PGL – A publicação especializada espanhola Expansión recolhia recentemente que o Brasil ultrapassou a Espanha como a oitava potência económica mundial. Este crescimento económico tem servido, aliás, para incrementar a demanda da língua portuguesa em todo o mundo, especialmente no continente americano.
Segundo estas informações, em termos de produto interior bruto (PIB), a economia espanhola perdeu a oitava posição para o Brasil, passando a ocupar o nono lugar. Dado curioso representa-o a economia canadiana, relegada ao décimo lugar, apesar de fazer parte do G-7, o grupo das sete maiores economias capitalistas mundiais.
A classificação global continua liderada pelos Estados Unidos, mas o segundo posto passa para a China, que envia o Japão ao terceiro lugar. Completam os dez primeiros postos Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Brasil, Espanha e Canadá.
Língua portuguesa, na moda
O constante incremento do PIB brasileiro disparou em todo o mundo, sobretudo no continente americano, a demanda da língua portuguesa. Por exemplo, já desde o ano passado as universidades de toda a América viram incrementado o número de matriculações em cursos português, dando-se casos como a UNAM de México onde este idioma é o terceiro nas preferências, após um incremento «espetacular» das inscrições.
Aliás, o português continua a ser um fator determinante para muitos movimentos económicos. Assim, a espanhola Telefónica, após um período de hesitação, acabou por incrementar em mais de 30% a oferta realizada a Portugal Telecom pola brasileira Vivo, com o intuito de se fazer com um mercado muito superior ao espanhol e português juntos, e com perspetivas de se expandir no futuro aos países africanos de língua oficial portuguesa.
Oportunidades nos vindouros seis anos
Como lembrava em entrevista para o PGL Xoán Antón Pérez-Lema, a Galiza tem muitas oportunidades neste contexto. Entre outros motivos, porque em 2014 decorre no Brasil o vindouro campeonato mundial de futebol, e em 2016 os Jogos Olímpicos. «Acho que cumpre desenhar um Plano ambicioso de presença no Brasil, agir com os Governos estaduais e com os “lobbies”, propiciar que grupos empresariais galegos podam fundar subsidiárias com parceiros brasileiros», afirmava este advogado e analista de atualidade para o Portal Galego da Língua.
