PGL – A Directiva da Agrupaçom Cultural O Facho acordou outorgar a ediçom de 2010 do prémio «Facho de Ouro» ao professor Xesús Alonso Montero, como testemunha e reconhecimento a sua longa trajectória na defesa da dignidade e da cultura do País.
O acto cívico será acompanhado de umha ceia homenagem que se celebrará no sábado, dia 30 de Janeiro, às 21 horas no Hotel Riaçor da Corunha. As pessoas interessadas em assistir à ceia podem fazer a reserva ligando para o 981 269 663 (em horário de tarde) ou também escrevendo para a caixa de correio electrónico: lobezan [arroba] yahoo.es. O preço por pessoa é de 30 €.
Com anterioridade tinham sido galardoados com o «Facho de Ouro», o intelectual Isaac Diaz Pardo, em 2006, e o ex-presidente da RAG Francisco Fernández del Riego, em 2007, e José Neira Vilas, no ano passado.
Xesús Alonso Montero (Vigo, 28 de Novembro de 1928) é catedrático de Literatura galega, sociolingüista, poeta, ensaísta e conferencista pertencente à geraçom de escritores de Pós-guerra.
Licenciado em Filosofia e Letras pola Universidade de Madrid, e doutor pola de Salamanca desde 1966 com uma tese sobre Curros Enríquez, militou no Partido Comunista de Espanha a partir de 1962, resultando retaliado em várias ocasions. Como autor, Montero tem destacado no campo da sociolingüística com livros como O porvir da lingua galega (1968), O que cómpre saber da lingua galega (1969) ou o polêmico e contestado Informe -dramático- sobre la lengua gallega (1973), onde retoma suas teses apocalípticas sobre a língua galega assinalando mesmo uma data para sua morte.
Além disto, são destacáveis as suas colaboraçons na imprensa galega, recolhidas em parte na obra Beatus qui legit: artigos jornalísticos (1998-1999). Devemos salientar também seu papel como conferencista, sobretudo na Espanha e na América. Também tem livro de poemas: Versos satíricos ao jeito medieval ou Versos republicanos. Assim mesmo, realizou compilaçons poéticas de homenagem a autores galegos: Coroa poética para Castelao (1988), Coroa poética para um mártir (1996), Coroa literária para Roberto Blanco Torres contra sua morte (1999) e 47 poetas de hoje cantam a Curros Enríquez (2001).
Por todo o trabalho referido, Alonso Montero recebeu vários galardons entre os que se destacam o prémio Galiza de Jornalismo (anos 1986 e 1990), o prémio Nacional de Jornalismo Julio Camba (1988), o prémio Otero Pedrayo (1989) e o prémio Trasalba em 2000.
Desde o ano 1993 é académico da RAG, na que ingressou por sugestom de Filgueira Valverde, Carlos Casares e Ramón Piñeiro.
