PGL – As mobilizações juvenis em Angola e três festivais lusófonos centram hoje as atividades do éMundial. O primeiro dos atos será no Café-Bar As Duas e o outro na Casa das Crechas, ambos em Compostela.
«Angola Acorda?» é um bate-papo sobre as mobilizações juvenis no país africano. Apresentará Pablo Blanco, e a atividade coodena-a Aline Frazão. Eles explicam que desde o passado 7 de março de 2011 «Angola está diferente». Os motivos? «O povo saiu à rua e nas redes sociais chama-se por umha “revoluçom”».
Diferentes grupos de jovens têm-se organizado e, só em maio, fôrom convocadas mais de cinco manifestações. «No Largo da Independência, em Luanda, têm ecoado vozes cansadas e revoltadas de muitos angolanos. Gritam “Zé Dú, fora!”. O regime de José Eduardo dos Santos vai dando provas de fragilidade, sobre-reagindo com violência e propaganda a estas pequenas ações de protesto, enquanto o resto da sociedade parece começar a acordar depois 32 anos de sonolência profunda».
Aline Frazão é uma cantora e compositora de Luanda, Angola. Ganhou o prémio Musicando Carvalho Calero em 2010 com o projeto A Minha Embala (em parceria com César Herranz) e o álbum correspondente saiu em maior de 2011 e está disponível para descarregamento gratuito na rede.
Pablo Blanco trabalhou nos âmbitos de educaçom e gestom cultural. Dedica-se atualmente à formaçom profissional e ao desenvolvimento organizacional. É também professor de ioga.
Festivais da Lusofonia
O ato sobre os festivais da Lusofonia conta com a colaboraçom da Associação pró-Academia Galega da Língua Portuguesa e apresenta Maria Xosé Castelo Lestom.
Cantos na Maré – Festival Internacional da Lusofonia é um projeto cultural pioneiro no estado espanhol, que através da língua e da música traça um mapa comum entre os territórios da Lusofonia que compartem raízes. E sermos nós anfitriões tinha e tem um sentido.
Cantos na Maré evidencia que desde a língua galega se podem tender pontes que nos acheguem a outras culturas emergentes, à vez que situam a nossa cultura no mundo. A cantora Uxía é a promotora e rosto visível de um evento que desde 2003 decorre anualmente em Ponte Vedra, e será ela própria quem fale da iniciativa no éMundial.
O Festival Andanças existe desde 1996, acontece anualmente. A ideia inicial era sobretudo criar um espaço onde qualquer pessoa pudesse aprender a dançar danças de raiz tradicional, algo que na altura era impossível em Portugal, excetuando dentro do âmbito dos grupos folclóricos.
O Andanças dirige-se a qualquer pessoa – essa é, aliás, uma das suas características. No ano passado por exemplo houvo cerca de 1.000 crianças a participar; há umha imensidom de músicos de todas as áreas. A populaçom local participa em peso —trata-se do evento de maior dimensom do concelho de São Pedro do Sul,, desde pessoas que praticam atividades de dança regularmente até simples curiosos atraídos pelas caraterísticas de festival, enquanto evento de massas. O evento organiza-o a Associação PédeXumbo, e a apresentaçom deste no éMundial corresponderá a Diana Mira.
Por sua parte, o Festival da Poesia do Condado pretende cada ano unir festa e reivindicaçom, escolhendo sempre um lema que centre as inquietações do colctivo. No ano passado, o lema escolhido foi «Língua e serviços em mão comum», e centrou-se nos ataques à língua e no retrocesso dos serviços públicos, umha preocupaçom geral polo incremento contínuo das agressões contra todo o que suponha património popular, contra todo o público e galego.
Quanto à língua, figurou no lema polo contexto em que se encontra (perda de falantes, diminuiçom de espaços para o seu uso, aumento de prejuízos lingüísticos e difusom interessada dos mesmos, discriminaçom em todos os níveis do ensino), mas também «para dar resposta à penúltima ideia desenvolvida polos setores mais recalcitrantes do espanholismo: a falácia da imposiçom».
+ Ligaçom relacionada:
