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A educaçom na Turquia ignora as línguas, culturas e religiões minorizadas

Nationalia.cat – Minority Rights Group (MRG), acaba de publicar um relatório monográfico titulado “Esquecidos ou assimilados? Minorias no sistema educativo da Turquia”. A organizaçom fala em ‘discriminaçom’ nas aulas, em um sistema educativo que promove ‘a assimilaçom’ e o nacionalismo turco, e nega de educaçom em qualquer língua que nom seja a turca.

Neste documento, que tem tido o apoio económico da Uniom Europeia, som tratados quatro pontos principais: o direito à educaçom na Turquia; a língua no sistema educativo; o ensino de religiom; e a discriminaçom nos livros de texto e outros materiais educativos.

“Sou turco. Meus princípios som […] estimar o meu país e minha naçom mais que a minha alma. Estimado Grande Atatürk, tomo a promessa de andar para o objectivo que tu nos ensinaste […] Feliz é a pessoa que diz ‘sou turco'”. Este é um fragmento do juramento que a cada amanhã lêem os alunos nas escolas de toda a Turquia. Segundo o relatório de MRG, este é só um exemplo de como o sistema educativo turco ignora e discrimi­na todos aqueles estudantes que nom som de origem turca, ou que têm uma religiom ou falam uma língua diferente.

Todo o sistema educativo da Turquia, segundo o relatório, gira em torno da promoçom da língua, a cultura e o nacionalismo turcos, ao mesmo tempo que ignora e proíbe qualquer traço característico ‘minoritário’, apesar de que em algum caso, como o curdo, a populaçom seja de mais de 20 milhões de pessoas.

No caso de curdos e ciganos, a discriminaçom vai para além. Por um lado, as políticas de demoliçom de bairros ciganos têm deixado milhares de famílias sem lar, enquanto o conflito entre o exército turco e o PKK, no Curdistám nortenho, tem obrigado muitos curdos a sairem da sua casa. Estes dois fenómenos têm deixado um grande número de famílias deslocadas, os meninos das quais com freqüência nom podem ir à escola por falta de recursos.

O relatório conclui com uma série de recomendações, começando pela ratificaçom da Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias, o protocolo 12 do Tribunal Europeu polos Direitos Humanos e a Convençom sobre a Discriminaçom em Educaçom, da UNESCO.

O estado reconhece arménios, judeus e gregos. Fora ficam caucasianos, yezidis, curdos, lazos, ciganos. Com respeito às línguas, o Estado nom permite fazer a escolarizaçom em nenhuma outra que nom seja a turca. Assim, ignora o árabe, o curdo, o lazo e o arménio, entre outras.

 

 

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