A Asociación Galega de Comunicación para o Cambio Social (Agareso) lançou a passada semana na rede os seus “Dicionarios audiovisuais de ida e volta”, seis breves pílulas documentais da mao de seis migrantes de distintas procedências -Mame, Brenda, Marcelo, Marisol, Cristina e Aranxa- para conhecer mais dos seus países e das suas línguas de origem.
Os vídeos, de entre três e quatro minutos de duraçom, mostram os caminhos migratórios partilhados com a Venezuela, o México, Honduras, a Guiné Equatorial, Senegal ou Roménia, a partir das histórias de pessoas que nasceram nesses países e que agora vivem na Galiza e em galego. Marisol, Aranxa, Brenda, Marcelo, Mame e Cristina explicam a sua cultura a través dumha expressom na sua língua que consideram chave e, ao tempo, escolhem umha expressom galega que lhes parece útil para conhecer melhor a nossa sociedade.
Estes “Dicionarios de ida e volta” contenhem -sobre todo- galego com sotaque latino, africano ou da Europa do Leste, mas também achegam a quem os abra ao espanhol da latinoamérica, ao wolof, ao fang e ao romanés. O objetivo é aprender a apreçar a diversidade e a diferença, a solidariedade e a importância da bidireccionalidade nas relaçons Norte-Sur, reduzindo os estigmas associados à migraçom.
Mame chegou a Compostela de Senegal con 12 anos e conta a sua experiência migratória a través dos termos rulinha e teranga, que define a hospitalidade do seu pobo; Brenda marchou da sua pequena aldeia de Honduras para ajudar a sua família e agora mora em Doncos, umha aldeia de Lugo que lhe recorda muito à sua terra; Marcelo chegou da Guiné Equatorial à Cidade dos Muchachos de Bemposta (Ourense) no ano 1969 e fala de como esta experiência lhe mudou a vida, da retranca galega e da akomeya fang; Marisol é filha de galegos emigrados a Venezuela e há algúns anos decidiu utilizar o seu pasaporte espanhol para voltar à terra dos seus pais, Ourense, onde agora conjuga a morrinha da migrante galega com o p’alante da migrante venezolana; Cristina é professora de línguas numha escola de Lugo, quando era umha nena chegou da Romanía ao Estado Espanhol com a sua família e, anos mais tarde, trasladou-se para a Galiza com o seu homem e aprendeu a língua galega para trabalhar no ensino; e Aranxa é umha moça mexicana que mora em Compostela desde há anos num difícil processo migratório, defende o valor da expressom malo será e apresenta-nos um conceito fundamental da sua língua: No mames.
Os vídeos, que estám disponíveis para o seu livre uso em youtube, forom realizados pola Asociación Galega de Comunicación para o Cambio Social (Agareso), com o apoio da Mesa pola Normalización Lingüística e com o financiamento da Secretaría Xeral de Política Lingüística.
