PGL – A Mesa pola Nomalizaçom Lingüística amossou a sua repulsa polo Prémio Otero Pedrayo 2010 ao ex-ministro franquista e ex-presidente da Junta Manuel Fraga Iribarne. Para o porta-voz do colectivo, Carlos Callón, a concessom é «é falsear a história, pois se por algo se caracterizou e caracteriza Manuel Fraga é polos seus ataques á nossa cultura».
Em sua opiniom, a única perspectiva pola qual se pode valorar o contributo de Fraga à cultura galega é por comparaçom com a «política galegófoba de Alberto Núñez Feijóo». Da Mesa lembrárom que tanto no período da ditadura como na democracia, Fraga «nom fijo mais que pór paus nas rodas no processo de recuperaçom da nossa desfavorecida cultura».
Méritos falsos
Callón denunciou também que o júri lhe atribuiu a Fraga uns méritos que som «radicalmente mentira», como que tivesse a ver com a aprovaçom da Lei de normalizaçom da língua galega. Lembrou que a lei se aprovou em 1983, por unanimidade, após ser sido apresentada polas forças nacionalistas da altura para que se desenvolvera o Estatuto de Autonomia. Na altura o presidente da Junta era Gerardo Fernández Albor. Portanto, pediu às instituiçons que integrárom o tribunal do prémio para darem explicaçons.
Apoio da Academia
O reconhecimento a Fraga com este prémio tivo o apoio da Real Academia Galega através do seu representante no júri, o académico Xesús Ferro Ruibal. Para a Mesa, esta adesom causa «surpresa e tristura», quando os próprios estudos sociolingüísticos da RAG «demostram que a maior descida de falantes da milenária história do galego se produziu durante os governos autonómicos de Manuel Fraga Iribarne».
