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AGAL debate binormativismo em assembleia do dia 30

agal assembleia 2019

Recém eleito, o Conselho da AGAL já convocou a primeira assembleia. Será no próximo dia 30 de novembro (sábado) e terá lugar às 12h00 na primeira convocatória e às 12h15 na segunda no Seminário nº 2 do Paço da Cultura de Ponte Vedra.

O objetivo desta localizaçom é, mais um ano, ligar a assembleia com a realizaçom do Culturgal, evento em que a associaçom também organiza um ato mesmo anterior à assembleia (das 11h30 às 11h55, no Espaço Livro) em que será apresentada a leitura continuada do Scórpio de Carvalho Calero, um dos atos centrais que prepara para o Dia das Letras de 2020. Quanto à assembleia, para além dos pontos obrigatórios de aprovaçom da ata anterior e aprovaçom dos orçamentos, será inteiramente dedicada a debater sobre como a AGAL deve abordar no futuro a proposta do binormativismo.

Acabada a assembleia, os sócios e sócias da associaçom poderám participar num jantar-convívio e ainda participar numha reuniom para preparar a logística da Leitura Continuada do Scórpio que dará começo às 18h no seminário nº2 do mesmo Paço da Cultura.

Proposta do binormativismo

Tal e como fora decidido na última assembleia ordinária de 8 de junho de 2019, a presente dedicará um ponto a tratar monograficamente esta linha estratégica. Assim, a assembleia convocada para dia 30 de novembro vai tratar demoradamente a postura binormativista. Para ordenar o debate, o Conselho acordou:

1. Nom alterar o texto aprovado em 3 de dezembro de 2018, umha vez que, decida o que decidir a nova assembleia, aquele tinha mais vontade divulgativa que propriamente resolutiva.

2. Quanto ao percurso estratégico para implementar o binormativismo, o debate será adiado até que passe a celebraçom do ano Carvalho. Depois, e mesmo em conexom com as possibilidades que poderá deixar abertas este ano, será possível convocar umha série de encontros para debater a questom e o seu percurso em maior profundidade.

3. Resumir a estratégia binormativista nuns pontos básicos mais fáceis de debater numha assembleia. Para emendar algum dos pontos ou a totalidade do texto será possível enviar um email à Secretaria da AGAL antes do dia 27 deste mês com a proposta de alteraçom do texto, indicando se se trata de umha:

– emenda à totalidade, com a proposta de texto alternativo.
– emenda de supressom, indicando que ponto/s se deseja suprimir.
– emenda de acréscimo, com o texto do/s ponto/s que se deseja acrescentar.
– emenda de modificaçom, esclarecendo que pontos se deseja alterar e o texto que proposto para cada um deles.

As emendas serám discutidas na assembleia antes de proceder-se à votaçom do texto completo.

7 PROPOSTAS BINORMATIVISTAS POLO NOVO CONSENSO

  1. A Ortografia Galega Moderna Confluente com o Português no Mundo (Através Editora, 2017) recolhe as diferentes normas ortográficas defendidas polo reintegracionismo que reivindica a AGAL para o galego internacional (ou português da Galiza).
  2. A coexistência de duas opções gráficas na Galiza, a reintegracionista referida no parágrafo anterior e a autonomista defendida pola Real Academia Galega, é fruto de umha realidade social complexa. A AGAL propõe dar estatuto legal a ambas as propostas normativas, criando um novo consenso ao redor de dinâmicas comuns em prol da língua benéficas para a sociedade.
  3. A AGAL propõe modificar o currículo de Língua Galega e Literatura no ensino Primário, Secundário e no Bacharelato para assegurar a competência básica em simultâneo nas duas normas.
  4. A AGAL defende estender a todos os centros de ensino as matérias de “língua estrangeira portuguesa” para reforçar a aprendizagem do nosso idioma.
  5. A AGAL propõe que se reconheça o direito das/dos cidadã(o)s a utilizarem o galego com os poderes públicos, independentemente da norma gráfica, assim como o direito das/dos funcionárias/os públicas/os a usarem a norma que desejarem desde que também seja respeitado o direito das/dos cidadã(o)s a serem informados num modelo conhecido de língua.
  6. A AGAL pensa que deve fomentar-se o uso de duas versões (galego RAG e galego internacional ou português) em sites emanados das instituições, indo além de casos pontuais como acontece na atualidade (DOGA, página web de turismo da Xunta, etc.).
  7. A AGAL julga positivo o reconhecimento da realidade editorial e cultural galega de maneira a que o uso da norma confluente com o português tenha possibilidade de aceder em igualdade às verbas orçamentárias destinadas a promover a língua.

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