PGL – Nos dias 20 e 21 de Novembro A Fundaçom Leizaola (elkargoa) organizou o I Congresso sobre Línguas Menorizadas, virado de maneira especial para o role tam importante que joga a juventude na normalizaçom linguística e como ela é o melhor instrumento de análise para vermos os futuros das línguas menorizadas.
O Congresso tinha como objectivo apresentar práticas de sucesso desenvolvidas noutros lugares da Europa e analisar a viabilidade de novas iniciativas para promover a língua basca entre a juventude basca.
No dia 20 o Congresso estivo centrado nos esforços e experiências que desde as instituições públicas bascas se tenhem levado avante para garantir o conhecimento e domínio do éuscaro por parte da mocidade e para estender o seu uso com múltiplas intervenções.
Além disso, estudárom-se actividades que se realizam noutros lugares, como a experiência galesa de ligar o estudo de costumes e tradições com a língua (Malrion Pryl Jones); os problemas que se apresentam em situações de bilinguismo (Jane Arnold); os ranchos de moços e moças e a recuperaçom do éuscaro (Diego Eguizabal apresentou kuadrillategui).
Participárom também membros dos partidos bascos, sendo muito interessante a intervençom de Eltxabel Amandoz, de Eusko Alkartasuna, e os resultados da tormenta de ideias sobre o assunto realizada por esse partido.
A realidade do bilinguismo finlandês
No dia 21 Timo Riiho, catedrático (de português é espanhol) da universidade de Helsínquia, que realizou a sua comunicaçom e respondeu perguntas em éuscaro -língua que estudara durante três meses em Zarautz em 1980-, apresentou a problemática das línguas na Finlândia, com duas línguas oficiais: finês -94 per cento da populaçom- e sueco -6 per cento-, mais a língua a dos lapões (sami), para a qual este povo tem uma muito interessante estratégia embora nom seja oficial, devido ao baixo número de utentes –7.000- e pola dispersom da populaçom sem existência de nenhum núcleo dessa fala.
Timo Riiho destacou que é fundamental na Finlândia, para garantir o bilinguismo, a obriga de todo o funcionariado: policial, professoral, médico etc., ter que demonstrar para os seus trabalhos um bom conhecimento das duas línguas, pois, por exemplo, se a policia te detém e és de fala sueca deve fazê-lo em sueco, independentemente de onde quer que estiveres nesse momento; apresentou a seguir a situaçom dos espaços monolingues suecos e as relações destes entre eles (duas variantes do sueco) e com o finês.

Timo Riiho deu a conhecer o caso finlandês
País Valenciano ou Alice no País das Maravilhas?
O membro da Academia Valenciana da Língua, Josep Lluis Domenech Zornoza, informou da política linguística de governo valenciano, resultando todo, segundo ele, «com grandes avanços e maravilhas» no País Valenciano, lugar onde o PSOE o fizera «muito bem» e o PP parece que continua na mesma «linha de sucesso».
Catalão nos estudantes Erasmus
A Chefa do Serviço linguístico da Universidade de Girona, Mª Jesus Ferrés Fluvià, apresentou a situaçom da língua na sua universidade, na qual desceu o uso do catalão nas aulas de 90 por cento para 85 por cento no século XXI, nom por avanço do castelhano mas do inglês, e comentou a experiência de sucesso que se vive na língua através da integraçom dos estudantes Erasmus de todas as partes do mundo, processo em que estám tendo muito sucesso.
Falando no Erasmus, disse que todo estudante que chega de fora tem o primeiro mês dedicado à língua e à sua introduçom na mesma, sendo raro o rejeitamento do catalão. Explicou como eles criárom a experiência do voluntariado linguístico, mal copiado depois pola Generalitat, pois o voluntariado deve procurar pares com interesses comuns para ser garantia de sucesso. Explicou que os direitos linguísticos nom som dos alunos mas da/o professor/a que tem liberdade de cátedra, como já a jurisprudência na Catalunha vem confirmando.
Centros Sociais como alternativa ao actual modelo galego de normalizaçom
Alexandre Banhos, presidente da AGAL, apresentou a situaçom da Galiza, explicando como o sucesso linguístico do galego só se pode dar desmontando o actual modelo normalizador que se vive na Galiza. Apresentou os piares desse modelo, o processo autonómico e a língua, para passar a seguir aos resultados (dados oficialistas dos inquéritos linguísticos).
O presidente da AGAL falou de como se está a desmontar (ou na tentativa) esse modelo (o papel que jogam os que comem dele), e se constrói um outro, com os problemas que enfrenta essa desconstruçom e as experiências de sucesso. Sobre este último assunto falou dos centros sociais e das redes que geram, além de outras experiências. Informou também dos aspectos positivos da candidatura do Património Imaterial Galego-Português e das organizações reintegracionistas todas, ao lado do papel tam importante que tenhem. Citou igualmente a recente constituiçom da AGLP e as implicaçoes positivas que esse facto pudesse ter para o futuro.
A apresentadora do painel, vários dos intervenientes e pessoas do público ficaram muito surpreendidos ao saber qual é a situaçom real da língua na Galiza. Foi comentado que da Galiza, quando recebem informaçom, esta é enormemente confusa, estám habituados a escuitar autoridades políticas e académicas em fóruns dos Países Catalães e do País Basco a falarem dos avanços que se levam dado com a incorporaçom maciça do galego ao ensino e a normalizaçom, confusom que jornais como El Mundo – (i)Mundo –, com a sua campanha contra o galego, parece divulgar em todo o Estado. Porém sempre há algo que nom casa nos resultados do português da Galiza ou que choca com a realidade que se percebe se se viajar pola Galiza: é como se as cousas da Galiza estivessem entre um espesso nevoeiro. «A Galiza é do G-8 linguístico, como som o espanhol e o francês, mas a política linguística trata-a como se for o lapurdiano [dialecto do basco]», em palavras dum interveniente basco depois de escuitar o depoimento.

Éuscaro com sucesso entre a juventude
Iker Martinez de Lagos, Director de Topagunea, apresentou a experiência dos 38.000 jovens bascos envolvidos na federaçom de associações excursionistas, onde todas as relações só podem ser feitas em éuscaro, nom ponhem pejas se alguém chegar falando o <i>bascunhol</i>, mas a língua tem que ser o éuscaro.
O Presidente do Instituto Labayru, apresentou os materiais que elaboram para a juventude, dos dous anos aos trinta, e como os materiais som específicos por faixas de idade e segundo as necessidades de cada faixa.
Xabier Monastério, de Zenbat Gara, fijo uma brilhante exposiçom sobre os problemas do éuscaro no dia a dia entre a juventude e os problemas dialécticos que se apresentam entre os éuscaro batua e os dialectos bascos, como o biscaíno, e a necessidade de encher de vida a língua, além de a conhecer e conectá-la com os falantes idosos que viveram sempre nela.
O Director o Gabinete da Língua do Governo Basco, José António Rodriguez Ranz, deu os dados estatísticos da língua em toda a sociedade e na mocidade.
Segundo esses dados é a mocidade o sector da sociedade basca em que mais se conhece a língua basca, no qual mais se usa e no qual tem um forte prestígio. Das seiscentas mil pessoas de menos de 30 anos, só duas em cada dez tenhem muitas dificuldades com o éuscaro e só usam o castelhano. Dous em cada dez declaram-se bilingues e usam o castelhano normalmente e o éuscaro nalgumas situações; seis em cada dez som bilingues, porém sentem-se perfeitamente instalados em éuscaro falando essa língua com normalidade.
Igualmente, os estudos revelam que os problemas com o espanhol (e francês) som por essas línguas serem do G-8 linguístico e terem uma muito maior velocidade de circulaçom e imenso número de meios em comparança com os disponíveis em éuscaro.

