PGL – No dia 2 de setembro sairá à rua o último número em papel do semanário A Nosa Terra, um dos cabeçalhos históricos do galeguismo, fundado em 1907. As dificuldades económicas e umha gestom criticada, determinantes para esta decisom.
A publicaçom deu um giro radical nos últimos anos, tanto do ponto de vista empresarial como de linha editorial e até de estética. No primeiro aspeto, numerosas plumas habituais começárom a desaparecer sem razom aparente no meio de acusações de «censura».
Nos outros dous, após a entrada do empresário Jacinto Rey (proprietário também de Xornal de Galicia), há perto de três anos, o semanário reconverteu-se a umha espécie de revista —e com páginas a toda cor— duramente criticada por ter deixado de lado um dos seus sinais de identidade, as reportagens de investigaçom. Ainda, a linha editorial escorou do lado do socialismo espanhol, decisom que se bem alargou a lista de colaborações, fijo-lhe perder apoios e simpatias.
Em declarações ao jornal espanhol El País, o conselheiro delegado e antigo diretor, Alfonso Eiré, explica que a publicaçom continuará viva como ediçom digital, e afirma ter confiança em que A Nosa Terra voltará algum dia ao papel impresso.
