A proposta foi apresentada há duas semanas polo conselheiro de Cultura, Língua e Juventude, José López Campos, aos representantes dos grupos parlamentarios para tratar de alcançar um Pacto pola Língua.
A folha de rota proposta polo governo galego inclui distintas medidas, como impulsar o uso do idioma no ámbito sanitario, na justiça ou na polícia, campanhas de dinamizaçom com influencers ou voluntariados linguísticos entre a mocidade.
O primeiro ponto, muda o conceito utilizado no passado polo PP, de “bilingüismo armónico” para “bilingüismo cordial”, para isto, a proposta é continuar com a campanha de publicidade “Saca a lingua que levas dentro, que fomenta o uso libre do galego.
O segundo ponto sugere adaptar a língua às tecnologias, em concreto ampliando recursos para o Proxecto Nós, iniciativa à que também contribuiu a AGAL cedendo materiais textuais, e que está a desenvolver recursos em galego como asistentes de voz, tradutores automáticos e agentes conversacionais.
Em terceiro lugar pom-se o foco na formaçom, para que os diferentes setores profissionais tenham recursos e capacitaçom. Aqui a proposta é colaborar com a Real Academia Galega em projetos como Toponimízate e criar um apartado no Portal da Lingua Galega com materiais didáticos.
O quarto ponto atende à administraçom, em concreto às áreas mais desgaleguizadas, como som a justiça ou corpos armados: polícia, guarda civil e exército. Nesta linha pretende-se organizar reuniões para fazer formaçons específicas para estes setores.
O quinto ponto é a educaçom. Para este trabalho propom-se integrar medidas sociolinguísticas no Plan MEGA de mellora educativa, em vigor a partir do próximo curso, ou ativar programas conjuntos com a CRTVG em centros educativos, ligadas, por exemplo, com o Xabarín Club. Ademais, pensando na franja etária das pessoas mais novas, lançariam-se campanhas tipo Falamos+ para o secundário, com o apoio de influencers e figuras públicas; e seguir com as iniciativas Nós tamén creamos, 21 días co galego e+, e o concurso Letras Galegas.
Reverter a perda na transmissom geracional é o sexto apartado, que pretende incidir nas famílias e mocidade atraés de programas de voluntariado linguístico, desenhando actividades de lazer educativo para famílias e apoiando projetos já existentes como FalaRedes ou Tece Redes.
Em sétimo lugar está a indústria cultural, onde prometem ajudas específicas para o setor audiovisual, assim como criar um repositório de conteúdos culturais em galego.
Sob o oitavo epígrafe está a economia, que pretende fazer campanhas para incentivar o uso da língua no comercio, e apoiar iniciativas como Aquí tamén se fala, nascida no IES Rafael Dieste da Coruña, da que já temos falado neste Portal.
A saúde é o nono ponto, e para isto, contempla formações para o pessoal sanitário que chegue de fora do país, assim como traduzir todos os conteúdos digitais em centros sanitários e difundir diretivas para lembrar que o galego deve ser a língua preferente de atençom.
A seguir, o décimo ponto, intitulado “sociedade” traz propostas como procurar galeguizar atividades desportivas ou de lazer e integrar pessoas migrantes, oferecendo 100 cursos de língua e cultura galegas para pessoas estrangeiras.
E finalmente, fecham as propostas com “projeçom exterior”. Aqui, explicitam-se a misom de expandir os vínculos com a lusofonia, apoiando projetos já existentes como ARI(t)mar Galiza e Portugal e Ponte…nas Ondas! Também proponhem oferecer estadias e intercámbios em Portugal.
