Quero dedicar os seguintes três depoimentos ao mundo da infância. Não tenho dúvida de que o melhor que temos no mundo são as crianças. Por não dizer o único. Normalmente todos nos lembramos mais delas nos tempos do Natal, estando mais presente a nossa sensibilização para os diferentes problemas que por todos os cantos do planeta têm as crianças, que, embora seja um provérbio bastante repetido, são o futuro do mundo. Daí que seja tão importante a sua educação e cuidados positivos, na procura de que ao serem maiores e adultos possam construir um mundo melhor. Sem os gravíssimos problemas que hoje têm, com uma galopante corrupção e uma ausência de valores positivos alarmantes. Com uma falta de solidariedade e de amor ao próximo quase que total e absoluta.
Para os três depoimentos da série que vou dedicar à infância, escolhi vários filmes em que as crianças são as protagonistas fundamentais dos mesmos, colocadas em diferentes situações vivenciais, em distintos contextos e com influências ambientais destacadas, tanto familiares, quanto sociais e mesmo políticas. É interessante que os docentes dos diferentes níveis do ensino, nas suas aulas, ajudem os escolares a refletir sobre a importância da etapa infantil, os problemas com que se encontram em distintos contextos as crianças, e o positivo que é ter uma boa educação, com bons educadores em casa e na escola, e também o que as mesmas crianças podem fazer pela sua preparação, favorecendo que sejam livres no seu pensar e que percam todo o tipo de medos e temores.
Eugénio de Andrade no seu livro Rosto precário escrevia «Em louvor das crianças» da seguinte linda forma: «Se há na terra um reino que nos seja familiar e ao mesmo tempo estranho, fechado nos seus limites e simultaneamente sem fronteiras, esse reino é o da infância. A esse país inocente, donde se é expulso sempre demasiado cedo, apenas se regressa em momentos privilegiados e a tais regressos se chama, às vezes, poesia. Essa espécie de terra mítica é habitada por seres de uma tão grande formosura que os anjos tiveram neles o seu modelo, e foi às crianças, como todos sabem pelos evangelhos, que foi prometido o Paraíso. A sedução das crianças provém, antes de mais, da sua proximidade com os animais, a sua relação com o mundo não é a da utilidade, mas a do prazer. Elas não conhecem ainda os dous grandes inimigos da alma, que são, como disse Saint-Exupéry, o dinheiro e a vaidade. Estas frágeis criaturas, as únicas desde a origem destinadas à imortalidade, são também as mais vulneráveis, elas têm o peito aberto às maravilhas do mundo, mas estão sem defesa para a bestialidade humana que, apesar de tanta tecnologia de ponta, não diminui nem se extingue. O sofrimento de uma criança é de uma ordem tão monstruosa que, frequentemente, é usado como argumento para a negação da bondade divina. Não, não há salvação para quem faça sofrer uma criança, que isto se grave indelevelmente nos vossos espíritos. O simples facto de consentirmos que milhões e milhões de crianças padeçam fome, e reguem com as suas lágrimas a terra onde terão ainda de lutar um dia pela justiça e pela liberdade, prova bem que não somos filhos de Deus».
Pela sua parte, num discurso pronunciado por Nelson Mandela no ano 2000, contra o abuso das crianças dizia: «Estejam sempre vigilantes, peçam responsabilidades aos governos, lutem pela paz e pela justiça. Não descansem nem um momento, pois não há circunstância alguma em que a negligência ou o abuso de crianças possa ser tolerado. (…) Neste mundo de tamanha abundância, podemos certamente encontrar os meios para assegurar que nenhuma criança passe fome, nenhuma grávida esteja demasiado fraca para sobreviver ao parto e que cada uma dos quase seis milhões de crianças que deverão morrer no próximo ano por malnutrição seja salva».
Robert Musil escreveu no seu momento esta linda Ode à criança: «A criança é criativa porque é crescimento e se cria a si própria. É como um rei, porque impõe ao mundo as suas ideias, os seus sentimentos e as suas fantasias. Ignora o mundo do acaso, pré-elaborado, e constrói o seu próprio mundo de ideais. Tem uma sexualidade própria. Os adultos cometem um pecado bárbaro ao destruir a criatividade da criança pelo roubo do seu mundo, sufocando-a com um saber artificial e morto, e orientando-a no sentido de finalidades que lhe são estranhas. A criança é sem finalidade, cria brincando e crescendo suavemente; se não for perturbada pela violência, não aceita nada que não possa verdadeiramente assimilar; todo o objeto em que toca vive, a criança é cosmos, mundo, vê as últimas coisas, o absoluto, ainda que não saiba dar-lhes expressão: mas mata-se a criança ensinando-a a ater-se a finalidades e agrilhoando-a a uma rotina vulgar a que, hipocritamente, se chama realidade».
O meu admirado Tagore, que dedicou grande parte da sua vida às crianças e sua educação, escreveu belos poemas e formosos contos e peças teatrais com as crianças de protagonistas dos mesmos. O seu livro A Lua crescente (Sissu), de que existe edição na nossa língua, é uma verdadeira maravilha, com poemas dedicados à mãe e seu filho, e o diálogo entre ambos os dous. Do mesmo, gosto muito do intitulado «A minha canção», que nos diz: «Esta minha canção enleará sua música em torno de ti, meu filhinho, como os braços apaixonados do amor. Esta minha canção tocar-te-á a fronte como um beijo de bênção. Quando estiveres sozinho, ela se assentará ao teu lado e segredará ao teu ouvido; quando estiveres no meio da multidão, criará uma barreira de distância em torno de ti. A minha canção será como um par de asas para os teus sonhos. Transportará teu coração às bordas do desconhecido. Será como a estrela fiel lá em cima, quando a noite escura tombar sobre a tua estrada. A minha canção pousará nas pupilas de teus olhos e levará a tua vista até o coração das coisas. E quando a minha voz emudecer, a minha canção falará no teu coração vivo».
Para este primeiro depoimento da pequena série dedicada às crianças, escolhi uma obra mestra do cinema, realizada em 1955 por Charles Laughton (curiosamente, o único filme que dirigiu na sua vida), sob o título de A sombra do caçador ou A noite do caçador. O outro é da autoria do excelente diretor Andrei Tarkovsky, o seu primeiro filme, intitulado A infância de Ivan, realizado em 1962.
FICHAS TÉCNICAS DOS 2 FILMES:
1. A sombra do caçador (The Night of the Hunter):
Diretor: Charles Laughton (EUA, 1955, 93 min., preto e branco). Produtora: United Artists.
Roteiro: James Agee, segundo o romance de David Grubb.
Fotografia: Stanley Cortez. Música: Walter Schumann.
Atores: Robert Mitchum (Harry Powell), Shelley Winters (Willa Harper), Lillian Gish (Rachel Cooper), James Gleason (Birdie Steptoe), Evelyn Varden (Icey Spoon), Peter Graves (Ben Harper), Don Beddoe (Walt Spoon), Billy Chapin (John Harper), Sally Jane Bruce (Pearl Harper) e Gloria Castillo (Ruby).
Argumento: O falso pregador Harry Powell (Robert Mitchum) vagueia pelas aldeias do interior, espalhando a sua mensagem de fanatismo religioso, e usando-a como embuste para sacar dinheiro aos crédulos. Ao ser preso por um roubo, Powell partilha a cela com Ben Harper (Peter Graves), que roubara um banco e escondera o dinheiro com os filhos John e Pearl, fazendo-os prometer nunca contarem a ninguém onde o dinheiro está. Cumprida a sua pena, e após a morte de Harper, Powell procura a família deste, e casa com a viúva Willa (Shelley Winters), para ganhar acesso aos filhos desta. A partir daí joga-se um jogo de gato e do rato perante a determinação implacável de Powell e a lealdade inocente dos meninos John e Pearl.
2. A infância de Ivan (Ivanovo detstvo):
Diretor: Andrei Tarkovsky (URSS, 1962, 95 min., preto e branco). Produtora: Mosfilm.
Roteiro: Vladimir Bogomolov e Mikhail Papava.
Fotografia: Vadim Yusov. Música: Vyacheslav Ovchinnikov.
Atores: Nikolay Burlyaev, Valentin Zubkov, Evgeniy Zharikov, Stepan Krylov, Nikolay Grinko, Dmitri Milyutenko, Valentina Malyavina e Irina Tarkovskaya.
Argumento: Durante a segunda Grande Guerra, os russos tentavam combater a investida nazista em seu território. Nas frentes soviéticas, Ivan, um garoto órfão de 12 anos, trabalha como um espião, podendo atravessar as fronteiras alemãs para coletar informação sem ser visto, e vive sob os cuidados de três oficiais russos. Mas, após inúmeras missões, e com um desgaste físico cada vez maior, os oficiais resolvem poupar Ivan, mandando-o para a escola militar. Aplaudido pelo cineasta Ingmar Bergman e pelo escritor Jean-Paul Sartre, este filme marca a estreia na longa-metragem do grande realizador russo Andrei Tarkovski. Poderoso, evocativo e poético trabalho sobre a guerra, o filme, que recebeu o Leão de Ouro na edição de 1962 do prestigiado festival de Veneza, concentra a sua atenção sobre o jovem Ivan, doze anos, cujos pais e irmã são mortos por oficiais nazis quando a Rússia é invadida pelas tropas alemãs. Órfão, privado de uma infância normal, acaba por se juntar ao exército, tornando-se numa espécie de espião. Arriscando a sua vida, traz informações preciosas sobre o inimigo aos seus superiores. Mas, um dia, Ivan não regressa da sua missão.
O FILME DE LAUGHTON É UMA OBRA MESTRA:
A Sombra do Caçador ficou essencialmente para a história pela figura única do pregador psicopata Harry Powell, interpretado por Robert Mitchum. Nunca nos é dado a perceber se Powell acredita verdadeiramente no que prega, ou se o faz como um papel para ludibriar os incautos. A verdade é Powell fala com Deus, mesmo quando está sozinho, e usa frases feitas, retiradas da bíblia para seu próprio proveito, sendo capaz de justificar uma morte, inocentando-se a si próprio, porque a vítima lhe mentiu, e mentir é pecado. Com uma interpretação exuberante e em vários momentos desconcertante, Mitchum surpreende pelos rumos dados à sua personagem. Mas essa exuberância, por vezes cómica, nunca impede que a sua figura seja sentida como uma permanente ameaça, o que ele consegue pelos silêncios, a imponência da sua sombra (daí o título português) e o modo sinistro como se anuncia à distância com uma canção. Por tudo isto A Sombra do Caçador é a figura de Robert Mitchum, cujo aspecto assustador é ainda mais realçado por nos ser dado a ver pelos olhos de duas crianças, John e Pearl, que estoicamente aguentam todo o crescente de ameaças até à fuga final. Pelos seus olhos, a história torna-se como que um conto de fadas, com tudo o que estes têm de simbolismo alegórico, sexual e onírico. Tal como as palavras “Amor” e “Ódio”, escritas nas mãos de Powell, o filme é todo ele uma dicotomia entre bem e mal. O mal é representado por Harry Powell, e o bem por Rachel Cooper (a diva do cinema mudo Lillian Gish, que Laughton convenceu a regressar para este filme), que em jeito de prólogo dá o mote ao filme, e no seu terço final surge como protectora das crianças. A forma como lê a Bíblia e os ensinamentos que dá às crianças servem como contraponto ao mal que as leituras mal usadas de Powell podem causar. Vistos por este prisma Miss Cooper é a mão direita (o amor), e Harry Powell a esquerda (o ódio), num mundo onde todos os outros adultos parecem perdidos para o acaso, sem vontade própria (como o tio Birdie) ou capacidade de discernir entre bem e mal (como Wilma ou o casal Spoon). Quanto às crianças, podem ser vistas como uma alegoria da humanidade, presa entre tentações e sucessivas escolhas. E se os heróis da história (John e Pearl) escolhem o bem, aceitando pagar os mais duros sacrifícios e fugindo tenazmente de Powell, já a adolescente Ruby cede facilmente ao seu charme. Com uma história de confronto clássico entre o bem e o mal, o inglês Laughton dirigiu um filme (o seu único) que escapa ao território clássico Noir, como aliás se começa a notar nos filmes deste período final do Noir. Deles resta aqui a fotografia, o uso da noite, o chiaroscuro, os enquadramentos, a centralidade da personagem negra, e o cinismo generalizado com que a espécie humana é tratada. Com planos medidos ao milímetro, como os interiores da casa dos Harper (confirmar nas perspectivas distorcidas e gestos grotescos de Powell em cenas como o assassinato de Willa, ou quando as crianças o conduzem à cave), alguns momentos são do mais expressionista que o cinema americanos nos deu, resultando num filme inquietante com um vilão sui generis e inesquecível. Realmente, estamos perante uma obra mestra do cinema.
A INFÂNCIA DE IVAN, OUTRA OBRA MESTRA:
Por considerá-lo muito acertado, recolhemos o comentário que do filme fez no seu dia o brasileiro Gilberto Silva Jr. na revista Contracampo. Na virada entre as décadas de 1950 e 60, diversas cinematografias começaram a ganhar prêmios em festivais e espaço no mercado internacional. Limitado pelas políticas culturais estalinistas, o cinema russo chama a atenção com dramas passados na segunda guerra, vistos então como líricos ou poéticos – Balada do Soldado e Quando Voam as Cegonhas os mais conhecidos – que o tempo mostrou serem demasiado piegas e submissos aos ditames do “realismo socialista”. Leão de Ouro no Festival de Veneza de 1961 e escrito por Vladmir Bogomolov a partir de um conto de sua autoria, A Infância de Ivan poderia ter sido apenas mais um desses dramas, não houvesse o projeto sido entregue a um jovem cineasta que faria então sua estreia em longa-metragem: Andrei Tarkovski. Este havia chamado a atenção com o média O Rolo Compressor e o Violino e assume o comando com o projeto já em andamento. A Infância de Ivan, portanto, não é um trabalho de todo autoral, mas Tarkovski já começa a impor sua marca e estilo pessoais, que ficariam mais evidentes a partir do segundo longa, Andrei Rublev. As primeiras imagens, com Ivan em meio à floresta e recebido por um sorriso materno, que dão uma falsa ideia de que o filme seria mais um espetáculo de lirismo sentimental, são bruscamente interrompidas por explosões, que acordam o garoto de seu sonho. Refugiado num moinho, Ivan foge dos alemães atravessando um rio. Quando ele chega a um posto do exército russo, vemos que o rosto demasiado sério e embrutecido do garoto de doze anos, um olheiro do exército russo, contrasta com o do Ivan que antes fora visto interagindo em paz com a natureza. Em poucos momentos está definida a linha central do filme, que alterna a dura realidade da guerra com os sonhos de Ivan, evocativos de um passado de pureza, antes de sua família ter sido massacrada pelos nazistas. Essa visão da guerra através dos olhos de uma criança ou jovem que dela participa de forma ativa mostra-se praticamente uma tradição no cinema russo, vindo a render posteriormente outros ótimos filmes como Vá e Veja ou Não se Mova, Morra, Ressuscite.
Aos poucos vamos percebendo que Ivan e a guerra são indissociáveis. Sua figura frágil contrasta com sua postura dura e autoritária, até mesmo para com oficiais superiores, que desejam tirá-lo das linhas de combate e enviá-lo a uma escola militar. Ele foge, como antes houvera fugido do orfanato, insistindo em ser enviado a uma nova missão. Mesmo imerso em desejos de vingança e completamente ciente de seu destino, Ivan consegue construir entre as tropas um substituto para o meio familiar (principalmente com o tenente Galtsev e o capitão Kholin, que o acompanham em missão) e cria, a seu modo, com maturidade e sem inocência, um espaço lúdico no campo de batalha. A pureza fica para os sonhos. Essa maturidade de Ivan, como também dos protagonistas dos outros títulos citados no parágrafo acima, se opõe sobremaneira à visão de personagens de filmes americanos que vivenciam a guerra na infância, caso de Império do Sol de Spielberg, onde o protagonista segue idealizando a guerra em sua cabeça e vendo os aviões como imensos brinquedos. É, portanto, essa visão banhada em desilusão que distingue A Infância de Ivan de seus demais congêneres no cinema russo da época. Isso somado ao estilo, então nascente, que Tarkovski acaba por impor. Já estão presentes elementos característicos de obras posteriores: uma complexa interação homem-natureza, vista em vários momentos de Andrei Rublev; um mergulho, ainda que incipiente, no processo mental da personagem, que viria a ser radicalizado em Solaris; o retorno onírico aos idílios do passado, presentes com força em O Espelho; ou a visão da margem oposta do rio, ocupada pelos alemães, como um desconhecido a ser explorado, ponto de partida de Stalker. Tarkovski também já demonstra seu gosto e talento para conceber imagens elaboradas com um virtuosismo que jamais se aparenta excessivo perante o conjunto. Como, por exemplo, na genial sequência em que Kholin flerta com Masha na floresta, coroada por um dos mais belos planos jamais filmados, quando ele rouba um beijo da moça segurando-a sobre uma vala com as pernas entreabertas. Mesmo deixando sua marca principalmente nas cenas de sonho – e, entre todas, aquela com os cavalos e a carroça de maçãs se mostra a mais impressionante –, Tarkovski parece estar também inteiramente à vontade nas sequências realistas, já apresentando, neste primeiro longa, completo domínio da narrativa. E o momento da travessia, próximo ao final, quando Kholin e Galtsev deixam Ivan em território nazista e circundam o rio para resgatar dois cadáveres, repleta de tensão e suspense, deixa bem claro que caso Tarkovski viesse a se dedicar posteriormente a fitas de gêneros, como ação ou thriller, seria igualmente bem sucedido. Mas, para sorte do cinema, ele preferiu trilhar seu caminho próprio, forjando a partir de então uma trajetória ímpar que o situaria entre os maiores cineastas da história.
TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR:
Servindo-se da técnica do Cinema-fórum, analisar e debater sobre a forma (linguagem cinematográfica: planos, contraplanos, panorâmicas, movimentos de câmara, jogo com o tempo e o espaço, truques cinematográficos, etc.) e o fundo dos dous filmes antes resenhados. Analisamos também a conduta e atitudes das três crianças protagonistas de ambos os filmes.
Com colaborações dos estudantes (desenhos, poemas, aforismos, textos livres, lendas, contos, etc.) organizamos nos estabelecimentos de ensino uma amostra sobre a infância e a importância das crianças no mundo, ademais das diferentes problemáticas relacionadas com elas no nosso planeta. Na mesma podemos incluir fotos e resenhas da imprensa. E podemos também elaborar uma monografia segundo a técnica Freinet da Biblioteca do Trabalho, para depois policopiá-la.
Podemos propor aos nossos estudantes que redijam textos livres, em que a temática central tem que ser a infância e as crianças. Com estas redações criativas editamos depois, ou policopiamos, uma monografia, sob o título de As crianças vistas pelos nosso alunos. Que depois podemos oferecer, e mesmo vender, aos nossos pais e vizinhos. Com o dinheiro recadado podemos ajudar alguma ONG que se dedique à ajuda solidária de crianças com problemas físicos, psíquicos ou sociais, do nosso ou de outros países do mundo.

