Nationália.cat – Umha nova lei turca elimina algumhas limitaçons nas emissons, como por exemplo a obrigatoriedade de legendar os programas em turco. O executivo de Tayyip Erdogan continua centrando a iniciativa curda no ámbito cultural e lingüístico.
Semelha que as escassas medidas favoráveis ao entendimento entre o Estado turco e o Curdistám do Norte é, de momento, imparável. A língua curda foi mais umha vez o centro de umha iniciativa tomada por Ancara, neste caso umha nova lei que, no caso de ser aprovada, eliminaria as restriçons sobre a emissom de conteúdos em língua curda nas televisons privadas.
O Conselho Supremo de Rádio e Televisom (RTÜK), reformou assim umha legislaçom que só permitia o uso do curdo nos meios audiovisuais sob umha série de condiçons muito estritas, como por exemplo a obrigatoriedade de legendar todos os conteúdos em turco, o que encarece consideravelmente as emissons, ou a proibiçom de emitir programas para ensinar o idioma curdo.
Com a nova lei proposta pola agência estatal, apenas seria preciso legendar em turco os informativos. Até o de hoje, praticamente ningumha empresa privada se interessou por fazer as emissons em curdo, porém há um número considerável que emite em curdo nas 24 horas do dia, mas som todas ou emissoras clandestinas, ou bem canais de televisom com sede no estrangeiro, e que chegam ao Curdistám via satélite. Este último é o caso de televisons famosas como RojTV, Kurd1 TV ou Kurdistán TV.
Desde começos de 2009 existe um canal público da Turquia que emite integramente em curdo, TRT 6, assim como a rádio pública Rádio 6. É provável que esta legislaçom favoreça também às outras línguas minoritárias na Turquia. Segundo Today’s Zaman, algumhas corporaçons interessárom-se por fazer emissons em arménio, árabe, circassiano ou laz.
Estas concessons, que pouco a pouco vam tirando ao curdo a condiçom de língua proibida, remarcam-se na iniciativa do primeiro ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que tem por objectivo acabar com o conflito curdo durante o seu mandato. Umha iniciativa que, tarde o cedo, terá que passar do ámbito lingüístico e cultural no campo da política. Por enquanto, o principal partido curdo, o DTP, está sob a sombra da ilegalizaçom, e o líder independentista Abdullah Öcalan continua na prisom de Imrali desde a que escreveu umhas bases para a soluçom pacífica do conflito, documento que ainda nom foi publicado.
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