PGL – Três trabalhadores da Capitania Marítima de Burela denunciárom acoso laboral por defenderem o uso da língua galega. Asseguram que os seus superiores lhes proibírom de jeito expresso o uso do galego, e que mesmo foi retirado o único formulário que podia ser preenchido na nossa língua.
Brais Fernandes, Carme Ferreiro e Manuela Árias criticam que isto aconteça numha vila como Burela, na qual mais de 90% da populaçom é galego-falante, e onde umha percentagem altíssima de pessoas se dirigem a este organismo em galego.
Os factos remontam cinco meses atrás, quando estas três pessoas exigírom aos seus superiores o cumprimento da legalidade lingüística da Galiza. Asseguram que na Capitania Marítima mesmo lhes resultou impossível apresentar solicitudes de férias ou de licenças por motivos médicos só por estarem redigidas em galego, ou que tampouco se respeita a toponímia oficial.
Por mor do seu activismo lingüístico sofrêrom pressões, e estám começando a tramitar baixas médicas derivadas da sua situaçom laboral actual.
A situaçom já foi denunciada perante a Oficina das Línguas Oficiais, a Subdelegaçom do Governo em Lugo, a Subdirecçom Geral de Coordenaçom e Gestom Administrativa ou a Direcçom Geral da Marinha Mercante, mas por enquanto continuam sem umha soluçom. É mais, a sua situaçom agravou-se, sendo Carme Ferreiro e Manuela Árias transferidas para outro posto «sem receberem nem instruções de trabalho nem ordens de aprendizado para as suas novas funções», denunciou Brais Fernandes, quem assegurou que também o seu trabalho diário foi dificultado de diferentes formas.
