M.E. – O diário Xornal de Galicia recolhe as evidentes contradiçons entre o manifestado por Anxo Lorenzo e Jesús Vázquez em relaçom à língua dos livros de texto. E é que enquanto o conselheiro da Educaçom assegura que haverá «liberdade» neste ámbito, o secretário-geral de Política Lingüística nega-o.
Numha entrevista, o conselheiro afirmou que o alunado poderia utilizar manuais na língua da sua preferência, para lá de que se tratasse de umha matéria que obrigadamente se deva leccionar em galego ou castelhano.
No entanto, o responsável de Política Lingüística, em conversa com os editores galegos, assegurou que nom se deviam «preocupar», pois os livros de texto devem estar na língua em que se ministrar a matéria.
Porém, o próprio texto do projecto de Decreto[PDF] dá a razom a Lorenzo, pois o artigo 13.1 diz textualmente:
Artigo 13.-Elaboración e publicación de materiais curriculares.
1. Os materiais e libros de texto das materias impartidas en galego e en castelán estarán redactados na lingua en que se imparta a materia.
Possível endurecimento?
Portanto, quer as afirmaçons de Vázquez constituem um esquecimento, quer a Junta tem previsto ‘endurecer’ ainda mais o texto definitivo do Decreto introduzindo novas medidas regressivas para a língua galega. Esta última hipótese nom se pode descartar nem tampouco é impensável, ao menos se tivermos em conta que até o vindouro mês nom se conhecerá a redacçom final do documento.
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