| A seguir, reproduzimos na íntegra a carta enviada pola Associaçom Galega da Língua aos responsáveis da editorial AGAL.- N’A Nosa Terra, nº 1272, da semana do 14 ao 20 de Junho, na secçom «Lecer», aparece convocado pola Editorial Espiral Maior, o XV certame de poesia ao que se podem apresentar livros inéditos escritos em galego “segundo a normativa vixente” ou em português. O Conselho da AGAL (Associaçom Galega da Língua) pergunta-se que é o que entende por normativa vigente a editorial «Espiral Maior» pois vigente também segue a estar, desde o ano 1981, para um grupo cada vez mais amplo da sociedade galega, a norma da AGAL, conhecida como norma «lusista ou reintegracionista». Nela exprimem-se os escritos dum número importante de intelectuais (escritores/as, docentes de Universidade, de ensino secundário e alguns de primária), associações juvenis comprometidas com a língua, alguns grupos sociais ligados à reivindicaçom de direitos e reconhecimento social de liberdades (igualdade da mulher…). Seria interessante que nos aclarasse a Editorial por que razom usa a expressom de “normativa vigente” aplicada ao galego e nom ao português. Será que a Real Academia das Ciências de Lisboa nom tem autoridade legal em Portugal, sendo científica-, filológica- e internacionalmente reconhecida como válida? “Normativas vigentes” também podem ser as modalidades brasileira, angolana, moçambicana, timorense, ou galega, que se integram no diassistema do português e apresentam umha ortografia histórico-etimológica. Gostaríamos que nos aclarassem se incluem no chamado português a variedade galega da Agal, dando, deste modo, a possibilidade de apresentar escritos nesta norma. Nom seria o lógico e o esperado num país democrático com liberdade de expressom? Por último, seria útil saber e precisar se aqueles que apresentem a sua obra poética na “norma vigente” da AGAL (galego-portuguesa) tenhem a mesma oportunidade de ser lidos e valorados que aqueles que se sujeitem à norma padrão de Lisboa ou à norma da RAG-ILG de Compostela. Este jogo de palavras “normativa vigente” ou português nom será mais umha vez umha forma solapada de excluir a aqueles que nom seguem as pautas da chamada “normativa vigente”? |
