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Vieiros publica entrevista em vídeo com Antónia Luna, professora reintegracionista em Buenos Aires

PGL – «Eu nom o verei mas o reintegracionismo vai prender», é a manchete com que o jornal digital Vieiros abre a notícia da entrevista em vídeo com Antónia Luna, professora reintegracionista das aulas de Língua e Literatura Galega na Argentina.

Antónia Luna, que nestes dias está em Noia, «convidada polo seu filho de Madrid», explica como estivo desde a infáncia em directo contacto com a cultura galega formalizada. O seu pai foi presidente fundador da Sociedade dos Filhos do Partido Judicial de Noia em Buenos Aires.

Nessa instituiçom foi também director dumha companhia de teatro, com actuaçons incluídas nos programas de actividades promovidas polos sectores galeguistas mais comprometidos. A meninha Antónia, lembra, recitava poemas de Rosália de Castro nos intervalos das funçons.

Entre as primeiras leituras de Antónia Luna estám livros e jornais galegos ou relacionados com a Galiza. Na biblioteca familiar tivo ao seu dispor as obras de Rosalia, Cabanilhas… A informaçom mais actualizada chegava-lhe por via do dominical El Correo de Galicia, de Lence, que introduzia algumhas notícias ou colaboraçons em galego.

Antónia Luna explica, na entrevista realizada por Vieiros, como algumhas pessoas fôrom expulsadas do Centro Galego de Buenos Aires por questons políticas, como lhes proibírom à entrada às aulas de galego simplesmente por serem reintegracionistas.

«O galego reintegrado coido que vai prender, o reintegracionismo tardará anos, nós nom o veremos mas os que ficam sim, vam ir adiante» explica a professora Luna, que define o galego da Junta como «galego arruinado». Ainda, acrescenta que na Galiza o reintegracionismo está a trabalhar muito a sério, com pessoas muito interessadas, embora as dificuldades. E na Argentina som elas as que estám a luitar e considera que cada vez há mais gente que se aproxima do reintegracionismo.

Umha galega na diáspora

Filha de Joaquim Luna (1879) e de Dominga Rodríguez Ons (1880), originários da Alvariça e a Barquinha em Noia, Antonia Luna (85 anos) nasceu em Buenos Aires com outros dous irmaos, Daniel Álvaro e José Tomás. Depois de realizar o ensino primário, ingressou num instituto privado da capital argentina e posteriormente diplomou-se na especialidade de Serviço Social na Universidade de Buenos Aires e complementou a formaçom académica com os estudos de Assistente Social. Profissionalmente desenvolveu o seu trabalho como docente em escolas de discapacitados, sendo durante vários anos directora dum centro especializado na atençom de pessoas com minusvalias.

Antónia Luna foi desde 1977 assistente às aulas de Língua e Literatura Galegas que os professores Higino Martins Estêvez e Antom Santamarinha ditárom no Centro Galego. Precisamente quando o ajudante de Higino Martins retornou à Corunha, Antónia Luna foi escolhida como professora colaboradora nestes cursos. Actualmente continua esta actividade docente.

Fundadora da Associaçom Civil Amigos do Idioma Galego, Antónia Luna tem participado como relatora em vários das ediçons do Congresso Internacional da Língua Galego-Portuguesa na Galiza, estando os seus contributos recolhidos nas Actas dos mesmos. Outras colaboraçons escritas estám publicadas na revista Adigal.

 

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