António Carvalho – O novo ano académico vem carregado de importantes novidades. Uma delas é a nova etapa que em Ourense inicia o projeto esmorgano. No sábado, 27 de setembro de 2008, estivemos na reabertura do local sito na rua Telheira, pertinho do pólo universitário da cidade.
O bom ambiente, bem como os petiscos e o bom vinho, encheram por inteiro um dos espaços do ativismo ourensano – e, por ende, galego, que mais dinamismo tem demonstrado nesta primeira década do século XXI. E tudo aponta para isso ir a mais.
Na festa de reabertura, após quase três meses de local fechado – embora não de inatividade, estavam as velhas esmorganas mas também o pessoal que vai gerir esta nova etapa, uma renovação que chama a esperança, pois o projeto, longe de se esgotar, parece ter encontrado o revezamento e o equilíbrio.

E não é que o velho pessoal deixe de apoiar, pois não, é simplesmente que na Esmorga todo o mundo está para dar o seu melhor. No sábado as conversas deram para verificarmos que as diferentes comissões continuarão a trabalhar (o que estão a cozinhar é de arromba!) e que cada vez há mais pessoal a envolver-se no projecto… e a apoiá-lo.
«Nesta altura a associação tem mais de 130 associados», comentou-nos Irene, a nova coordenadora, «isso faz com que sejamos dos projectos deste tipo com maior corpo social na Galiza toda», acrescentou… Coisa bem visível se a grande festança que se viveu no sábado-noite serve como exemplo.

Junto com a Irene, conformam a nova equipa Jacobe (responsável pela secretaria), Xico Bugueiro (novo tesoureiro), Noemi Pinheira e Rucho (na coordenação de espectáculos), Xávi Lopes, Teresa Carro e Alexandre Ermida (responsáveis pela comunicação interna e externa), Adrián e Luzia (material próprio e externo).
Ainda, Belém de Andrade toma o repto de gerir profissionalmente o balcão, com a intenção de abrir quase todo o dia, todos os dias da semana (excepto aos domingos). «Queremos chegar a todo o mundo, especialmente universitários e pessoal do bairro», disse-nos a Belém.
De aqui damos já o nosso apoio incondicional… E que ninguém entre em desconfiança, o comércio justo, a boa culinária e o trabalho social, cultural e linguístico continuarão de mãos dadas na cidade das Burgas. Nós já experimentámos isso…


[Como dizia Castelao, a nossa língua é extensa e útil. Nasceu no Reino da Galiza, num território que incluía parte das Astúrias e Leão, bem como o norte de Portugal. Desceu para o sul, como aconteceu com o castelhano e o catalão, até chegar ao Algarve. Desde Portugal viajou até América, África e Ásia. Hoje é língua oficial de 8 nações, só falta uma, a nossa.]

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