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Apresentada proposiçom nom de lei para garantir a defesa da toponímia galega

PGL – Como cada vez que se achegam comícios, o Partido Popular volve utilizar o galego como arma eleitoral. Nesta ocasiom, com a vista colocada nas autárquicas de 2011, a esta formaçom política recupera a polémica proposta de oficializar na Corunha o topónimo deturpado La Coruña, situado na ilegalidade desde 1983 no ámbito galego, e desde finais da década de ’90 no espanhol.

O candidato do PP à Cámara Municipal, Carlos Negreira, nom hesitou desta vez em colocar um bem grande e visível La Coruña no seu cartaz pré-eleitoral, que julga pode ser umha importante vaza para lograr o apoio do eleitorado mais ‘ultra’ e galegófobo, sempre sob a falácia da ‘liberdade’.

A polémica chegou já ao Parlamento. Na Cámara, o BNG já apresentou umha Proposiçom nom de lei, para debatir no Pleno, relativa à adopçom de medidas para a defesa e cumprimento da Lei 3/1983 de Normalizaçom Lingüística no que atinge à plena oficializaçom da toponímia galega. O artigo 10.1 da referida norma indica, sem lugar a duplas interpretaçons, que “os topónimos da Galiza terám como única forma oficial a galega”.

Esta disposiçom legal tivo efeitos na Galiza desde 1983, mas só no relativo aos topónimos de competência autonómica. Ficavam fora, portanto, as províncias, demarcaçons administrativas estatais. Porém, a Lei 3/1998, aprovada polas Cortes Gerais do Estado, estabeleceu no seu artigo 1°, a denominaçom oficial da província da Corunha como A Coruña, em lugar de La Coruña, em concordáncia com o nome oficial da mesma cidade, capital do ente provincial.

Quanto ao papel de Núñez Feijóo nesta polémica, do BNG acham que só “a ignoráncia mais desacomplexada” e a “zúnia contra a Galiza, a sua língua e cultura”, podem justificar a atitude “miserável, ruim e indigna” de quem, como o próprio presidente da Junta da Galiza, tem como obriga estatutária a de defender a identidade da Galiza (artigo 1°) e potenciar o emprego do idioma próprio da Galiza (artigo 5°).

Em opiniom dos nacionalistas, resulta “vergonhoso e patético” que se utilize o argumento da “liberdade” para fundamentar um ataque deste tipo. “A destruiçom de umha língua e umha cultura nom é um acto de liberdade, é um etnocídio”, insistem, ao tempo que culpam o PP de desprezarem “o País e os seus, o seu próprio passado, e vulneram a legalidade vigente”.


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