Escolhi três documentários realizados pelo diretor cubano Jorge Fraga nos anos 1961, 1970 e 1973, para o meu comentário dentro da série de “As Aulas no Cinema”, coincidindo com o início do curso escolar no nosso país. Hoje poucos são os que põem em dúvida que o sistema educativo cubano é um dos de maior qualidade do mundo e o sucesso escolar dos estudantes do país caribenho é muito elevado e importante, por causa da alta valia do sistema. Como tão-pouco se pode pôr em dúvida que, ademais da educação, a medicina, a saúde e os desportos em Cuba estão a um nível muito superior aos dos países da América Latina, e muitos outros do resto do mundo. Embora, como é natural, haja bastantes pessoas que não aceitem o sistema político cubano, nascido da revolução de finais dos cinquenta e princípios dos sessenta, por considerá-lo totalitário e ditatorial noutros campos e, no entanto, progressista nas áreas acima mencionadas. Para analisar a alta qualidade do sistema educativo cubano e as razões de seu grande sucesso, apoio-me nas pesquisas que fez o economista americano Martin Carnoy da Universidade de Stanford. Nas suas investigações sobre o tema compara o sucesso e fracasso de vários sistemas educativos de América, e conclui que a bem-sucedida educação cubana é proveniente de cinco fatores básicos:
Os estudantes cubanos destacam em todo o tipo de provas, e a principal causa é que os seus professores dominam muito bem a matéria que ensinam e têm uma clara ideia de como devem ensiná-la, dominando a sua didática e os métodos de ensino adequados à mesma. Em Cuba, com grande acerto, dá-se muita importância à formação inicial e permanente dos docentes, onde o ensino integral do currículo é um tema central. Procura-se nesta formação que os professores tenham um grande domínio das disciplinas que ensinam e têm que aprender muito bem a didática específica das mesmas, entendida como didática especial, na qual se aprendem as estratégias didáticas para saber ensinar e saber mobilizar e incentivar os alunos em sala de aula.
Os diretores e vice-diretores dos estabelecimentos cubanos de ensino supervisionam de perto o trabalho docente, entrando amiúde na sala de aula para comprovar se o currículo está a ser cumprido e como ele é ensinado. Os educadores estão acostumados a serem apoiados didaticamente e serem avaliados pelos gestores.
O docente cubano exige de seus estudantes muita dedicação aos estudos e atividades. “O modelo cubano contribui para que o aluno veja no professor mais que um exemplo, mas que tenha com ele uma relação próxima de confiança e cumplicidade”, diz Carnoy.
O tempo da sala de aula é monitorado, o que permite comprovar que as aulas cubanas estão mais focadas para as diferentes aprendizagens, do que sucede noutros países. Em Cuba, a turma trabalha mais, as perguntas do educador levam todos a pensar e ele não para a toda a hora para pedir atenção. O estudante cubano fica na escola todo o dia, com apenas um professor, reservando 41 % do tempo a tarefas individuais, com a vantagem de que os alunos trabalham um 38 % do período resolvendo problemas e fazendo exercícios e atividades variadas. Enquanto isso, o professor circula entre as carteiras, orientando e tirando dúvidas. Por outro lado, o período dedicado à cópia de instruções é baixo, de apenas um 2 %. É este um modelo denominado de escola de tempo integral.
Os melhores estudantes cubanos são incentivados para a carreira docente e para que se formem para ser professores. O mesmo acontece na Finlândia e Coreia do Sul, ambos com escolas de alta qualidade. Era o mesmo que acontecia no período da nossa Segunda República dos anos trinta, época em que tivemos os melhores mestres de toda a nossa história, com um modelo de formação inicial ainda não superado no dia de hoje.
Do sistema educativo cubano, contudo, poderia criticar-se a pequena autonomia que têm os professores para desenvolver o seu labor docente nas suas aulas, e o “centralismo” do sistema escolar, aspetos que caraterizam outros sistemas educativos, e não só o cubano. Convém esclarecer porém, que o papel do diretor-supervisor não é o de controlar ideologicamente o docente, mas sim de um acompanhamento sobre “como o professor dá a sua aula”, tendo um sentido claramente didático-pedagógico, com o que isto tem de positivo. O diretor-supervisor assiste às aulas, pelo menos duas vezes por semana, anota as falhas do estilo do professor e depois uma reunião é marcada para “trabalhar” como o professor deve corrigir o seu estilo ou as suas estratégias didáticas, para melhorar o resultado do seu ensino, que deve ser aferido na aprendizagem dos alunos. No sistema educativo cubano, com grande acerto, preocupam-se de ter excelentes professores (pessoas com valores, com conhecimentos e inteligência), que saibam ensinar, que se relacionem bem com os seus alunos e fomentem entre eles o interesse por aprender e por trabalhar na aula com entusiasmo e alegria. Por isto, o sistema procura docentes que tenham verdadeira vocação pelo ensino e pelo ofício de ensinar.
Nos estupendos documentários de Jorge Fraga, pode observar-se também, entre outros aspetos, como no sistema educativo cubano nascido da revolução, se soube magistralmente integrar a teoria e a prática, sendo um autêntico exemplo disto as mais de 50 Escolas Secundárias no Campo que foram criadas por todo o território da ilha caribenha. E a grande campanha de alfabetização empreendida, que elevou muito o nível cultural do povo e a quase total desaparição do analfabetismo entre todos os cidadãos cubanos, homens e mulheres. Sobre estes temas ninguém pode discutir que Cuba ocupa de forma destacada um dos primeiros lugares entre todos os países do mundo.
FICHAS TÉCNICAS DOS 3 DOCUMENTÁRIOS:
O diretor de origem galega Jorge Fraga
1.-Y me hice maestro (E fiz-me mestre):
Diretor: Jorge Fraga (Cuba, 1961, 20 min., a preto e branco).
Roteiro: Jorge Fraga. Fotografia: Julio Simoneau.
Edição: Carlos Menéndez. Produção: Nelson Rodríguez.
Produtora: ICAIC. Som: Eugenio Vesa Figueras.
Argumento: A capacitação de jovens nas montanhas para converter-se em mestres voluntários de ensino primário.
Prémio: Medalha de Ouro do Conselho Mundial da Paz, no Festival Internacional de Cinema Documental e de Curta-metragens de Leipzig (RDA) em 1962.
2.- Escuela en el campo (Escola no campo):
Diretor: Jorge Fraga (Cuba, 1970, 16 min., a preto e branco).
Roteiro e Edição: Jorge Fraga. Fotografia: Iván Nápoles.
Som: José León, Juan Rafael Rodríguez e Raúl Pérez Ureta.
Produtora: ICAIC.
Argumento: A primeira escola nova cubana concebida e construída a partir dos delineamentos do plano de “a escola no campo”.
Argumento: Símbolo da revolução educativa cubana e exemplo a seguir para o mundo do ensino. Em imagens reais aparecem os estudantes nas suas atividades escolares, culturais, desportivas, lúdicas, científicas e mesmo dando opiniões, especialmente nas escolas secundárias no campo, em que se levam à prática as teorias científicas, realizando experiências agrárias e sociais. No filme aparece o principal dirigente da revolução, o galego Fidel Castro.
Prémios: Diploma de Honra e prémio da FIPRESCI no Festival de Cinema Documental e de Curta-metragens de Leipzig (RDA) em 1973. Certidão de Excelência no Festival Internacional de Cinema de Georgetown, Guiana, em 1976. Seleção Anual da Crítica de Havana, Cuba, em 1973.
O realizador: Jorge Fraga nasceu, de família galega, em 1935, e faleceu na Colômbia em 5 de maio de 2012. Desde 1952 trabalhou como camarógrafo e produtor da CMQ-TV, sendo fundador em 1959 do Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica, conhecido com as siglas ICAIC. Desempenhou múltiplas profissões relacionadas com o cinema: camarógrafo, produtor, assessor artístico e diretor. Foi ademais realizador de numerosas edições do “Noticiero ICAIC Latinoamericano”, assessor artístico e subdiretor de programação do mesmo. O seu labor como mestre não se limitou à prática cinematográfica, senão que lecionou aulas de Estética e História do Cinema na Universidade de Havana, entre 1970 e 1977. Foi também fundador da Escola Internacional de Cinema e TV de S. Antonio de los Baños (EICTV), formando parte da equipa que iniciou a redação dos seus programas académicos, e na qual deu aulas e ocupou cargos de direção. Em 1978, ocupou o cargo de Vice-diretor de produção cinematográfica do ICAIC. Os seus trabalhos fílmicos foram reconhecidos no seu país e internacionalmente, recebendo muitos dos seus filmes numerosos e importantes prémios em diversos festivais cinematográficos. Participando também como membro em júris de certames internacionais, e publicando textos especializados sobre cinema. Na década de sessenta e parte de setenta Fraga foi uma peça importante na narração épica e fílmica das façanhas do povo e da revolução cubanas.
CUBA, UMA NOVA ESCOLA PARA UMA NOVA ERA:
Cuba Escola Vocacional Lenin da Havana
O filme-documentário “A Nova Escola” de Jorge Fraga é um exemplo da antecipação, sobre as escolas secundárias no campo cubanas. Há 96 anos José Martí, poeta e líder cubano, disse que “era necessário desenvolver no rural da ilha caribenha uma campanha de ternura e de ciência”. De alguma maneira, no plano artístico, o filme de Fraga faz parte dessa campanha, que se iniciou em 1961 com a grande campanha de alfabetização por toda a ilha.
“A Nova Escola” é um velho sonho revolucionário, que antes sonharam Carlos Marx e José Martí. Marx entreviu “o germolo da educação do porvir” num experimento que combinasse o estudo e o trabalho, já realizado na Inglaterra cara 1865. Ao seu juízo, essa combinação permitiria não só “intensificar a produção social”, como também “produzir homens plenamente desenvolvidos”, que explicava num belo texto em que diz: “No ato mesmo da produção não só se modificam as condições objetivas, como se modificam também os produtores, porquanto estes tiram novas qualidades de si mesmos, desenvolvem-se a si mesmos na produção e transformam-se, criando novas forças e representações, novos modos de relacionamento, novas exigências e uma nova linguagem”. Pela sua parte, José Martí, grande homem de América, concebeu a “Nova Escola” como oposição aos centros de ensino clericais e puramente literários. Por isso pôs a ênfase no conteúdo da educação, na necessidade de converter em científico o ensino escolástico. Em 1883 escreveu: “Nos nossos países tem que fazer-se uma revolução radical na educação… Contra teologia, física; contra retórica, mecânica; contra preceitos de lógica, preceitos agrícolas”. Ele concebeu o homem novo como resultado da educação científica e natural, quer dizer, como um homem capaz de dominar teórica e praticamente a natureza. Detrás de cada escola tinha que fazer-se “um obradoiro ou oficina agrícola, à chuva e ao sol, onde cada estudante plantasse e semeasse a sua árvore”. Só assim se obteria “o pleno e equilibrado exercício do homem, de maneira que seja como em si mesmo pode ser, e não como os demais já foram”. Nestas ideias baseou a revolução o seu conceito de “cultura de intempérie” na contraposição à cultura de salão e gabinete, própria da sociedade de classes. A revolução cubana, desta forma, encontrou em Martí e Marx o fundamento teórico da nova pedagogia, e com as escolas secundárias no campo, em número superior a cinquenta, por todo o território, começou a realizar esse velho sonho revolucionário.
Os protagonistas de “A Nova Escola” são adolescentes de 13 e 14 anos que ao contar as suas experiências escolares e analisar a mudança que teve lugar neles, raciocinam como verdadeiros marxistas sem terem lido Marx. É o caso, por exemplo, da mocinha loira que nunca pegara nas suas mãos uma “guataca”, ou da outra loira que explica a diferença que há entre comer laranjas e comer as laranjas que uma mesma cultivou. Lembro estas imagens cheias de frescura e espontaneidade, de quando projetei este filme numa edição das Jornadas do Ensino de Galiza e Portugal em Compostela, na década de oitenta, dentro do programa das mesmas. Como lembro também aquela imagem em que uma estudante na aula de ciências olha placidamente uma pequena ratazana e um segundo depois vê-se arrastada a um verdadeiro conflito dramático. Ou, noutro nível, os jovens compositores que tentam compor um hino escolar e fazerem, ou assim acreditam fazer, uma canção protesto; ou esse rapaz que pela primeira vez se enfrenta, estupefato, ao mistério da gravata. É igualmente comovedor ver no filme o entusiasmo dos rapazes por se fazerem mestres. Uma das cenas mais formosas da fita é quando uma jovem se olha, de repente, refletida nos seus alunos, descobrindo perante a mesma câmara o sentido último da sua profissão docente. Esta cena mostra o belos que são os raros momentos em que cada silêncio e cada gesto vale por milhares de palavras.
A visita de Fidel Castro ao vivo e em direto é uma festa para os jovens espetadores, precisamente porque com ela parece culminar o espírito juvenil e dinâmico que brota do ambiente e atravessa todo o filme, como uma contagiosa alegria. De repente o líder cubano se converte num moço, e muito em especial quando como um rapaz mais reclama aos berros que a bola entrou e não saiu fora da risca numa partida de voleibol, ou quando desafia o campeão local de pingue-pongue, ou anima os seus companheiros de equipa no jogo do basquete.
O filme mostra também, apoiando-se em imagens a partir do céu dos edifícios escolares que se estendem pelas chairas rurais da ilha, tentando apagar as diferenças entre a cidade e o campo. E também as sessões de crítica e autocrítica, a expetativa perante os resultados da emulação e da motivação educativas, as opiniões dos jovens sobre o trabalho manual, intelectual e doméstico, outras peças possíveis, que encaixariam na criação de uma nova ética, permeada de coletivismo e sentido de responsabilidade individual, dando muita importância à participação de todos nas decisões que competem a todos, e ao instinto sempre renovado das massas de combinar a funcionalidade com a beleza. A longa-metragem abre-se com as imagens dos estudantes dizendo “adeus” às suas famílias ao início do ano escolar. Estas transmitem o desejo de aventura misturado com a tristeza da separação dos pais. Dentro já do autocarro, falando e cantando entre os amigos, sabendo que se está no caminho ao trabalho e ao estudo, e no de participar na formação de uma nova sociedade cubana forte, muitas das dores da separação ficam minoradas. Ao pouco de iniciar-se, uma mulher, professora ou administradora, descreve-nos como se implementam os princípios do trabalho e do estudo nas novas escolas. Todos os alunos do ensino secundário participam no trabalho-estudo. Os estudantes que assistem a escolas diurnas nas cidades passam 45 dias ao ano no campo, fazendo trabalho agrícola. Nos internatos no campo, os jovens passam a metade de todos os dias na sala de aulas, e a outra metade trabalhando nos campos. Ao participarem do trabalho produtivo, os estudantes estão a fazer uma contribuição concreta para a economia nacional, o que lhes proporciona uma educação totalmente gratuita, incluídos os livros, vestuário e recursos didáticos.
Escola no Campo
Entrevistas e narrações frequentes são acompanhadas por cenas de diversas atividades das escolas: eventos culturais, desfiles, assembleias, sessões na aula, o trabalho agrícola, a visita do líder carismático, completando tais cenas com a imagem da bandeira, uma estátua de Martí, um grande cartaz do “Che” Guevara, um desfile dos estudantes no Primeiro de Maio e um aforismo de Martí que diz: “Pela tarde a caneta, pela manhã o sacho”. O diretor da fita, com acerto, para sugerir visualmente o princípio fundamental, que está atrás destas novas escolas e da nova sociedade cubana no seu conjunto, de que todo o grupo se compõe de indivíduos, e cada individuo é um integrante decisivo no grupo, emprega cenas das salas de aula nemas que a câmara mais amiúde se centra no indivíduo (estudante ou professor) e depois, com um “travelling” de profundidade em retrocesso, mostra toda a sala, com todos os alunos.
Muitos estudantes destas escolas nunca tinham passado uma noite fora da sua casa, pelo que ao assistir a uma escola destas no campo cinco dias e meio por semana, viver em comunidade, pela vez primeira, com um calendário de estudo exigente e trabalho físico, nomeadamente agrícola, requeria destes jovens uma importante adaptação à nova realidade. A câmara, por momentos, centra-se nos alunos com primeiros planos, trabalhando juntos em pares, a depois afasta-se para mostrar todo o campo cheio de pares de estudantes a realizar o seu trabalho produtivo. Enquanto têm lugar animadas conversações entre eles, das quais também muito aprendem, incluídas canções e anedotas. Na nova realidade escolar os estudantes conhecem também o trabalho dos labregos, o de todos os dias da sua vida, com as suas curtidas mãos. Igualmente como a tecnologia moderna (medicina, tratores, aspersores…) pode ser muito importante, sabendo valorizá-la, sem chegar a ser dela dependentes. E de que o desenvolvimento é fundamental para um povo, pelo que o trabalho físico dos estudantes transmite neles a ideia de que é necessário que todos trabalhem para contribuir para o progresso da sociedade.
Numa importante cena, a câmara segue um rapaz sério que sobe a um autocarro escolar, enquanto os que o rodeiam estão aplaudindo e cantando. Depois caminha por um carreiro de terra, chegando à humilde casa de teito de palha da sua família, que o espera vestida com os melhores trajos para dar-lhe as bem-vindas. O pai expressa o orgulho de que os seus filhos estão assistindo a uma escola de grande qualidade, e sorrindo afirma: “Os meus filhos agora têm o que eu não tive”. A diferença entre a cabana labrega tradicional e as novas escolas é mais que evidente. Percebe-se o progresso da revolução, a não só da tecnologia, senão do potencial humano, o desenvolvimento dos subdesenvolvidos. Mas, infelizmente, desde há umas décadas em que a URSS desapareceu e deixou de enviar a ajuda económica para manter estas inovadoras escolas, muitas terminaram por fechar e são muitas as que estão hoje abandonadas e algumas se converteram em prisões. O estado cubano não tem dinheiro suficiente para manter o seu sistema educativo nascido da revolução, que chegou a conquistar elevadas cotas de qualidade.
O MODELO PEDAGÓGICO DAS ESCOLAS SECUNDÁRIAS NO CAMPO:
Cena do filme sobre práticas agrárias
Através da formulação e desenvolvimento das ideias que constituem os princípios básicos das Escolas Secundárias Básicas no Campo (ESBC), para estudantes de 7º a 10º graus do primeiro ciclo do secundário, podemos compreender a transcendência desta inovação educacional cubana, nascida da revolução. De forma muito resumida, desenvolvo a seguir os seus quinze importantes princípios:
1º.- Educação na coletividade: A prática social é fator transcendente da formação da consciência social. Para isto se fomenta o trabalho por equipas e brigadas de trabalho produtivo, nomeadamente agrícola.
2º.- Combinação do estudo com o trabalho: Importância de adquirir hábitos de trabalho como um dever mais natural e elementar de todo o cidadão. Ligar a escola com a vida, levando a teoria à prática. Educar para a vida. Atrás deste princípio estão os pensamentos de Martí e de Marx, e de muitos pedagogos da Escola Nova.
3º.- Formação do estudante produtor: Fomentar nos estudantes o amor ao trabalho e aos trabalhadores, pois o trabalho em si é um poderoso fator de desenvolvimento da personalidade. O trabalho produtivo é o que ajuda mais à formação da mentalidade do que produz.
4º.- Educação universal: Educação para todas as crianças e jovens do país, tanto elementar como média e também universitária, sem discriminações, e para homens e mulheres em igualdade.
5º.- Unir a educação aos planos de desenvolvimento económico: Combinar os dous fatores de educação social e as necessidades do desenvolvimento económico do país, dentro dos planos de produção agrícola: citrinos, árvores de fruto, cafezeiros, vegetais, etc. Em muitos casos suficientes para sufragar os custos de funcionamento das escolas.
6º.- Educação através do relacionamento do jovem estudante com o trabalhador do campo: Importância da tomada de consciência dos jovens de que a principal fonte de vida está na terra, e que jovens de zonas urbanas e rurais devem trabalhar juntos na produção de bens materiais.
7º.- Educação para a formação de hábitos de trabalho intelectual: Valorização do trabalho intelectual, tanto do ponto de vista teórico como prático, não contrapondo-o ao manual. Ambos nestas escolas têm o mesmo valor e equilíbrio.
8º.- Desenvolvimento das inclinações e aptitudes individuais: O respeito à personalidade do educando está sempre presente. Mas evita-se fomentar o individualismo, dado que a arma mais forte é a coletividade, organizada de modo consciente e racional, para não limitar o desenvolvimento da personalidade do individuo, o que sempre há favorecer o coletivo.
9º.- Educação pelo estímulo da emulação e motivação socialista: Formação de todos os jovens no âmbito da nova sociedade cubana que se está a construir.
10º.- Educação pelo trabalho de autosserviço e socialmente útil: Satisfação das necessidades mínimas, como a higiene e asseio pessoal, limpeza dos dormitórios, albergues, cozinhas, refeitório e locais de lazer. Por equipas os alunos realizam estas tarefas com um calendário previamente estabelecido.
11º.- Educação dos jovens no cuidado e conservação da propriedade social: Inculcar no jovem estudante o conceito de que o homem é um produto do trabalho social, e que, mediante o trabalho e o esforço constante dos trabalhadores, se cria a riqueza da comunidade e o bem-estar pessoal de cada um dos membros da sociedade.
12º.- Educação pela formação vocacional e orientação profissional: Só a educação de todos e a integral garante que não se perca uma só inteligência. Importância de fomentar os interesses e respeitar gostos e preferências vocacionais dos estudantes, dando as oportunas orientações profissionais.
13º.- Educação pela solidariedade internacional: Realizar nas escolas atividades para fomentar a solidariedade com outros povos da Terra: costumes e manifestações artísticas, estudo da vida e obra de combatentes internacionalistas como Gandhi e Luther King, criação de círculos de filatelia internacional, desenvolvimento de grupos de ativistas de história em todos os centros, comemoração de datas históricas, criação de grupos juvenis solidários, etc.
14º.- Educação pela participação dos jovens no governo das instituições escolares: Organização de grupos e federações juvenis, conselhos e assembleias de aula, e funcionamento de conselhos e grupos representativos para tomar decisões que afetam todos.
15º.- Educação dentro dos princípios do marxismo-leninismo: O fim da escola cubana após a revolução, dentro da qual as ESBC são um elo fundamental, é educar as novas gerações de modo a que crianças e jovens alcancem o desenvolvimento integral de todos os valores favoráveis da personalidade humana, com especial destaque nos de ordem cívica, ao efeito de que participem de maneira consciente e ativa na construção do socialismo em Cuba.
TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR:
Utilizando a técnica do “Cinema-fórum” analisar os conteúdos e a linguagem cinematográfica dos três documentários realizados por Jorge Fraga, depois de visioná-los.
Consultando livros e a internet, elaborar uma monografia dedicada a Cuba, ilustrada com textos e fotos. Na mesma devem incluir-se aspetos geográficos, históricos, culturais, económicos, artísticos, etc.
Seria interessante incluir nela uma seção dedicada ao relacionamento entre Cuba e a Galiza ao longo dos tempos. Com tudo o recolhido e elaborado poderiam organizar-se amostras nos nossos estabelecimentos de ensino.
Juan Luis Fernández apresenta o livro Futebol Gaélico em Celanova
Damos valor à sua privacidade
Utilizamos cookies para melhorar os nossos serviços. Se está de acordo com as nossas cookies clique no botom CONCORDO. Oferecemos informaçom sobre que cookies estamos a utilizar ou de como bloqueá-las na nossa
Funcional
Sempre ativo
O armazenamento técnico ou acesso é estritamente necessário para um propósito legítimo de habilitar o uso do serviço explicitamente requerido polo subscritor ou utilizador, ou para o único propósito de realizar a transmissom dumha comunicaçom através dumha rede eletrónica.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenamento de preferências não solicitadas pelo assinante ou utilizador.
Estatísticas
O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente com propósito estatístico.O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anónimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte do seu Fornecedor de Serviços de Internet ou registos adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento técnico ou acesso requer-se para criar perfis de utilizador para o envio de publicidade, ou para o seguimento do utilizador num website or to track the user on a website, para propósitos semelhantes de marketing.