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A revista caleidoscópica abre prazo para enviar projetos

convocatoria-ficcoes1Nesta nova proposta as editoras da revista online partem de que “a fotografia é sempre umha ficçom, e procuramos, quando menos, um relato honesto, umha senda que não se pretenda neutral. Uma ficção, sim, mas comprometida para a construção de um outro imaginário possível, mais ancho, mais colorido, mais horizontal.”

O prazo para participar está aberto até o dia 30 de junho, podendo enviar-se ao endereço info@caleidoscopica.gal projetos fotográficos ou textos de reflexão sobre este eixo temático. No convite a partipicar declaram: “Quigemos aproximar-nos a algumha cousa certa, mas chegamos ao paradoxo: a necessidade de fazermos desde a ficção. Concordamos com a investigadora ferrolana Maribel Castro Diaz em que a fotografia é realidade e ficção a um tempo, o problema é asumirmos que estes termos são opostos. Para ela a ficção não se propõe para eludir as responsabilidades de verificação dos feitos, mas para sublinhar o carácter complexo da situação, o qual sugire que o tratamento limitado do verificável implica um reduccionismo e um empobrecimento: “a fição adéntra-se num pantano despreçando essa actitude que pretende saber sempre e de antemão de que está feita essa realidade.” Assim, a ficçom não seria uma reivindicação do falso, mas um carácter que mistura o “empírico e o imaginário”.

A fotografia é realidade e ficção a um tempo, o problema é asumirmos que estes termos são opostos. A ficção não se propõe para eludir as responsabilidades de verificação dos feitos, mas para sublinhar o carácter complexo da situação.

Por trás deste projeto, sem ánimo de lucro e editado com licenças de uso livre, está uma equipa fundamentalmente de fotógrafas, com formação também em outros campos, como o jornalismo, a história da arte e a música. A encargada do desenho gráfico da publicação é a limiá Ana Parada.

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A caleidoscopica.gal saiu à luz em 2015 com um número centrado em “identidade e terra”, em cujo editorial defendiam a olhada subjetiva e “made in Galiza”. Depois disso, “corpo e território”, afondava na representação complexa do corporal. “Originalidade e reciclagem” foi o terceiro número da revista, um ponto de inflexão em que se reflexionou sobre o próprio meio fotográfico, questionando a ideia de originalidade. A quarta edição é arredor dos “trânsitos”, captura a ideia de processo, movimento e fronteira, assim como do passo do tempo. E a quinta girou arredor dos “conflitos”, entendidos num sentido amplo. Todos os números estám disponíveis em aberto para consultar na sua web.

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