Por José Ramom Pichel Campos
Tantas vezes nos enfrentamos todos os anos, com essas pandémias de gripes, aquele vírus que atacava ao estômago que apanhaste em menos de cinco horas e que deu cabo de ti, com visitas compulsivas ao banho e às tinas dependendo da rapidez de evacuação que precisavas.
E também aquele ano, naquela aula de sistemas operativos onde o professor, aquele mestre, mandou os seus alunos desenvolver um antivírus para um vírus informático que apagava todos os dados do computador quando ainda não eram pentium mas PC 80386, PC 80286 e os melhores 80486. Esse vírus chamado RASEC era um absoluto perigo e por isso era precisa a vacina. Pois bem, dias depois, pouco depois o antivírus feito por um tal César fora feito. Curiosamente CESAR é o palíndrome de RASEC. Provavelmente o autor.
Mas que são finalmente os vírus informáticos? Programas informáticos que têm como objectivo fazer uma mudança no funcionamento normal dum computador, a maior parte das vezes daninho e sem o consentimento do utilizador, e muitas vezes sem que ele perceba que está a suceder, só quando é inevitável. Os vírus podem muitas vezes substituir os arquivos executáveis por outros infetados com o código dele, destruindo nomeadamente qualquer tipo de dado que encontram no disco rígido, se eles são excepcionalmente malignos. Além disso, basicamente têm a função de se propagar através dos diferentes suportes onde se armazenam os diferentes arquivos.
O funcionamento dos vírus polo contrário ao que se pensa é bastante simples. Quando se executar um programa que está contaminado por um vírus fica residente na memória RAM do computador, embora tenha finalizado a execução do vírus.
O vírus então tem o poder no sistema operativo e vai infetando outros arquivos, e o código do vírus, isto é o programa é acrescentado no programa infetado, gravando-se no disco. Os vírus informáticos são provavelmente os programas mais conhecidos e mais temidos polos utilizadores de tecnologias e nem por isso a morte é um destino. A vida e o show da tecnologia continua. Os meios de comunicação sempre nos falam deles como o pior que devemos ter medo.
Somos muitas vezes o que tememos. Só nos temos de encher de paciência e coragem, e frente a eles atuar como recomendam as campanhas da gripe A dobrando o braço polo cotovelo espirrando justo nele. Porque isto diria hoje Cyrano de Bergerac. Ele diria com alegria e valentia, aos seus inimigos os medos, na versão espanhola: “¡Al finalizar, os hiero!”.
(*) Artigo publicado na coluna Medo aos aviões, do jornal Galicia Hoxe.
