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Ao redor dos direitos das crianças no filme “Os incompreendidos”

José Paz Rodrigues (*) – Todo o mundo diz que as crianças têm direito a um montão de cousas. Foi durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 20 de novembro de 1959, que representantes de centenas de países aprovaram a Declaração dos Direitos da Criança. Ela foi adaptada da Declaração Universal dos Direitos Humanos, só que voltada para a criançada.

Mas, é muito difícil a luita para que esses direitos sejam respeitados. A Declaração dos Direitos da Criança tem uns princípios que devem ser respeitados por todos para que as crianças possam viver dignamente, com muito amor e carinho. Todos os cidadãos do mundo temos o dever de proteger e valorizar as nossas crianças, pois não devemos esquecer que elas serão o nosso futuro. E o futuro do Planeta Azul.

Redigidos de forma sintética, mais tarde ampliados no seu articulado e número, os Direitos das Crianças básicos são os seguintes:

1.-Todas as crianças devem ser protegidas da violência doméstica.

2.-Todas as crianças são iguais e têm os mesmos direitos, não importa a sua cor, raça, sexo, religião, origem social ou nacionalidade.

3.-Todas as crianças devem ser protegidas pela família, pela sociedade e pelo Estado, para que se possam desenvolver fisicamente e intelectualmente.

4.-Todas as crianças têm direito a uma nacionalidade.

5.-Todas as crianças têm direito a alimentação e ao atendimento médico, antes e depois do seu nascimento. Esse direito também se aplica à sua mãe.

6.-As crianças portadoras de dificuldades especiais, físicas ou mentais, têm o direito a educação e cuidados especiais.

7.-Todas as crianças têm direito ao amor e à compreensão dos pais e da sociedade.

8.-Todas as crianças têm direito à educação e ao lazer.

9.-Todas as crianças têm direito de ser socorridas em primeiro lugar em caso de acidentes ou catástrofes.

10.-Todas as crianças deverão ser protegidas contra qualquer tipo de preconceitos, seja de raça, religião ou posição social.

É muito formosa a Declaração apresentada com desenhos que pode ver-se na página: http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/direitodacrianca.htm

A declaração básica inicial com o tempo foi-se ampliando. Há pouco foi também adaptada para a italiana Fundação Basso, por, entre outros, o meu amigo Francesco Tonucci, e recolhe um total de 42 artigos. Entre os que quero sublinhar vários, pois é impossível falar da totalidade. No artigo dous já se fala que há que respeitar os direitos de todas as crianças, sem ter em conta a sua raça, cor, sexo, língua, religião ou opinião politica, tanto dele como da família. Outro dos artigos é fundamental porque se refere ao mais importante de todos: o direito que a criança tem à vida. Tema hoje muito polémico no nosso país. Quando é a vida o mais sagrado que temos e ninguém pode atentar contra ela.

Existe um artigo que quase que não se cumpre em lugar algum. De forma clara diz: “Os programas da televisão e outros meios são importantes para as crianças, por esta razão faz falta que sejam adequados para elas”. Eu pergunto-me quantos há divertidos e, ao mesmo tempo, educativos. Com valores humanos, sem violência e sem lixo. Noutros artigos, ademais de preservar os direitos das crianças com problemas físicos e mentais, comenta-se, por exemplo, o direito à segurança social e à educação. E que a escola tem que ser obrigatória e gratuita para todas as crianças. Que o ensino lecionado na mesma desenvolva as suas capacidades, forme na paz, na amizade, na igualdade e no respeito pelo ambiente natural. Sempre respeitando o seu idioma, a sua cultura e o seu pensamento religioso. Existe um artigo em que se assinala que a criança tem direito a brincar, descansar, divertir-se e dedicar-se às atividades de que mais goste. Por isso eu sempre defendi que tinha que haver em todas as comunidades e países uma rede de ludotecas ou brinquedotecas. Outros artigos falam de como a criança não deve de nenhuma forma ser explorada, nem manipulada, nem torturada. E, antes dos quinze anos, não pode ser recrutada para o exército do seu país.

Escolhi desta vez para o meu comentário um famoso e formoso filme intitulado nas áreas lusófonas como “Os Incompreendidos”, mais conhecido noutros âmbitos como “Os quatrocentos golpes”. Foi realizado em 1959 pelo diretor galo François Truffaut, que sempre teve uma grande sensibilidade pelos temas educativos e pela infância em quase que todos os seus filmes. Nesta série de “As Aulas no Cinema” já foram comentadas por mim duas das suas obras fílmicas.

 

Ficha técnica do filme:

Título original: Les quatre cents coups (Os incompreendidos / Os quatrocentos golpes).

Diretor: François Truffaut (França, 1958, 97 min., Preto e Branco).

Roteiro: F. Truffaut e Marcel Moussy. Produtora: Les Films du Carrosse.

Fotografia: Henri Decae. Música: Jean Constantin.

Atores: Jean-Pierre Léaud (Antoine Doinel), Albert Remy (Julien Doinel), Claire Maurier (Gilberte Doinel), Guy Decomble (Professor de francês), Yvonne Claudie (Sra. Bigey), Pierre Repp (Professor de inglês), Patrick Auffay (René), Georges Flamant (Sr. Bigey), Robert Beauvais (Diretor da escola), Jacques Monod (Polícia), Claude Mansard (juiz), Jean-Claude Brialy (o conquistador) e Jeanne Moureau (a jovem do cão).

Observações: Com motivo do vigésimo aniversário do falecimento de Truffaut, em 19 de outubro de 2004 editou-se uma versão restaurada do seu filme. O British Film Institute estabeleceu em 2005 que este filme deveria figurar entre os 50 da filmografia mundial que deveriam ser vistos.

Prémios: Nomeada para o Óscar ao Melhor roteiro original. Festival de Cannes: Melhor diretor. New York Film Festival: Melhor filme estrangeiro e Melhor filme estrangeiro, outorgado pelo Círculo de Críticos de Nova Iorque. Todos conseguidos em 1959.

Argumento: Paris, anos 60, um retrato da França da época através das desventuras quotidianas de um rapaz de doze anos, Antoine Doinel, desencantado do mundo dos adultos: seu pai é um fracassado; a sua mãe, que intentou abortar porque era um filho não desejado, a descobre com um amante; os seus professores tampouco se ocupam dele, ou os funcionários da justiça e psiquiatras só burocratizam a sua função. Depois de fazer “godalho” no colégio e efetuar um pequeno roubo, será internado num reformatório, do que se há escapar para ver o mar.

 

 

A importância do ambiente familiar na educação:

Antoine Doinel é o filho negligenciado de Gilberte Doinel, que parece ter tempo para tudo menos o bem-estar da criança. Julien Doinel não é o pai biológico, mas cria o menino como se fosse o seu filho. Gilberte está tendo um caso e não se surpreende quando, por acaso, Julien fica sabendo que Antoine não está indo à aula, pois ela sabia que na hora do colégio o filho a tinha visto com o seu amante. A situação agrava-se quando Antoine, para justificar a sua ausência no colégio, “mata” a mãe. Quando os seus pais aparecem na escola, a verdade é descoberta e Julien esbofeteia-o na frente dos seus colegas. Após isto ele foge de casa e arruma um lugar para dormir. Paralelamente os seus pais culpam-se um ao outro pelo comportamento dele, após lerem a carta na qual ele se despede. No outro dia Antoine vai à escola normalmente. Lá a sua mãe o encontra e se mostra preocupada por ele ter passado a noite numa gráfica. Ela alegremente o aceita de volta, mas os problemas não acabam. Antoine desentende-se com um professor, que o acusa de plagiar Balzac.

Como ele odeia a escola, sai de casa de novo e para viver é obrigado a fazer pequenos roubos. Antoine é um pré-adolescente parisiense desprezado pela mãe biológica e pelo seu apático padrasto e apresentando rendimento escolar abaixo das expetativas de seu autoritário professor. A sua rotina inclui as escapadas regulares das aulas para ir ao cinema ou fliperama acompanhado do melhor amigo René, cometendo pequenos delitos e furtos, fugando-se de casa certa noite e com mentiras contadas ingenuamente com desconhecimento das suas verdadeiras consequências. O seu comportamento, no entanto, é o reflexo de um inocente jovem sôfrego pelo carinho e atenção dos pais. Ele não é um rebelde ou problemático; é um rapaz com dúvidas e frustrações, não tão diferente de outros da mesma idade, fascinado pelas infinitas possibilidades e aventuras que Paris lhe oferece, e dotado de fôlego para vivê-las intensamente. Em linhas gerais, esta é a história de um dos filmes inaugurais da “nouvelle vague”. E também um fiel recorte da juventude do seu diretor François Truffaut.

Dedicado à memória de André Bazin, mestre e figura paterna do diretor galo, o retrato autobiográfico do cineasta é a sua primeira longa-metragem e nos apresenta a Antoine Doinel (Léaud), o seu alter-ego que retornaria em filmes posteriores como Beijos Proibidos, O Amor em Fuga e A noite americana. Enxergando na adolescência o importante, breve e decisivo estágio de formação e desenvolvimento do caráter e personalidade de um homem adulto, Truffaut não ignora as menores frivolidades do dia-a-dia de Antoine e confere relevância inclusive às brincadeiras na sala de aula, seguidamente repreendidas com severidade pelo professor Decomble. Contextualizando a ordinária trajetória daquele jovem, Truffaut convidar a recordar as memórias de nossa infância, a facilidade com que igualmente amávamos, odiávamos e perdoávamos, a teimosia e a temperança das nossas ações. Ele evita idealizações da adolescência (conhecendo a sua história de vida, ele não tinha motivos para fazê-lo), mas não a torna demasiadamente pungente e excruciante desvirtuando-a. O equilíbrio provém das ambições do cineasta e do seu comprometimento com os valores defendidos na nova onda da produção cinematográfica francesa. O naturalismo, assim, confere realismo e distinta peculiaridade à história de Doinel.

As pistas são deixadas sem maiores alardes, e o questionamento quanto à procedência de uma caneta nos previne e alerta para o comportamento delituoso de Antoine, rechaçado pelo jovem satisfazendo, assim, o imediatismo das expetativas do seu padrasto. Noutros casos, a penumbra da descrença e do desprezo reveste o comportamento das personagens, e o relance da sua mãe na rua com um acompanhante jamais é mencionado por Antoine. Muitos frustrariam-se aguardando um clímax. Da mesma maneira, a áspera discussão dos pais entreouvida por Antoine no seu quarto sedimenta a consciência do jovem em relação ao que seus responsáveis pensam, prescindindo de conflitos posteriores para demonstrar as suas consequências óbvias.

Recheado de comentários cómico-sarcásticos, a promessa de vingança de Antoine contra o professor ou o desabafo deste ao constatar a irresponsabilidade e desinteresse dos alunos (“Pobre França! Que futuro a espera”) funcionam como sinais da rebeldia adolescente e provam a inabilidade da maioria dos docentes de compreender as peculiaridades de uma fase da vida de descobertas e ineditismo. Por sua vez, a puerilidade está presente e as frustradas tentativas de honrar um acordo com a mãe o levam a visitar a obra de Honoré de Balzac e a acender uma vela ao autor, causando uma pequena e divertida catástrofe. Esses momentos contrastam com outros mais duros, como na decisão dos pais de enviar o rapaz ao internato infantil, lavando as mãos da responsabilidade com o rasteiro argumento “Criança gosta de criança”, ou a inconcebível ação que dá início ao terceiro ato descoberto em uma única lágrima silenciosamente derramada. Fluentemente trabalhando com extremos, Truffaut demonstra sensibilidade na tradução do pensamento infanto-juvenil e no questionamento da natureza humana, caraterísticas perenes na sua filmografia.

Tecnicamente, o embrião da “nouvelle vague” manifesta-se na fotografia de Henri Decae que prestigia as tomadas abertas (o plano da aula de educação física na qual, dous a dous, os alunos começam a se dispersar nas ruas de Paris é marcante), e nem a parca iluminação representa obstáculo à história contada. Enquanto isso, a montagem de Marie-Josèphe Yoyotte expõe o tom episódico e aventuresco da adolescência nos momentos que encerram situações específicas na vida de Antoine, mantendo, porém as longas tomadas e poucos cortes uma frequente na abordagem. Encabeçado pelo ótimo jovem ator Jean-Pierre Léaud, cuja expressão séria e embrutecida fortalecem o aspeto comovente e trágico na trajetória de Antoine, Os Incompreendidos, um título que afugenta a subtileza idiomática do título original significando “infernizar”, resume a sua proposta autobiográfica no depoimento a uma psicóloga que funciona como um corajoso desabafo de Truffaut aos espetadores. Mas, são as inconcebíveis imagens de crianças detrás das grades de um reformatório e o enigmático plano final de Antoine correndo em direção ao mar tranquilo que ele nunca o tinha visto, na agridoce, porém solitária liberdade, acompanhado de um close final revelador que transformam esse na primeira obra-prima da carreira de Truffaut. Esse é o lugar de um jovem que eventualmente encontraria no cinema o convite para fugir de uma vida de delinquência e, como retribuição, amou essa arte incondicionalmente, confundindo-se com a sua história. Ainda, esse jovem não é mais Antoine Doinel, e sim, seu criador, François Truffaut.

 

 

Necessidade de escolas para pais e mães:

Na vida das pessoas existem três escolas: a familiar, a escola primária que entendemos como tal, e a terceira escola que são os meios de comunicação. Todas muito importantes. Os grandes educadores como Froebel, Coménio e Pestalozzi já, com acerto, lhe davam uma grande importância à familiar, que denominavam escola maternal. Onde se sentam as bases da formação das crianças, que tanto valor vai ter no futuro das mesmas. E que, em grande parte, hoje foi substituída pelas escolas infantis, dos três aos seis anos. A “escola familiar” hoje está padecendo uma crise profunda em Ocidente, paralela à que sofre a família, com infinidade de problemas na sua estrutura e relações sociais, dentro do próprio ambiente dos lares. O que, quer queira-se quer não, está a influir muito negativamente na educação inicial da maioria das crianças nas nossas sociedades. Quintiliano, que era um otimista da pedagogia, já na época romana comentava sobre a importância dos pais na educação dos filhos e dizia aquele aforismo: “Nascido o filho concebam os pais a maior esperança dele”. O ofício de pais é enormemente importante, porque vai ser decisivo para a educação e a formação de seus filhos, e para o sucesso dos mesmos na sua vida e profissões futuras.

Eu sempre defendi, embora quase sem me darem ouvidos nunca as instituições correspondentes, que tinha que haver escolas para mães e pais. Nas quais, com metodologias e atividades adequadas, se pudesse orientar os progenitores sobre como relacionar-se com seus filhos e como tratá-los e educá-los. Informando-os sobre os aspetos básicos da psicologia infantil, das etapas do seu desenvolvimento intelectual, motor, social e afetivo. Com o fim de que sejam conscientes de que segundo vai evoluindo o filho o papel transitório no ofício dos pais tem que ser diferente em cada etapa evolutiva, na procura de ir dando a liberdade aos filhos. Pois, tal como assinalava o grande psicólogo Mariano Yela, “educar é libertar e libertar é educar”. Informando sobre as atitudes que têm que adotar no relacionamento com os filhos, escapando dos grandes erros da sobreproteção (muito repetido sobretudo entre as mães), a subvalorização ou a sobrevalorização dos atos que os filhos levem a cabo, ambas por igual funestas, o autoritarismo excessivo ou o excessivo deixar-fazer. Certamente, desenvolver bem o ofício de pais não é nada fácil, por isso a necessidade de criar escolas para pais, com atividades dinâmicas e atrativas. Eis aí um dos principais objetivos que deveriam preencher as AMPA, ademais dos que já cumprem.

Do relacionamento que os pais tenham entre si e o que estabeleçam com os seus filhos, vai depender muito o futuro e a vida destes. Em primeiro lugar, os pais devem saber claramente que a melhor maneira de influir positivamente nos seus rebentos é dar o exemplo. Aos filhos não se pode pedir o que os pais não fazem, e aqueles vão aprender muito mais do que veem e vivem que do que com palavras se lhes diga. É em casa, como escola familiar, onde as crianças vão adquirir os hábitos positivos e, por desgraça, também os negativos. Tudo vai depender do que os pais façam e como o façam. Os hábitos da leitura (ler como prazer por fazê-lo), os hábitos higiénicos, os de respeito pelos demais, pela natureza e pela beleza da poesia, da música e outras artes, os passatempos positivos para saber ocupar o tempo de lazer, a valorização ou não da escola, etc., têm como berço o ambiente familiar, que vem sendo a primeira escola.

Ambiente que tem que ser recheado de sentimentos positivos, compreensões, afetividade, mas sempre escapando dos mimos tão nefastos, que provocam natúrria nos filhos. Os que têm que aprender, nas mesmas proporções, que existe o sim e o não. Para isto a educação dentro do âmbito familiar (e também depois na escola) tem que ser harmónica. Em grande parte, com as escolas de pais, podemos chegar a conseguir que os progenitores desenvolvam, nas suas casas com os seus filhos, uma educação mais idónea e mais reflexiva. Os mesmos meios de comunicação, nomeadamente a televisão, deveriam ter programas educativos para escola de pais. E não tantos programas lixo que aumentam a diário, e tanto futebol a todas as horas, que só fomentam o embrutecimento, a incultura, o fanatismo e a antieducação nos cidadãos. Isto teria que ser obrigatório pelo menos nas televisões que se mantêm com dinheiro público, que é de todos.

 

 

Temas para refletir e elaborar:

Depois de ver o filme, utilizando a técnica de dinâmica de grupos do “cinema-fórum”, debater sobre os aspetos fílmicos do mesmo, o roteiro e a linguagem cinematográfica utilizada por François Truffaut. Fazer o mesmo sobre a realidade de um rapaz não querido pelos seus pais (mãe biológica e padrasto) que mora na cidade de Paris, tal como aparece no filme, as causas da sua situação e marginalidade, e a total falta de carinho e compreensão que está a sofrer. Refletir também sobre os papéis dos outros protagonistas da fita: o pai e a mãe, o professor, a psicóloga e os colegas. Refletir ademais sobre a importância do ambiente familiar na educação das crianças, e do valor que teria que em todos os estabelecimentos de ensino funcionassem escolas para mães e pais.

Procurando informação em livros especializados e também na Internet, elaborar uma monografia sobre a declaração universal dos Direitos das Crianças, comentando cada artigo da mesma. Poderia também organizar-se nos estabelecimentos de ensino uma amostra ao redor do tema, incluindo na mesma fotos, mapas, textos e desenhos dos alunos, poemas, canções, livros, revistas, retalhos de imprensa, murais coletivos, autocolantes, cartazes, selos de correios, etc. Tudo para sensibilizar sobre o importante que é que em todo o mundo se respeite a Declaração. Poderiam colaborar na mesma ONG que contem com boletins, documentos e materiais sobre o particular, e, em especial a Unicef.

Levar a cabo nos estabelecimentos de ensino um Plano de Atividades Educativas a desenvolver dentro de uma “Escola de Mães e Pais”, que teria que ser criada em cada centro, com a colaboração das AMPA. Entre as atividades não deveriam faltar diversas dinâmicas de grupos (mesas redondas, “role playing”, discussão guiada, “Philips 66”, diálogos simultâneos, dramatizações, foros, charlas, debates-papo, etc.) e sessões de filmes educativos em que apareçam as problemáticas das condutas das crianças, as famílias, as escolas, o relacionamento no ambiente familiar e crianças e jovens protagonistas com problemas psicológicos concretos. Depois de ver os filmes e documentários, teriam que organizar-se cinema-fóruns com os progenitores assistentes.

 

 

(*) Académico da AGLP, Didata e Pedagogo Tagoreano.

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