram percorridos três séculos de modelos de assistência à infância. Os mais antigos são os orfanatões dos tempos coloniais, com freiras, beliches e disciplina. Persistem também instituições herdeiras da extinta Funabem, a Fundação Nacional do Bem Estar do Menor, criada pelo regime militar e que logo se transformou em berçário da criminalidade. As mais modernas são as que não parecem abrigo. As que não tem alojamento nem refeitório. Têm quarto, sala e afeto, mas esbarram na realidade. São lares de mentira.
A seguir, os órfãos do Brasil desabafam sua história em três tempos. Falam do passado de violência, do presente de abandono e do futuro de incertezas.

“A gente tá no abrigo porque nosso pai abusava de nós. Mexia em toda parte nossa. A gente ficava só de calcinha. Eu tinha sete anos, minha irmã oito e a outra, seis. Ele abusava e batia. Na mãe também. Um dia ele pegou o pau de ferro e quebrou os dois braços da minha mãe. Eu não acredito que ele tá na cadeia. Da primeira vez que a gente veio para o abrigo, ele foi preso. A gente voltou para casa, só que ele voltou também. Começou tudo de novo. Foi assim: minha mãe fazia aquilo com ele, mas daí ela tava grávida, daí ele pediu para minha mãe fazer de novo. Ela não quis. Daí ele pediu para nós fazer com ele. Aí ele trancava a porta, aí ele começava, aí ele acabou, acabou com nós três, aí ele chamou a pequeninha, de 4 anos.”

   (Pamela, 9 anos)
    “Vim para o orfanato porque meu pai não quer mais saber de mim. Eu aprontei muito, ele não quer mais saber de mim. Eu já usei droga. Eu tinha medo de apanhar do pai. Ele batia, dava no pau mesmo. Já quebrou o corpo da minha mãe. Me batia com couro, corda, com pau. Era meu pai adotivo. Me registrou. Meus pais de verdade eu nem sei se existem. A mãe adotiva disse que nunca gostou mesmo de mim. Na minha cara, ela fala que nunca gostou de mim. O pai adotivo desistiu de mim há pouco tempo. Ele pensava que eu ia ser alguém na vida, doutor essas coisas. Não fui o que ele quis. Ele não faz muito carinho. Minha mãe já me deu um beijo. Foi na bochecha, quando eu fui dormir. Meu pai nunca me deu beijo.”
   (Leonardo, 16 anos)
“Estou aqui porque minha mãe não me quer. Não sei quem é o meu pai, o nome dele nem tá no meu documento. Nem minha vó sabe o nome dele. Eu queria uma família nova. Sei que se eu ficar aqui até os meus 18 anos eu não arrumo mais. Não vou ter meu futuro construído. Tenho esperança de ser adotada. A maioria dos pais quer adotar meninos pequenos, de cinco para baixo. Menininho assim, bebê. Eles vão crescer e vão pensar que são o próprio filho deles. Aqui no orfanato é ruim porque às vezes eu fico no canto e fico pensando na minha vida, me dá uma vontade de ir embora. Os dias mais alegres aqui são os dias de aniversário, a gente taca ovo nos meninos. Os dias tristes são quase todos os outros.’’

   (Monica, 14 anos)
“Minha mãe me deixou aqui. De noite eu penso nela, quero que ela me leve para casa. Quero ficar pertinho da minha mãe. Antes de eu vir para cá a gente sempre brincava. Daí eu vim para cá não deu mais para a gente brincar. Eu nunca mais abracei ela. Não quero mais morar aqui no abrigo porque esses meninos me batem. Esses meninos maiores aqui deste quarto me batem se eu não emprestar a minha bola. Eles me dão murros, me chutam, me xingam de um monte de palavrão. Minha mãe mora no Pedregal. Ela me tratava bem. Ela me batia mais ou menos. Meu pai não mora com a minha mãe. Ele saiu de casa para beber. Não vou embora porque minha mãe não vem me buscar.”

   (Wagner, 7 anos).

 TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR:

Servindo-se da técnica do Cinema-fórum, analisar e debater sobre a forma (linguagem cinematográfica: planos, contraplanos, panorâmicas, movimentos de câmara, jogo com o tempo e o espaço, truques cinematográficos, etc.) e o fundo dos oito filmes antes resenhados. Podemos estabelecer comparações entre os filmes, depois de olhá-los.

Organizamos no nosso centro educativo uma mostra fotográfica, tendo como motivo principal as crianças de centros de acolhimento, centros de menores e orfanatos. Podemos completar a mesma com textos, lendas, poemas, aforismos, etc. E também com imagens das «cidades dos muchachos», «Casa do Gaiato» de Portugal, «Boy´s Town» do Padre Flanagan em Nebraska (EUA), etc. Procurando na internet podemos conseguir imagens de crianças abandonadas em países em que o problema é maior: Brasil, México, Colômbia, Bangladesh, Índia, os países de África, etc.

Organizamos um Livro-fórum, depois de ler entre todos o livro de Charles Dickens, em que se baseiam os 8 filmes da listagem anterior, publicado na nossa língua pela Ediouro do Brasil em 2002.

 

 

   

 

 

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