Em 2024 é o centenário do nascimento de Amílcar Cabral, personalidade de referência transversal a todos os momentos de libertação das ex-colónias portuguesas, e este ano, 2023 é o cinquentenário do seu assassinato, com este motivo duplo, a UCCLA tem em preparação um vasto programa de homenagem que assinalará a sua multifacetada personalidade, nos domínios profissional, cultural e político, a partir do segundo semestre do ano em curso, do que iremos informando também neste portal.
Amílcar Cabral, líder do PAIGC – Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde. foi assassinado no dia 20 de janeiro de 1973 em Conacri, capital da República da Guiné. Natural de Bafatá, Guiné-Bissau, Amílcar Cabral passou a residir a partir dos 8 anos de idade em Cabo Verde e, mais tarde, com uma bolsa de estudo veio para Lisboa, onde se licenciou no Instituto Superior de Agronomia.
Em Lisboa foi associado e ativista da Casa dos Estudantes do Império (CEI), com papel de relevo nela. A UCCLA na homenagem que levou a efeito a esta associação – criada em 1943 e extinta em 1965 pelo regime anterior, em resultado da atividade anti colonial desenvolvida – reeditou várias publicações da CEI – que podem ser visualizadas aqui – e integradas nas comemorações alusivas à associação – que podem também ser visualizadas em aqui.

No que respeita a Amílcar Cabral, após a licenciatura, exerceu a atividade profissional em Santarém e posteriormente em Cabo Verde, onde se evidenciou, também, na militância anti colonial, tendo sido transferido para Angola, onde assinou o “Manifesto de 1956”, um dos documentos que iriam conduzir à criação, mais tarde, do MPLA – Movimento Popular de Libertação de Angola.
Vem a fundar ulteriormente o PAIGC, em 1959, que em 24 de setembro do ano em que é assassinado, 1973, declara unilateralmente em Madina do Boé, Guiné-Bissau, a independência, reconhecida então por mais de setenta países.
